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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Combate ao aquecimento será mais difícil após 2012
O combate ao aquecimento global ficará mais difícil em 2012, quando o Protocolo de Kyoto deixa de vigorar, e o mundo precisa tentar envolver os Estados Unidos na questão em longo prazo, disse o diretor do Programa Ambiental da ONU - Organização das Nações Unidas, Klaus Toepfer. Ele também elogiou a Rússia por ter ratificado o tratado, que inclui 128 países. Com isso, o protocolo preenche os requisitos para entrar em vigor em 16 de fevereiro, apesar de os Estados Unidos terem desistido de participar em 2001.
Toepfer afirmou que os países precisam começar a se preparar para adotar maiores restrições à emissão de carbono após o protocolo, cujo objetivo é reduzir, até 2012, os níveis de emissões dos países desenvolvidos para um nível 5,2% inferior ao de 1990. "Temos de discutir além de Kyoto, temos de começar as negociações", disse ele no intervalo de uma conferência de oito países sobre o degelo do Ártico.
Ele acha que a redução proposta pelo protocolo será fácil de atingir, "como uma fruta num galho baixo", mas que depois disso será necessário um grande esforço para tornar a geração de energia mais eficiente e limpa.
Os cientistas da ONU dizem que os gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis em carros, usinas elétricas e fábricas estão criando uma camada que retém o calor na Terra - o chamado efeito-estufa. Isso pode provocar inundações catastróficas, tempestades e a elevação do nível dos mares em quase um metro até 2100.
Toepfer disse que o envolvimento norte-americano após 2012 é essencial para incentivar uma abordagem mais agressiva contra o problema, especialmente na China e na Índia, que concentram 40% da população do planeta e têm economias que crescem rapidamente. Mas Washington não faz promessas. O presidente George W. Bush diz que o protocolo de Kyoto seria muito custoso para as empresas do seu país e que o acordo está errado ao não fazer exigências dos países pobres.
A subsecretária de Estado para Assuntos Globais, Paula Dobriansky, disse que a prioridade neste momento são os projetos internos para a redução de poluentes nos EUA. O governo pretende reduzir em 18 por cento até 2012 (com relação a 2002) a quantidade de gases do efeito estufa emitida por dólar contabilizado no PIB - Produto Interno Bruto. "Em 2012, vamos localizar as tendências e reavaliar nossa abordagem se for necessário", disse Dobriansky.
Toepfer, que é alemão, disse que os Estados Unidos são os maiores emissores de carbono do mundo, mas também uma importante fonte de novas tecnologias para energias não-poluentes, como a solar e a eólica. Ele também elogiou o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pela iniciativa de planejar uma redução de 60% nas emissões de poluentes de carbono até 2050, mas disse que para isso será necessário adotar critérios mais rígidos do que os de Kyoto.
A ONU afirma que, se os objetivos do protocolo forem cumpridos, o mundo evitará um aumento médio de temperatura de apenas 0,1 grau Celsius, muito pouco em comparação com a elevação de 1,4 a 5,8 graus prevista até 2100.
Fonte: Ambiente Brasil – 26/11/2004
Toepfer afirmou que os países precisam começar a se preparar para adotar maiores restrições à emissão de carbono após o protocolo, cujo objetivo é reduzir, até 2012, os níveis de emissões dos países desenvolvidos para um nível 5,2% inferior ao de 1990. "Temos de discutir além de Kyoto, temos de começar as negociações", disse ele no intervalo de uma conferência de oito países sobre o degelo do Ártico.
Ele acha que a redução proposta pelo protocolo será fácil de atingir, "como uma fruta num galho baixo", mas que depois disso será necessário um grande esforço para tornar a geração de energia mais eficiente e limpa.
Os cientistas da ONU dizem que os gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis em carros, usinas elétricas e fábricas estão criando uma camada que retém o calor na Terra - o chamado efeito-estufa. Isso pode provocar inundações catastróficas, tempestades e a elevação do nível dos mares em quase um metro até 2100.
Toepfer disse que o envolvimento norte-americano após 2012 é essencial para incentivar uma abordagem mais agressiva contra o problema, especialmente na China e na Índia, que concentram 40% da população do planeta e têm economias que crescem rapidamente. Mas Washington não faz promessas. O presidente George W. Bush diz que o protocolo de Kyoto seria muito custoso para as empresas do seu país e que o acordo está errado ao não fazer exigências dos países pobres.
A subsecretária de Estado para Assuntos Globais, Paula Dobriansky, disse que a prioridade neste momento são os projetos internos para a redução de poluentes nos EUA. O governo pretende reduzir em 18 por cento até 2012 (com relação a 2002) a quantidade de gases do efeito estufa emitida por dólar contabilizado no PIB - Produto Interno Bruto. "Em 2012, vamos localizar as tendências e reavaliar nossa abordagem se for necessário", disse Dobriansky.
Toepfer, que é alemão, disse que os Estados Unidos são os maiores emissores de carbono do mundo, mas também uma importante fonte de novas tecnologias para energias não-poluentes, como a solar e a eólica. Ele também elogiou o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pela iniciativa de planejar uma redução de 60% nas emissões de poluentes de carbono até 2050, mas disse que para isso será necessário adotar critérios mais rígidos do que os de Kyoto.
A ONU afirma que, se os objetivos do protocolo forem cumpridos, o mundo evitará um aumento médio de temperatura de apenas 0,1 grau Celsius, muito pouco em comparação com a elevação de 1,4 a 5,8 graus prevista até 2100.
Fonte: Ambiente Brasil – 26/11/2004
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