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Notícias
06
mai
2015
(EXPORTAÇÃO)
Enfraquecimento da China derruba exportações brasileiras
As vendas para o país asiático entre janeiro e abril foram 31,2% menores do que no mesmo período do ano passado quando se considera a média diária, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. No mês passado, a queda foi de 23,4%
Nem a desvalorização do real frente ao dólar está conseguindo salvar as exportações brasileiras - ontem, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,08, após alta de 2,24%. O problema é que as vendas do país estão patinando em um de seus principais mercados, a China, que enfrenta redução na taxa de crescimento econômico.
As vendas para o país asiático entre janeiro e abril foram 31,2% menores do que no mesmo período do ano passado quando se considera a média diária, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. No mês passado, a queda foi de 23,4%.
A balança comercial brasileira, em abril, teve superavit de US$ 491 milhões, 3% menos do que o que foi registrado no mesmo mês de 2014 - o pior resultado desde de 2013. No acumulado do ano, há deficit de US$ 5,07 bilhões, um pouco abaixo dos US$ 5,57 bilhões negativos registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.
"Essa melhora ao longo dos últimos meses é muito aquém do que se esperava", afirmou o presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), José Augusto de Castro. No ano passado, o Brasil teve o pior resultado desde 1998 na balança comercial, com deficit de US$ 3,93 bilhões. Diante da desvalorização do dólar, a AEB previu para 2015 superavit de US$ 8 bilhões.
A entidade ainda espera um resultado positivo, porém bem menor do que isso - a nova estimativa será feita só em julho. A principal mudança nos últimos meses foi a drástica queda na cotação do minério de ferro. Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o produto ficou 51% mais barato. Assim, mesmo com aumento de 12% no volume exportado, a receita em dólar reduziu em 45,1% no período.
Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o superavit deste ano ficará entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. "O que vai garantir isso não é o aumento das exportações, é a queda das importações devido ao desaquecimento da economia e ao fato de que os produtos com preços em dólar ficaram mais caros", disse Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge. Em abril, as exportações caíram 23,2% pela média diária. As importações se reduziram em 23,7%.
O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, também espera que a balança comercial feche com superavit no ano, embora não arrisque um número. Ele reconhece que há dificuldade nas vendas para vários mercados, mas espera que a queda nas compras do exterior seja maior do que a das vendas.
Brandão afirmou que a desvalorização do real pode ajudar exportadores. Mas alertou que isso não poderá ser tão bem aproveitado se o câmbio continuar tão volátil como se tem visto nos últimos meses. "É preciso que haja estabilidade", alertou.
Para Castro, da AEB, o Brasil terá dificuldades para vender seus produtos a outros países latino-americanos. "Eles também enfrentam dificuldades devido à queda no preço das commodities".
Nem a desvalorização do real frente ao dólar está conseguindo salvar as exportações brasileiras - ontem, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,08, após alta de 2,24%. O problema é que as vendas do país estão patinando em um de seus principais mercados, a China, que enfrenta redução na taxa de crescimento econômico.
As vendas para o país asiático entre janeiro e abril foram 31,2% menores do que no mesmo período do ano passado quando se considera a média diária, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento. No mês passado, a queda foi de 23,4%.
A balança comercial brasileira, em abril, teve superavit de US$ 491 milhões, 3% menos do que o que foi registrado no mesmo mês de 2014 - o pior resultado desde de 2013. No acumulado do ano, há deficit de US$ 5,07 bilhões, um pouco abaixo dos US$ 5,57 bilhões negativos registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.
"Essa melhora ao longo dos últimos meses é muito aquém do que se esperava", afirmou o presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB), José Augusto de Castro. No ano passado, o Brasil teve o pior resultado desde 1998 na balança comercial, com deficit de US$ 3,93 bilhões. Diante da desvalorização do dólar, a AEB previu para 2015 superavit de US$ 8 bilhões.
A entidade ainda espera um resultado positivo, porém bem menor do que isso - a nova estimativa será feita só em julho. A principal mudança nos últimos meses foi a drástica queda na cotação do minério de ferro. Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o produto ficou 51% mais barato. Assim, mesmo com aumento de 12% no volume exportado, a receita em dólar reduziu em 45,1% no período.
Para o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o superavit deste ano ficará entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. "O que vai garantir isso não é o aumento das exportações, é a queda das importações devido ao desaquecimento da economia e ao fato de que os produtos com preços em dólar ficaram mais caros", disse Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge. Em abril, as exportações caíram 23,2% pela média diária. As importações se reduziram em 23,7%.
O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à exportação do Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, também espera que a balança comercial feche com superavit no ano, embora não arrisque um número. Ele reconhece que há dificuldade nas vendas para vários mercados, mas espera que a queda nas compras do exterior seja maior do que a das vendas.
Brandão afirmou que a desvalorização do real pode ajudar exportadores. Mas alertou que isso não poderá ser tão bem aproveitado se o câmbio continuar tão volátil como se tem visto nos últimos meses. "É preciso que haja estabilidade", alertou.
Para Castro, da AEB, o Brasil terá dificuldades para vender seus produtos a outros países latino-americanos. "Eles também enfrentam dificuldades devido à queda no preço das commodities".
Fonte: Correio Braziliense
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