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Notícias
11
mar
2015
(GERAL)
Mato Grosso luta para manter preço da castanha do Brasil após supersafra
A castanha do Brasil é um produto nobre, bastante comercializado nos grandes centros e que tem contribuído para a conservação da floresta Amazônica. Há alguns anos associações e cooperativas de Mato Grosso descobriram na extração desse produto uma forma de gerar renda e manter a floresta em pé. No Noroeste de Mato Grosso a atuação de projetos socioambientais e a regularização jurídica de grupos de associações de coletores de castanha do Brasil contribuíram bastante para a elevação do preço do produto no mercado, que hoje chega a valer R$3,50 o quilo; para se ter uma ideia, há menos de cinco anos o quilo era vendido por R$ 1,00.
Mas a combinação de demanda com bom preço produziu esse ano uma supersafra de castanha. “Este ano na região do Noroeste, nas florestas onde atuamos, a coleta já está próxima da metade, com cerca de 15.000 quilos já recolhidos. A expectativa é que o número ultrapasse os 30.000 quilos”, diz Veridiana Vieira, secretaria geral da associação PA Juruena, que conta com 38 famílias que juntas trabalham na coleta de castanha do Brasil. “O problema é que devido a falta de pontos de beneficiamento, todo esse excedente corre o risco de cair na mão de atravessadores. Não estamos encontrando compradores para o produto”, diz Vieira.
O bom preço causou um aumento no interesse dos coletores em toda a região, que passaram a intensificar a coleta nas florestas. A super-oferta do produto, porém, tem causado dificuldades na comercialização, pois a única cooperativa local com capacidade de processar o produto e exportá-lo não dá conta de receber o volume de produção. “Temos capacidade para processar 300 toneladas por ano, mas estamos investindo e nossa projeção é de 500 toneladas para 2017”, diz Paulo Nunes, coordenador do Programa Sentinelas da Floresta, uma parceria da Cooperativa Vale do Amanhecer (COOPAVAM) com o Fundo Amazônia. “Nosso objetivo é ampliar a escala de produção, valorizar ainda mais a amêndoa e o trabalho desta rede de organizações, garantindo a gestão destas áreas de coleta e a consequente conservação dos castanhais nativos e da floresta”, diz Nunes.
Cleide Arruda, gestora da ONF Brasil, filial brasileira de um dos mais importantes gestores de florestas públicas do mundo, diz que a atividade de coleta de castanha é fundamental para a geração de renda e manutenção das florestas em pé. “Com o passar dos anos essa atividade tem conquistado um papel importante na economia local e é vista por muitos como uma solução para conter o desmatamento”, diz Arruda. A ONF é gestora da São Nicolau, uma fazenda de 10 mil hectares utilizada para reflorestamento, sequestro de carbono e pesquisa científica. A fazenda todos os anos abre as portas para coletores de castanha do PA Juruena através do programa de interação local.
A expectativa dos coletores é encontrar novos compradores para o Produto. A dificuldade é que a maioria das associações do Noroeste só vende o produto in natura, ou seja, sem descascar e secar as castanhas, o que dificulta bastante a negociação com compradores maiores. “Nossa preocupação é que caso a gente não consiga vender essa safra, a qualquer momento os atravessadores possam voltar a atuar na região, oferecendo preços inferiores aos que são praticados no mercado hoje”, preocupa-se Veridiana.
Mas a combinação de demanda com bom preço produziu esse ano uma supersafra de castanha. “Este ano na região do Noroeste, nas florestas onde atuamos, a coleta já está próxima da metade, com cerca de 15.000 quilos já recolhidos. A expectativa é que o número ultrapasse os 30.000 quilos”, diz Veridiana Vieira, secretaria geral da associação PA Juruena, que conta com 38 famílias que juntas trabalham na coleta de castanha do Brasil. “O problema é que devido a falta de pontos de beneficiamento, todo esse excedente corre o risco de cair na mão de atravessadores. Não estamos encontrando compradores para o produto”, diz Vieira.
O bom preço causou um aumento no interesse dos coletores em toda a região, que passaram a intensificar a coleta nas florestas. A super-oferta do produto, porém, tem causado dificuldades na comercialização, pois a única cooperativa local com capacidade de processar o produto e exportá-lo não dá conta de receber o volume de produção. “Temos capacidade para processar 300 toneladas por ano, mas estamos investindo e nossa projeção é de 500 toneladas para 2017”, diz Paulo Nunes, coordenador do Programa Sentinelas da Floresta, uma parceria da Cooperativa Vale do Amanhecer (COOPAVAM) com o Fundo Amazônia. “Nosso objetivo é ampliar a escala de produção, valorizar ainda mais a amêndoa e o trabalho desta rede de organizações, garantindo a gestão destas áreas de coleta e a consequente conservação dos castanhais nativos e da floresta”, diz Nunes.
Cleide Arruda, gestora da ONF Brasil, filial brasileira de um dos mais importantes gestores de florestas públicas do mundo, diz que a atividade de coleta de castanha é fundamental para a geração de renda e manutenção das florestas em pé. “Com o passar dos anos essa atividade tem conquistado um papel importante na economia local e é vista por muitos como uma solução para conter o desmatamento”, diz Arruda. A ONF é gestora da São Nicolau, uma fazenda de 10 mil hectares utilizada para reflorestamento, sequestro de carbono e pesquisa científica. A fazenda todos os anos abre as portas para coletores de castanha do PA Juruena através do programa de interação local.
A expectativa dos coletores é encontrar novos compradores para o Produto. A dificuldade é que a maioria das associações do Noroeste só vende o produto in natura, ou seja, sem descascar e secar as castanhas, o que dificulta bastante a negociação com compradores maiores. “Nossa preocupação é que caso a gente não consiga vender essa safra, a qualquer momento os atravessadores possam voltar a atuar na região, oferecendo preços inferiores aos que são praticados no mercado hoje”, preocupa-se Veridiana.
Fonte: 24horasnews
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