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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Desempenho do setor de máquinas e equipamentos não deve se repetir em 2005
Às vésperas do encerramento do ano, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, avalia o desempenho do setor em 2004 e faz uma estimativa de suas atividades para o próximo ano. Destaca o efeito multiplicador dos bens de capital mecânicos que, quando em funcionamento, produzem novos produtos e são termômetro dos investimentos realizados no País.
Embora o ano não tenha terminado, os indicadores econômicos da entidade apontam para um crescimento do faturamento de 28% em relação ao ano passado (outubro 2004/outubro 2003). “O mercado interno de máquinas cresceu 18% e as exportações tiveram um aumento de 35%. O número de empregados saltou de 181 mil para 206 mil. Ou seja, são 24 mil funcionários a mais com carteira registrada, só no setor de máquinas e equipamentos”, observa Newton de Mello, concluindo que esses dados são suficientes para mostrar que o ano foi realmente muito positivo para o setor, que é o segundo maior exportador industrial do Brasil.
Com relação a 2005, o empresário aponta alguns fatores adversos que levam a crer que o próximo ano não seja tão promissor quanto o de 2004. A desvalorização acentuada do dólar, de acordo com o presidente da Abimaq, prejudicou não apenas as exportações do setor, mas também as vendas externas das empresas em geral, levando a uma diminuição na demanda por máquinas. Outro fator é a elevação abusiva do preço do aço, muito acima dos índices de inflação e que não acompanhou a variação dos insumos em geral.
“Nas siderúrgicas, o preço do aço subiu 100% em 2004. Logo, os aumentos nos distribuidores foram muito maiores. Como o aço representa 17% do custo médio de fabricação de uma máquina, perdemos competitividade”, afirma Newton de Mello. O terceiro aspecto negativo apontado pelo empresário é a “queda muito forte na cotação das commodities agrícolas no mundo, levando a agricultura brasileira a ter menos competitividade externa, diminuindo, certamente, o consumo não apenas de máquinas agrícolas, como de veículos para transportar as safras”.
Segundo Newton de Mello, todos esses fatores contribuem para o desaquecimento da do desempenho do setor em 2005. “A desvalorização do real, a queda da cotação das commodities agrícolas e o aumento expressivo do preço do aço causam preocupação aos empresários do setor de máquinas e equipamentos em relação a 2005, que certamente não terá um desempenho tão bom quanto o de 2004, que foi o melhor dos últimos 10 anos.”
Newton de Mello estima, no entanto, que se houver uma acomodação razoável no próximo ano em relação a 2004, “podemos ter um ano bom, principalmente se não ocorrerem oscilações abruptas na economia”. Estima ainda que o crescimento no próximo ano será de 10% no faturamento, 5% no mercado interno e 15% nas exportações, uma vez que a base de comparação é alta.
O presidente da Abimaq disse esperar que, em 2005, o governo faça uma boa administração da taxa de câmbio e diminua as taxas de juros, em benefício da sociedade brasileira, tendo em vista as grandes demandas da nação. “Todo o governo deveria trabalhar, em uníssono, incluindo o Banco Central, pela melhoria das condições sociais do País, através do aumento de emprego com carteira assinada, melhoria da produção e choque de oferta. Com as máquinas trabalhando a todo vapor, é possível aumentar a oferta de produtos, de manufaturados e bens de consumo no geral, levando também ao crescimento da arrecadação. Com essas preocupações em mente, conseguiríamos reduzir os níveis de pobreza da população brasileira”, concluiu.
Fonte: Abimaq – 17/12/2004
Embora o ano não tenha terminado, os indicadores econômicos da entidade apontam para um crescimento do faturamento de 28% em relação ao ano passado (outubro 2004/outubro 2003). “O mercado interno de máquinas cresceu 18% e as exportações tiveram um aumento de 35%. O número de empregados saltou de 181 mil para 206 mil. Ou seja, são 24 mil funcionários a mais com carteira registrada, só no setor de máquinas e equipamentos”, observa Newton de Mello, concluindo que esses dados são suficientes para mostrar que o ano foi realmente muito positivo para o setor, que é o segundo maior exportador industrial do Brasil.
Com relação a 2005, o empresário aponta alguns fatores adversos que levam a crer que o próximo ano não seja tão promissor quanto o de 2004. A desvalorização acentuada do dólar, de acordo com o presidente da Abimaq, prejudicou não apenas as exportações do setor, mas também as vendas externas das empresas em geral, levando a uma diminuição na demanda por máquinas. Outro fator é a elevação abusiva do preço do aço, muito acima dos índices de inflação e que não acompanhou a variação dos insumos em geral.
“Nas siderúrgicas, o preço do aço subiu 100% em 2004. Logo, os aumentos nos distribuidores foram muito maiores. Como o aço representa 17% do custo médio de fabricação de uma máquina, perdemos competitividade”, afirma Newton de Mello. O terceiro aspecto negativo apontado pelo empresário é a “queda muito forte na cotação das commodities agrícolas no mundo, levando a agricultura brasileira a ter menos competitividade externa, diminuindo, certamente, o consumo não apenas de máquinas agrícolas, como de veículos para transportar as safras”.
Segundo Newton de Mello, todos esses fatores contribuem para o desaquecimento da do desempenho do setor em 2005. “A desvalorização do real, a queda da cotação das commodities agrícolas e o aumento expressivo do preço do aço causam preocupação aos empresários do setor de máquinas e equipamentos em relação a 2005, que certamente não terá um desempenho tão bom quanto o de 2004, que foi o melhor dos últimos 10 anos.”
Newton de Mello estima, no entanto, que se houver uma acomodação razoável no próximo ano em relação a 2004, “podemos ter um ano bom, principalmente se não ocorrerem oscilações abruptas na economia”. Estima ainda que o crescimento no próximo ano será de 10% no faturamento, 5% no mercado interno e 15% nas exportações, uma vez que a base de comparação é alta.
O presidente da Abimaq disse esperar que, em 2005, o governo faça uma boa administração da taxa de câmbio e diminua as taxas de juros, em benefício da sociedade brasileira, tendo em vista as grandes demandas da nação. “Todo o governo deveria trabalhar, em uníssono, incluindo o Banco Central, pela melhoria das condições sociais do País, através do aumento de emprego com carteira assinada, melhoria da produção e choque de oferta. Com as máquinas trabalhando a todo vapor, é possível aumentar a oferta de produtos, de manufaturados e bens de consumo no geral, levando também ao crescimento da arrecadação. Com essas preocupações em mente, conseguiríamos reduzir os níveis de pobreza da população brasileira”, concluiu.
Fonte: Abimaq – 17/12/2004
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