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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Ibama quer vistoriar madeireiras
O superintendente do Ibama em Mato Grosso, Hugo Scheuer Werle, disse que o órgão está estudando a possibilidade de realizar vistorias nas empresas madeireiras da região de Guarantã do Norte para recolher documentos. Na terça-feira, um incêndio destruiu o escritório da cidade. Há suspeitas de que tenha sido uma ação criminosa já que a unidade passaria por uma sindicância nos próximos dias. O chefe do escritório, Sílvio da Silva, havia descoberto 300 ATPFs calçadas e 12 empresas “fantasma”.
Os escritórios do órgão em Juara, Brasnorte e São José do Rio Claro remeteram toda a documentação para a sede em Cuiabá. A medida foi uma forma de precaução contra novos atentados. “Não quero outro escritório incendiado, outra catástrofe dessas”, disse Hugo Werle. O material recolhido chegou ontem à capital em um helicóptero cedido pela Polícia Federal.
O escritório ainda não voltou a funcionar. A alternativa, provisória, será o uso do alojamento destinado a agentes de fiscalização, que fica nos fundos do imóvel. Depois da perícia na quarta-feira, a PF liberou o local para que pudesse ser feito o recolhimento do que não foi destruído. O chefe da unidade calcula que apenas 10% dos móveis, utensílios e equipamentos foram recuperados. A previsão é de que se retome o trabalho na segunda-feira.
De acordo com Sílvio, cerca de 60 empresas do setor de madeira têm movimentação regular no escritório, que atende também os municípios de Peixoto de Azevedo, Terra Nova, Matupá e Novo Mundo. É grande o número de empresas desativadas. Cerca de 95 estão registradas somente em Guarantã do Norte. “Muitas empresas abrem só para comercializar notas e ATPFs”, explicou na quarta-feira o coordenador de fiscalização do Ibama, Marcos Pinto Gomes.
Há cinco meses, uma comissão composta por um procurador e quatro servidores do órgão investiga fraudes nas ATPFs. Os escritórios de Cáceres, Aripuanã e Pontes e Lacerda já passaram por sindicâncias. No mês passado, foram encontradas 12 empresas-fantasma.
Na terça-feira, a Polícia Civil periciou o escritório e confirmou as suspeitas de incêndio criminoso. Segundo informou o delegado Richard Damasceno, o portão e as janelas laterais foram arrombados. Em uma das salas, a perícia encontrou restos de pano usados para um estopim.
Fonte: Diário de Cuiabá – 26/11/2004
Os escritórios do órgão em Juara, Brasnorte e São José do Rio Claro remeteram toda a documentação para a sede em Cuiabá. A medida foi uma forma de precaução contra novos atentados. “Não quero outro escritório incendiado, outra catástrofe dessas”, disse Hugo Werle. O material recolhido chegou ontem à capital em um helicóptero cedido pela Polícia Federal.
O escritório ainda não voltou a funcionar. A alternativa, provisória, será o uso do alojamento destinado a agentes de fiscalização, que fica nos fundos do imóvel. Depois da perícia na quarta-feira, a PF liberou o local para que pudesse ser feito o recolhimento do que não foi destruído. O chefe da unidade calcula que apenas 10% dos móveis, utensílios e equipamentos foram recuperados. A previsão é de que se retome o trabalho na segunda-feira.
De acordo com Sílvio, cerca de 60 empresas do setor de madeira têm movimentação regular no escritório, que atende também os municípios de Peixoto de Azevedo, Terra Nova, Matupá e Novo Mundo. É grande o número de empresas desativadas. Cerca de 95 estão registradas somente em Guarantã do Norte. “Muitas empresas abrem só para comercializar notas e ATPFs”, explicou na quarta-feira o coordenador de fiscalização do Ibama, Marcos Pinto Gomes.
Há cinco meses, uma comissão composta por um procurador e quatro servidores do órgão investiga fraudes nas ATPFs. Os escritórios de Cáceres, Aripuanã e Pontes e Lacerda já passaram por sindicâncias. No mês passado, foram encontradas 12 empresas-fantasma.
Na terça-feira, a Polícia Civil periciou o escritório e confirmou as suspeitas de incêndio criminoso. Segundo informou o delegado Richard Damasceno, o portão e as janelas laterais foram arrombados. Em uma das salas, a perícia encontrou restos de pano usados para um estopim.
Fonte: Diário de Cuiabá – 26/11/2004
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