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Notícias
05
mai
2015
(MEIO AMBIENTE)
Planejamento pode conciliar recuperação florestal e expansão agrícola
O Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) sustenta que a restauração florestal pode coexistir sem problemas com a agricultura, embora isso pareça um dos grandes desafios para a sustentabilidade ambiental e social global. Em artigo publicado no último dia 1º, na revista norte-americana Frontiers in Ecology and the Environment, pesquisadores do IIS mostram que para isso existe a conjugação entre um componente dentro da fazenda e outro componente de planejamento de política pública espacial.
O diretor executivo do IIS, Bernardo Strassburg, disse nesta segunda-feira (4) à Agência Brasil que já existem iniciativas que identificam áreas dentro da fazenda, que são mais aptas para a produção agrícola, com investimentos para o aumento de produtividade, enquanto áreas com menor potencial de produtividade agrícola são destinadas à restauração florestal. “Isso já começa a acontecer em várias regiões do Brasil, até por causa do Código Florestal”, lembrou ele.
Strassburg ressaltou que, paralelo a isso, é essencial que se identifique, com planejamento espacial de política pública, em que áreas há maior potencial para o desenvolvimento e expansão da produção agrícola e quais as áreas em que, pela sua importância ecológica ou por uma questão relacionada com a água ou outros serviços ecossistêmicos, devem ser priorizadas para restauração florestal.
A proposta tem como foco principal as áreas de pastagens. Strassburg lembrou que 75% da área destinada à agropecuária no Brasil são direcionadas a pastagens, e sustentou que a maior saída para a conciliação da expansão agrícola com a conservação e restauração do meio ambiente está nas áreas de pastagens, “porque elas dominam territorialmente a área total no país”. Tomando por base que a produtividade é baixa nas áreas de pastagens, em relação ao potencial dessas regiões, os estudos feitos pelo IIS atestaram a capacidade de suporte sustentável dessas pastagens. Uma área que tem hoje uma cabeça de gado por hectare, segundo ele, poderia ter três cabeças, “ainda de forma sustentável”.
De acordo com o instituto, há uma identificação sustentável das pastagens, e muitas áreas podem ser liberadas para outros usos. No caso do Espírito Santo, que foi o exemplo citado no artigo, os outros usos consistem na expansão de áreas agrícolas, como café; de áreas de produção florestal e silvicultura, como eucalipto; e de áreas de recuperação florestal nativa.
“É através do aumento da produtividade das pastagens que se consegue liberar áreas tanto para o aumento da agricultura e para o aumento de florestas nativas”, comentou. O IIS analisou dois programas lançados pelo governo do Espirito Santo, que visam a restauração planejada da área: o Plano de Desenvolvimento da Agricultura (2008) e o Programa Reflorestar (2011) – ambos com metas ambiciosas nas frentes ambiental e agrícola.
Objetivam restaurar 236 mil hectares de floresta em larga escala, até 2025; aumentar em 50% a cobertura florestal nativa no estado; e expansão de 284 mil hectares das áreas dedicadas a culturas agrícolas e de 400 mil hectares de plantações florestais. Strassburg salientou que as duas metas são factíveis, simultaneamente, e diz que isso é um tema relevante em termos de Brasil.
O diretor executivo do IIS, Bernardo Strassburg, disse nesta segunda-feira (4) à Agência Brasil que já existem iniciativas que identificam áreas dentro da fazenda, que são mais aptas para a produção agrícola, com investimentos para o aumento de produtividade, enquanto áreas com menor potencial de produtividade agrícola são destinadas à restauração florestal. “Isso já começa a acontecer em várias regiões do Brasil, até por causa do Código Florestal”, lembrou ele.
Strassburg ressaltou que, paralelo a isso, é essencial que se identifique, com planejamento espacial de política pública, em que áreas há maior potencial para o desenvolvimento e expansão da produção agrícola e quais as áreas em que, pela sua importância ecológica ou por uma questão relacionada com a água ou outros serviços ecossistêmicos, devem ser priorizadas para restauração florestal.
A proposta tem como foco principal as áreas de pastagens. Strassburg lembrou que 75% da área destinada à agropecuária no Brasil são direcionadas a pastagens, e sustentou que a maior saída para a conciliação da expansão agrícola com a conservação e restauração do meio ambiente está nas áreas de pastagens, “porque elas dominam territorialmente a área total no país”. Tomando por base que a produtividade é baixa nas áreas de pastagens, em relação ao potencial dessas regiões, os estudos feitos pelo IIS atestaram a capacidade de suporte sustentável dessas pastagens. Uma área que tem hoje uma cabeça de gado por hectare, segundo ele, poderia ter três cabeças, “ainda de forma sustentável”.
De acordo com o instituto, há uma identificação sustentável das pastagens, e muitas áreas podem ser liberadas para outros usos. No caso do Espírito Santo, que foi o exemplo citado no artigo, os outros usos consistem na expansão de áreas agrícolas, como café; de áreas de produção florestal e silvicultura, como eucalipto; e de áreas de recuperação florestal nativa.
“É através do aumento da produtividade das pastagens que se consegue liberar áreas tanto para o aumento da agricultura e para o aumento de florestas nativas”, comentou. O IIS analisou dois programas lançados pelo governo do Espirito Santo, que visam a restauração planejada da área: o Plano de Desenvolvimento da Agricultura (2008) e o Programa Reflorestar (2011) – ambos com metas ambiciosas nas frentes ambiental e agrícola.
Objetivam restaurar 236 mil hectares de floresta em larga escala, até 2025; aumentar em 50% a cobertura florestal nativa no estado; e expansão de 284 mil hectares das áreas dedicadas a culturas agrícolas e de 400 mil hectares de plantações florestais. Strassburg salientou que as duas metas são factíveis, simultaneamente, e diz que isso é um tema relevante em termos de Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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