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Notícias
26
mar
2015
(ECONOMIA)
Dois milhões de hectares de florestas nas UCs e uma nova economia no horizonte
É grande a distância e difícil o acesso à chamada Calha Norte do rio Amazonas, no noroeste do Pará. E são justamente estes os motivos que garantem a conservação do mosaico de áreas protegidas que formam o Escudo das Guianas, uma das formações geológicas mais antigas do planeta Terra, com 4,5 bilhões de anos, e que se distribuiu entre as Guianas, Venezuela e Brasil.
Ao todo são 11 Unidades de Conservação (UCs) – das quais 7 estaduais e 4 federais, além de 5 Terras Indígenas (TIs) e 7 Territórios Quilombolas. Para se ter uma ideia da dimensão das áreas protegidas, a Calha Norte equivale aos estados do Paraná e Alagoas juntos.
Este grupo de UCs se conecta com outras no Amapá e Amazonas e, assim, forma o maior corredor do mundo de áreas protegidas e biodiversidade em florestas tropicais. Entretanto, está ameaçado por invasões a UCs pela sua porção sul, e por empreendimentos como hidrelétricas e minerações, inclusive às feitas pelo garimpo ilegal.
“Como essa área toda foi destinada a UCs, além de Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, a grande questão é potencializar o desenvolvimento da região que concilie com a conservação da natureza. É a oportunidade de mostrar novos rumos para a Amazônia”, disse Leo Ferreira, coordenador de projetos do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).
Novo modelo de desenvolvimento
Este parece ser um novo modelo de desenvolvimento florestal. Ferreira assegura que 3 mil pessoas na região estão diretamente envolvidas nestas atividades, que também beneficiam de forma indireta outras 20 mil. “Estamos refinando os estudos para fazer cálculos dos impactos econômicos. Estas atividades são uma motivação para as pessoas. É algo também que valoriza a floresta em pé”.
Ferreira ressalta que esta é uma região em que é incipiente a presença do Estado como fiscal e agente de conservação. Por isso, defende que a melhor forma de conservar a Calha Norte é continuar a desenvolver programas como o Florestas de Valor, que estabelecem parcerias com as comunidades locais de ribeirinhos, quilombolas e indígenas, e que geram um incentivo à conservação.
Ao todo são 11 Unidades de Conservação (UCs) – das quais 7 estaduais e 4 federais, além de 5 Terras Indígenas (TIs) e 7 Territórios Quilombolas. Para se ter uma ideia da dimensão das áreas protegidas, a Calha Norte equivale aos estados do Paraná e Alagoas juntos.
Este grupo de UCs se conecta com outras no Amapá e Amazonas e, assim, forma o maior corredor do mundo de áreas protegidas e biodiversidade em florestas tropicais. Entretanto, está ameaçado por invasões a UCs pela sua porção sul, e por empreendimentos como hidrelétricas e minerações, inclusive às feitas pelo garimpo ilegal.
“Como essa área toda foi destinada a UCs, além de Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, a grande questão é potencializar o desenvolvimento da região que concilie com a conservação da natureza. É a oportunidade de mostrar novos rumos para a Amazônia”, disse Leo Ferreira, coordenador de projetos do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).
Novo modelo de desenvolvimento
Este parece ser um novo modelo de desenvolvimento florestal. Ferreira assegura que 3 mil pessoas na região estão diretamente envolvidas nestas atividades, que também beneficiam de forma indireta outras 20 mil. “Estamos refinando os estudos para fazer cálculos dos impactos econômicos. Estas atividades são uma motivação para as pessoas. É algo também que valoriza a floresta em pé”.
Ferreira ressalta que esta é uma região em que é incipiente a presença do Estado como fiscal e agente de conservação. Por isso, defende que a melhor forma de conservar a Calha Norte é continuar a desenvolver programas como o Florestas de Valor, que estabelecem parcerias com as comunidades locais de ribeirinhos, quilombolas e indígenas, e que geram um incentivo à conservação.
Fonte: O Eco
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