Voltar
Notícias
19
mar
2015
(MADEIRA E PRODUTOS)
Países discutem sobre o comércio ilegal de madeira
Pensando em uma forma de minimizar o impacto que os comércios ilegais de madeira causam, mais de 50 representantes mundiais, se reúnem em Salvador, até o dia 20, no Hotel Pestana, em encontro fechado, para discutir os padrões internacionais e princípios mundiais da certificação florestal, o chamado ISO 19.228.
“Essa norma vai criar um procedimento de certificação a nível mundial. Existem hoje algumas certificadoras voluntarias e a ISO como uma organização mundial, vai criar uma norma que irá regulamentar toda a cadeia produtiva dos produtos com origem de madeira. Com essa norma concluída, o consumidor passara a ter mais segurança ao adquirir um produto que vem com o selo do ISO, por que, assim, ele está garantido que não existe nenhum processo ilegal na produção desse material e que as florestas foram preservadas e mantidas de forma legal, além de ter a reastabilidade de todo produto que ele consome. Esse é um ganho pra sociedade como um todo e para o consumidor cada vez mais consciente, que poderá ter a sua voz de consciência no ato da compra,” explicou a advogada e especialista em direito ambiental, Erica Rusch.
ISO Florestal
O objetivo do ISO 19.228 é reduzir a existência do comercio ilegal de madeira. “Viemos discutir as normas mundiais para a certificação florestal, ou seja, como a madeira vendida ou o produto vindo da madeira pode ser distinguido dos outros por meio de uma qualificação, que não explora o meio ambiente, que não degrada os rios, que faz o trabalho de maneira justa, plantando de maneira sustentável,” contou Jorge Cajazeira, chairman mundial da ISO 19.228 e presidente do Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia(Sindpacel).
Com a norma haverá toda a cadeia produtiva de produtos de origem na madeira passaram a ser rastreados, a partir de todo o processo de produção. “A madeira faz parte da nossa vida, existem os moveis, as casas, os materiais de construção, e a partir da publicação dessa nova norma, o consumidor vai entender que aquele móvel é feito de madeira que não foi extraída de forma ilegal, a sociedade vai poder distinguir sobre um produto feito de maneira sócio ambiental e outro não feito dessa maneira” disse Cajazeira.
O evento, capitaneado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT contou com o apoio do Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia – Sindpacel. As reuniões englobaram debates acerca de temas variados como: manejo florestal, legalidade e procedência da madeira comercializada, inclusão de pequenos produtores no contexto da norma, mecanismos de controle, gerenciamento de fornecedores, entre outros.
De acordo com Cajazeira, a norma será um acordo feito entre empresas que se comprometeram em participar, por isso, não haverá nenhum tipo de punição para aqueles que continuarem com o comércio ilegal. “Não haverá punição, já que a norma é voluntaria, mas quem participar vai obter lucros. O produtor conseguira ter preços melhores, conseguira acessar mercados mais exigentes. Na nossa reunião, estiveram presentes grandes compradores de madeira do mundo todo: Alemanha, Holanda... são locais que compram muito essa matéria prima por que nos seus países suas casas são de madeira, então eles estão atentos pra compra e produção de maneira legal,” explicou o presidente do Sindpacel.
Este terceiro encontro foi uma importante ferramenta de apoio para que as empresas possam atender as legislações e facilitar o comércio entre países do hemisfério sul, tais como o BRICS (Brasil, Rússia, China e África do Sul). As reuniões anteriores ocorreram no ano de 2014 nas cidades de Berlim e Paris, e as próximas estão programadas para ocorrer em Londres (2015) e Estocolmo (2016).
“Já tivemos uma reunião em Berlim, depois em Paris, e agora Salvador, por que a Bahia é um polo nacional de produção e exportação de papel. No extremo sul do estado, nós temos fabricas como a Suzano, a Veracel, a Fibia que atua também na parte florestal, em Salvador, no polo, temos a ABSC, então hoje o estado é o 4º mais importante no Brasil na produção de celulose e madeira,” finalizou Cajazeira
“Essa norma vai criar um procedimento de certificação a nível mundial. Existem hoje algumas certificadoras voluntarias e a ISO como uma organização mundial, vai criar uma norma que irá regulamentar toda a cadeia produtiva dos produtos com origem de madeira. Com essa norma concluída, o consumidor passara a ter mais segurança ao adquirir um produto que vem com o selo do ISO, por que, assim, ele está garantido que não existe nenhum processo ilegal na produção desse material e que as florestas foram preservadas e mantidas de forma legal, além de ter a reastabilidade de todo produto que ele consome. Esse é um ganho pra sociedade como um todo e para o consumidor cada vez mais consciente, que poderá ter a sua voz de consciência no ato da compra,” explicou a advogada e especialista em direito ambiental, Erica Rusch.
ISO Florestal
O objetivo do ISO 19.228 é reduzir a existência do comercio ilegal de madeira. “Viemos discutir as normas mundiais para a certificação florestal, ou seja, como a madeira vendida ou o produto vindo da madeira pode ser distinguido dos outros por meio de uma qualificação, que não explora o meio ambiente, que não degrada os rios, que faz o trabalho de maneira justa, plantando de maneira sustentável,” contou Jorge Cajazeira, chairman mundial da ISO 19.228 e presidente do Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia(Sindpacel).
Com a norma haverá toda a cadeia produtiva de produtos de origem na madeira passaram a ser rastreados, a partir de todo o processo de produção. “A madeira faz parte da nossa vida, existem os moveis, as casas, os materiais de construção, e a partir da publicação dessa nova norma, o consumidor vai entender que aquele móvel é feito de madeira que não foi extraída de forma ilegal, a sociedade vai poder distinguir sobre um produto feito de maneira sócio ambiental e outro não feito dessa maneira” disse Cajazeira.
O evento, capitaneado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT contou com o apoio do Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia – Sindpacel. As reuniões englobaram debates acerca de temas variados como: manejo florestal, legalidade e procedência da madeira comercializada, inclusão de pequenos produtores no contexto da norma, mecanismos de controle, gerenciamento de fornecedores, entre outros.
De acordo com Cajazeira, a norma será um acordo feito entre empresas que se comprometeram em participar, por isso, não haverá nenhum tipo de punição para aqueles que continuarem com o comércio ilegal. “Não haverá punição, já que a norma é voluntaria, mas quem participar vai obter lucros. O produtor conseguira ter preços melhores, conseguira acessar mercados mais exigentes. Na nossa reunião, estiveram presentes grandes compradores de madeira do mundo todo: Alemanha, Holanda... são locais que compram muito essa matéria prima por que nos seus países suas casas são de madeira, então eles estão atentos pra compra e produção de maneira legal,” explicou o presidente do Sindpacel.
Este terceiro encontro foi uma importante ferramenta de apoio para que as empresas possam atender as legislações e facilitar o comércio entre países do hemisfério sul, tais como o BRICS (Brasil, Rússia, China e África do Sul). As reuniões anteriores ocorreram no ano de 2014 nas cidades de Berlim e Paris, e as próximas estão programadas para ocorrer em Londres (2015) e Estocolmo (2016).
“Já tivemos uma reunião em Berlim, depois em Paris, e agora Salvador, por que a Bahia é um polo nacional de produção e exportação de papel. No extremo sul do estado, nós temos fabricas como a Suzano, a Veracel, a Fibia que atua também na parte florestal, em Salvador, no polo, temos a ABSC, então hoje o estado é o 4º mais importante no Brasil na produção de celulose e madeira,” finalizou Cajazeira
Fonte: Tribuna da Bahia
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















