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Notícias

26
abr
2016
(MADEIRA E PRODUTOS)
Técnicos aprendem a identificar madeira com microscópio digital

Capacitar servidores em análise visual de espécies florestais é o principal objetivo do 1º Curso de Anatomia e Identificação Macroscópica de Madeira, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Instituto Florestal do governo de São Paulo.

Com partes teórica e prática, o curso visa capacitar os técnicos que trabalham diretamente com apreensão de madeira para identificação das espécies florestais, a partir da análise anatômica e macroscópica da madeira, como plano de corte, disposições distintas, cor e brilho, entre outras características.

A capacitação atende também à demanda de intensificação da fiscalização. Durante esse processo, é necessário identificar e quantificar a madeira transportada e comercializada, para saber se o produto está compatível com as informações que constam do Documento de Origem Florestal (DOF), ou se é madeira ilegal. Para que a ilegalidade seja comprovada, há necessidade de análise técnica, com a identificação do produto e elaboração de laudos, realizados somente por especialistas.

Tempo real – Para simplificar a análise, os participantes do curso também aprenderam a utilizar microscópios digitais, que possibilitam o envio de imagens via internet para os especialistas, permitindo a análise em tempo real e maior agilidade no processo de apreensão de madeira ilegal.

O objetivo é que os servidores capacitados se tornem multiplicadores dos conhecimentos adquiridos, ampliando o combate ao transporte e à comercialização de madeira ilegal no Pará.

O curso faz parte do projeto São Paulo Amigo da Amazônia, que visa conter o desmatamento no norte no País a partir de ações nos estados, e assim evitar o comércio ilegal de madeira.

Participam da capacitação servidores das diretorias e Unidades Regionalizadas (UREs) da Semas, além de representantes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Delegacia de Meio Ambiente (Dema), Ministério Público Federal (MPF) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio).

Conhecimento – Denison Miranda, engenheiro florestal da URE de Paragominas, no nordeste paraense, afirmou que o teor do curso é fundamental. “É uma grande contribuição o conhecimento que será aplicado, pois em campo podemos nos deparar com uma situação em que temos de analisar profundamente uma carga, e isso só é possível através dessa análise macroscópica. Não teremos nenhum outro instrumento para identificar a espécie, e precisaremos fazer o cruzamento de informações visuais com o que consta do documento, e assim constatar se está dentro da legalidade”, explicou.

A palestrante Sandra Florsheim, especialista do Instituto Florestal de São Paulo, disse que muitas vezes, no trabalho de campo, consta do documento do material apreendido apenas um tipo de madeira, quando há vários tipos. “A capacitação dos especialistas para que possam identificar esse material no olhar, através da análise macroscópica, evita esse tipo de artimanha”, afirmou.

Fonte: Agência Pará

ITTO Sindimadeira_rs

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