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Notícias
30
abr
2015
(GERAL)
Pesquisas com pragas florestais serão desenvolvidas em novas instalações
Foram inauguradas neste mês as obras de reforma e ampliação do Laboratório de Controle Biológico de Pragas Florestais da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp de Botucatu. A estrutura teve sua área física aumentada de 120 para 225 metros quadrados.
O Laboratório foi inaugurado em 2004, por meio de uma ação cooperativa de empresas florestais integrantes do Programa Cooperativo de Proteção Florestal (Protef), vinculado ao Instituto de Estudos e Pesquisas Florestais (IPEF), a partir de um projeto elaborado pela equipe do professor Carlos Frederico Wilcken. A motivação foi a necessidade de estudos para o controle biológico do psilídeo-de-concha, praga surgida no ano anterior, que causou bastante apreensão no setor florestal brasileiro. Após a construção, o laboratório foi doado à FCA pelas empresas financiadoras.
Em 2008, duas novas pragas de eucalipto foram detectadas: o percevejo bronzeado e a vespa-de-galha. Em 2009, por sugestão das empresas do setor, houve a criação de um projeto cooperativo voltado para o manejo de pragas exóticas de eucalipto. Voltado para o controle biológico das pragas, a iniciativa tem a parceria das Embrapas Meio Ambiente e Florestas e da Universidade Federal de Viçosa.
Desde a sua inauguração, várias teses e dissertações foram geradas tendo o Laboratório como base. Até que em 2012, a equipe do professor Wilcken apresentou ao Protef um projeto de ampliação para que houvesse melhores condições para o desenvolvimento das pesquisas.
Dentre as instalações ampliadas estão salas para pesquisas com controle microbiano, voltadas para o estudo de inseticidas biológicos a base de bactérias e de fungos. Uma sala de criação foi estruturada observando todas as normas para receber insetos em quarentenas. “Futuramente, pretendemos solicitar o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura para que possamos fazer a quarentena das pragas aqui mesmo”, relata o professor Wilcken.
A nova estrutura vai permitir que a FCA continue trabalhando para auxiliar na resolução de demandas do setor produtivo, inclusive fortalecendo parcerias com o exterior. “Com essa ampliação, estamos introduzindo o inimigo natural da vespa-de-galha, importado da África do Sul, através da parceria com instituições da África do Sul e da Austrália”, explica o professor. “Estamos inseridos num projeto que nos oferece uma maneira de trabalhar com países do hemisfério sul, que têm condições mais parecidas com as brasileiras. Já tivemos estudantes indo para a Austrália, recebemos pesquisadores de lá e, em breve, teremos aqui visitantes da África do Sul. Além de fortalecer nossas pesquisas, essas iniciativas atendem a política de internacionalização da Unesp”.
Alguns dos parceiros da FCA atestaram a importância da nova estrutura. “No que diz respeito a pragas florestais esses é um dos laboratórios mais bem montados do país. Ele atende a duas vertentes: a resolução de problemas que surgem nas empresas, às vezes urgentes, e mais importante que isso, a formação de recursos humanos desde alunos de graduação a pós-graduação”, afirma Luiz Ernesto George Barrichelo, diretor executivo do IPEF.
Para Bianca Vique Fernandes, da Vallourec Florestal, a ampliação do Laboratório reflete a evolução do Protef. “Essa estrutura vem agregar bastante ao Programa. Quanto mais investimos, mais temos acesso a resultados em termos de trabalhos de mestrado e doutorado, o que aumenta o conhecimento técnico e científico da área de proteção florestal, não só para as empresas, mas para o Brasil como um todo”.
O professor João Carlos Cury Saad, diretor da FCA, agradeceu os benefícios trazidos pela parceria o IPEF. “É um modelo muito interessante, que resolve problemas do setor produtivo, gera recursos humanos, contribui com a infraestrutura e, acima de tudo, gera pesquisa e forma cientistas. Em nome da Faculdade, agradeço essa colaboração”.
A inauguração também contou com a presença da professora Sílvia Renata Wilcken, chefe do Departamento de Proteção Florestal da FCA, e de participantes da reunião geral do Protef, realizada na FCA na mesma data. O evento congregou estudantes, pesquisadores e representantes das empresas florestais para discutir as atividades dos diferentes projetos do IPEF. Na ocasião, houve um espaço para apresentações dos trabalhos desenvolvidos por alunos do Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas da FCA.
