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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Empresários do setor madeireiro conhecem mercado chinês
Na última quarta-feira, 17, a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente – ABIMCI recebeu o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, para apresentar a 120 empresários o perfil dos setores madeireiro e florestal chinês. De acordo com Tang, apesar do rápido crescimento das exportações de produtos de madeira, a China pode ser um importante parceiro do Brasil e não concorrente. “Para ajudar a competitividade chinesa em compensados, o governo eliminou a alíquota de importação de toras, em 1999. O Brasil pode aprender com as ações da China”, explica o presidente da Câmara.
Uma das preocupações dos empresários é em relação à falta de políticas públicas para o setor no Brasil. Na China, por exemplo, um planejamento estabeleceu o plantio de reservas florestais que, já em 2001, produziu 51 milhões de metros cúbicos de toras. Apesar da extensão territorial brasileira, os efeitos do “apagão florestal” já estão sendo sentidos. No ano passado o déficit de toras de pinus no Brasil foi em torno de 11,3 milhões de m³. De acordo com dados da consultoria técnica da ABIMCI, STCP Engenharia de Projetos, a perspectiva é que em 2020, a diferença entre oferta e demanda de toras de pinus alcance pouco mais de 27 milhões de m3. Para se ter uma idéia, esse volume representa o consumo anual de toda a indústria brasileira de madeira processada mecanicamente. “Após a morte do líder Mao Tse Tung, houve uma mudança cultural no país para torná-lo um grande exportador. No Brasil ainda falta visão política e econômica para crescer”, afirma Tang.
Para os empresários brasileiros, é o momento do setor privado se unir para poder contar com o apoio do governo. Eles defendem, por exemplo, que o segmento esteja vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e não ao Ministério do Meio Ambiente. “O fomento da atividade econômica e a execução das políticas ambientais devem ser de responsabilidade de entidades distintas”, afirma o presidente da ABIMCI, Odelir Battistella. Para ele, é preciso que haja entendimento técnico entre o setor de base florestal e os órgãos que executam o controle e monitoram a atividade.
Segundo dados da International Wood Products Association – IWPA, em 2003 o Brasil exportou para os Estados Unidos mais de 400 mil metros cúbicos de compensado de madeira tropical, contra 347 mil metros cúbicos da China. Este ano, até junho, a China já havia enviado para os norte-americanos mais de 464 mil metros cúbicos, enquanto o Brasil reduziu as exportações para aquele país para 229 mil metros cúbicos.
Algumas formas de permanecer no mercado foram discutidas pelos empresários. Para o diretor industrial, Gilberto Battistella, da Battistella Indústria e Comércio, uma das alternativas é oferecer produtos de maior valor agregado e ir atrás de novos mercados. Para o vice-presidente de Relações Internacionais da ABIMCI, Isac Zugman, a perspectiva não é pessimista, pois a certificação do Programa Nacional de Qualidade da Madeira e o CE Marking para a Europa estão sendo importantes diferenciais dos produtos brasileiros. “Precisamos apostar na certificação de qualidade”, defende.
Insumos
Durante o encontro, os empresários puderam conversar também com representantes do setor de resinas e colas para madeira. De acordo com um levantamento feito sobre os custos médios dos itens que compõem o valor total da produção do compensado, em setembro de 2003 a resina fenólica tinha um custo médio de R$ 1,69. Já em outubro de 2004, o mesmo insumo passou a custar em média R$ 3,10. Isso representa uma variação de 83,43%. “Os custos variáveis, no qual estão incluídos os insumos, representam 80% dos gastos das empresas”, alerta o vice-presidente de Desenvolvimento de Mercado, Luiz Carlos Reis Toledo de Barros. Para os produtores de resinas, a maior dificuldade encontrada para a diminuição dos preços está na composição do produto, que inclui componentes à base de petróleo.
Fonte: Interact Comunicação Empresarial – 22/11/2004
Uma das preocupações dos empresários é em relação à falta de políticas públicas para o setor no Brasil. Na China, por exemplo, um planejamento estabeleceu o plantio de reservas florestais que, já em 2001, produziu 51 milhões de metros cúbicos de toras. Apesar da extensão territorial brasileira, os efeitos do “apagão florestal” já estão sendo sentidos. No ano passado o déficit de toras de pinus no Brasil foi em torno de 11,3 milhões de m³. De acordo com dados da consultoria técnica da ABIMCI, STCP Engenharia de Projetos, a perspectiva é que em 2020, a diferença entre oferta e demanda de toras de pinus alcance pouco mais de 27 milhões de m3. Para se ter uma idéia, esse volume representa o consumo anual de toda a indústria brasileira de madeira processada mecanicamente. “Após a morte do líder Mao Tse Tung, houve uma mudança cultural no país para torná-lo um grande exportador. No Brasil ainda falta visão política e econômica para crescer”, afirma Tang.
Para os empresários brasileiros, é o momento do setor privado se unir para poder contar com o apoio do governo. Eles defendem, por exemplo, que o segmento esteja vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e não ao Ministério do Meio Ambiente. “O fomento da atividade econômica e a execução das políticas ambientais devem ser de responsabilidade de entidades distintas”, afirma o presidente da ABIMCI, Odelir Battistella. Para ele, é preciso que haja entendimento técnico entre o setor de base florestal e os órgãos que executam o controle e monitoram a atividade.
Segundo dados da International Wood Products Association – IWPA, em 2003 o Brasil exportou para os Estados Unidos mais de 400 mil metros cúbicos de compensado de madeira tropical, contra 347 mil metros cúbicos da China. Este ano, até junho, a China já havia enviado para os norte-americanos mais de 464 mil metros cúbicos, enquanto o Brasil reduziu as exportações para aquele país para 229 mil metros cúbicos.
Algumas formas de permanecer no mercado foram discutidas pelos empresários. Para o diretor industrial, Gilberto Battistella, da Battistella Indústria e Comércio, uma das alternativas é oferecer produtos de maior valor agregado e ir atrás de novos mercados. Para o vice-presidente de Relações Internacionais da ABIMCI, Isac Zugman, a perspectiva não é pessimista, pois a certificação do Programa Nacional de Qualidade da Madeira e o CE Marking para a Europa estão sendo importantes diferenciais dos produtos brasileiros. “Precisamos apostar na certificação de qualidade”, defende.
Insumos
Durante o encontro, os empresários puderam conversar também com representantes do setor de resinas e colas para madeira. De acordo com um levantamento feito sobre os custos médios dos itens que compõem o valor total da produção do compensado, em setembro de 2003 a resina fenólica tinha um custo médio de R$ 1,69. Já em outubro de 2004, o mesmo insumo passou a custar em média R$ 3,10. Isso representa uma variação de 83,43%. “Os custos variáveis, no qual estão incluídos os insumos, representam 80% dos gastos das empresas”, alerta o vice-presidente de Desenvolvimento de Mercado, Luiz Carlos Reis Toledo de Barros. Para os produtores de resinas, a maior dificuldade encontrada para a diminuição dos preços está na composição do produto, que inclui componentes à base de petróleo.
Fonte: Interact Comunicação Empresarial – 22/11/2004
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