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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Empresa paranaense adota mata de araucária.
Iniciativa faz parte de campanha da SPVS para salvar os cerca de 60 mil hectares do ecossistema, que restaram em bom estado de conservação no Estado.
O Grupo Positivo, empresa paranaense que atua nas áreas de educação, editorial e informática, acaba de adotar uma área particular de 131 hectares de floresta de araucária, localizada no município da Lapa, no sul do Paraná. Com os recursos que receberá da empresa, Gabriel Campanholo, dono da Mata de Uru, como é conhecido o local, deverá criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), garantindo a preservação de um dos poucos fragmentos que restam desse ecossistema.
O acordo faz parte de uma campanha lançada pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), entidade ambientalista que está cadastrando proprietários interessados em patrocínio. “Existem várias áreas de araucárias no Paraná que estão em propriedades privadas, cujo dono não tem recursos para garantir sua manutenção. Nossa intenção é que essas áreas sejam mantidas por empresas”, explica Clóvis Borges, diretor executivo da ong. Com a adoção, o proprietário passa a ter os recursos necessários para desenvolver um trabalho de preservação e um plano de manejo da área, com supervisão direta de técnicos e pesquisadores da SPVS.
Cobrindo originalmente um terço do território do Estado, as matas de araucárias (que fazem parte do bioma Mata Atlântica) estão reduzidas a 2% de sua cobertura inicial. “O momento é crítico, pois a floresta de araucária está praticamente extinta. De 7,5 milhões de hectares (ha), restou menos de 60 mil ha em bom estado de conservação. No Paraná, são cerca de 500 áreas pequenas, de 50 a 150 ha. Tivemos nas últimas décadas o aniquilamento deste bioma. A despeito do rigor da lei, a pressão madeireira persiste e não há competência do setor público para fiscalizar”, avalia Borges.
“Trabalhamos com educação ambiental em nossa escola e achamos importante dar o exemplo, por isso resolvemos atender ao apelo da SPVS e adotar uma área”, conta Oriovisto Guimarães, diretor-presidente do Positivo. Segundo ele, a colaboração financeira é por tempo indeterminado, enquanto houver o compromisso do proprietário com a preservação da área. Como contrapartida, pretende levar seus alunos para visitas ao local. “Vamos mostrar aos nossos alunos e professores como é bonita uma mata de araucária, símbolo do Paraná, mas que muitos deles só conhecem pelos livros”, disse.
Campanholo, que tem conseguido barrar sozinho desmatamentos em sua área, a colaboração será um estímulo para continuar sua luta. “Sou guardião da mata de araucária e quero evitar a ação depredadora de caçadores e madeireiros da região”, disse o dono da Mata de Uru.
Maura Campanili
Fonte: Estadão
03/jul/03
O Grupo Positivo, empresa paranaense que atua nas áreas de educação, editorial e informática, acaba de adotar uma área particular de 131 hectares de floresta de araucária, localizada no município da Lapa, no sul do Paraná. Com os recursos que receberá da empresa, Gabriel Campanholo, dono da Mata de Uru, como é conhecido o local, deverá criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), garantindo a preservação de um dos poucos fragmentos que restam desse ecossistema.
O acordo faz parte de uma campanha lançada pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), entidade ambientalista que está cadastrando proprietários interessados em patrocínio. “Existem várias áreas de araucárias no Paraná que estão em propriedades privadas, cujo dono não tem recursos para garantir sua manutenção. Nossa intenção é que essas áreas sejam mantidas por empresas”, explica Clóvis Borges, diretor executivo da ong. Com a adoção, o proprietário passa a ter os recursos necessários para desenvolver um trabalho de preservação e um plano de manejo da área, com supervisão direta de técnicos e pesquisadores da SPVS.
Cobrindo originalmente um terço do território do Estado, as matas de araucárias (que fazem parte do bioma Mata Atlântica) estão reduzidas a 2% de sua cobertura inicial. “O momento é crítico, pois a floresta de araucária está praticamente extinta. De 7,5 milhões de hectares (ha), restou menos de 60 mil ha em bom estado de conservação. No Paraná, são cerca de 500 áreas pequenas, de 50 a 150 ha. Tivemos nas últimas décadas o aniquilamento deste bioma. A despeito do rigor da lei, a pressão madeireira persiste e não há competência do setor público para fiscalizar”, avalia Borges.
“Trabalhamos com educação ambiental em nossa escola e achamos importante dar o exemplo, por isso resolvemos atender ao apelo da SPVS e adotar uma área”, conta Oriovisto Guimarães, diretor-presidente do Positivo. Segundo ele, a colaboração financeira é por tempo indeterminado, enquanto houver o compromisso do proprietário com a preservação da área. Como contrapartida, pretende levar seus alunos para visitas ao local. “Vamos mostrar aos nossos alunos e professores como é bonita uma mata de araucária, símbolo do Paraná, mas que muitos deles só conhecem pelos livros”, disse.
Campanholo, que tem conseguido barrar sozinho desmatamentos em sua área, a colaboração será um estímulo para continuar sua luta. “Sou guardião da mata de araucária e quero evitar a ação depredadora de caçadores e madeireiros da região”, disse o dono da Mata de Uru.
Maura Campanili
Fonte: Estadão
03/jul/03
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