O Laboratório foi inaugurado em 2004, por meio de uma ação cooperativa de empresas florestais integrantes do Programa Cooperativo de Proteção Florestal (Protef), vinculado ao Instituto de Estudos e Pesquisas Florestais (IPEF), a partir de um projeto elaborado pela equipe do professor Carlos Frederico Wilcken. A motivação foi a necessidade de estudos para o controle biológico do psilídeo-de-concha, praga surgida no ano anterior, que causou bastante apreensão no setor florestal brasileiro. Após a construção, o laboratório foi doado à FCA pelas empresas financiadoras.
Em 2008, duas novas pragas de eucalipto foram detectadas: o percevejo bronzeado e a vespa-de-galha. Em 2009, por sugestão das empresas do setor, houve a criação de um projeto cooperativo voltado para o manejo de pragas exóticas de eucalipto. Voltado para o controle biológico das pragas, a iniciativa tem a parceria das Embrapas Meio Ambiente e Florestas e da Universidade Federal de Viçosa.
Desde a sua inauguração, várias teses e dissertações foram geradas tendo o Laboratório como base. Até que em 2012, a equipe do professor Wilcken apresentou ao Protef um projeto de ampliação para que houvesse melhores condições para o desenvolvimento das pesquisas.
Dentre as instalações ampliadas estão salas para pesquisas com controle microbiano, voltadas para o estudo de inseticidas biológicos a base de bactérias e de fungos. Uma sala de criação foi estruturada observando todas as normas para receber insetos em quarentenas. “Futuramente, pretendemos solicitar o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura para que possamos fazer a quarentena das pragas aqui mesmo”, relata o professor Wilcken.
A nova estrutura vai permitir que a FCA continue trabalhando para auxiliar na resolução de demandas do setor produtivo, inclusive fortalecendo parcerias com o exterior. “Com essa ampliação, estamos introduzindo o inimigo natural da vespa-de-galha, importado da África do Sul, através da parceria com instituições da África do Sul e da Austrália”, explica o professor. “Estamos inseridos num projeto que nos oferece uma maneira de trabalhar com países do hemisfério sul, que têm condições mais parecidas com as brasileiras. Já tivemos estudantes indo para a Austrália, recebemos pesquisadores de lá e, em breve, teremos aqui visitantes da África do Sul. Além de fortalecer nossas pesquisas, essas iniciativas atendem a política de internacionalização da Unesp”.
Alguns dos parceiros da FCA atestaram a importância da nova estrutura. “No que diz respeito a pragas florestais esses é um dos laboratórios mais bem montados do país. Ele atende a duas vertentes: a resolução de problemas que surgem nas empresas, às vezes urgentes, e mais importante que isso, a formação de recursos humanos desde alunos de graduação a pós-graduação”, afirma Luiz Ernesto George Barrichelo, diretor executivo do IPEF.
Para Bianca Vique Fernandes, da Vallourec Florestal, a ampliação do Laboratório reflete a evolução do Protef. “Essa estrutura vem agregar bastante ao Programa. Quanto mais investimos, mais temos acesso a resultados em termos de trabalhos de mestrado e doutorado, o que aumenta o conhecimento técnico e científico da área de proteção florestal, não só para as empresas, mas para o Brasil como um todo”.
O professor João Carlos Cury Saad, diretor da FCA, agradeceu os benefícios trazidos pela parceria o IPEF. “É um modelo muito interessante, que resolve problemas do setor produtivo, gera recursos humanos, contribui com a infraestrutura e, acima de tudo, gera pesquisa e forma cientistas. Em nome da Faculdade, agradeço essa colaboração”.
A inauguração também contou com a presença da professora Sílvia Renata Wilcken, chefe do Departamento de Proteção Florestal da FCA, e de participantes da reunião geral do Protef, realizada na FCA na mesma data. O evento congregou estudantes, pesquisadores e representantes das empresas florestais para discutir as atividades dos diferentes projetos do IPEF. Na ocasião, houve um espaço para apresentações dos trabalhos desenvolvidos por alunos do Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas da FCA.
Fonte: Portal Universidade
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