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Notícias
06
mar
2015
(SETOR FLORESTAL)
Florestas em miniatura revelam fascinante mundo invisível
Elas não medem mais do que poucos centímetros, mas sua observação se transforma em uma insólita experiência: trata-se das fascinantes florestas em miniatura de Cabos de Hornos, povoadas por minúsculas plantas de musgos que revelam os mistérios do invisível "abrigo da floresta".
Na Ilha Navarino, às margens do Canal de Beagle e com a Cordilheira de Darwin como cenário de fundo, no sul do Chile, o visitante descobre os segredos de um pequeno universo invisível graças a uma lupa que posa sobre os escuros troncos e as faces úmidas das pedras, onde os raios de sol brincam de esconde-esconde entre pequenas estruturas.
"Aqui todos se surpreendem com essa estética completamente distinta", afirmou o diretor do Programa de Conservação Biocultural, Ricardo Rozzi, que disse que caminhar pela floresta mostra "uma flora de pequenos seres nas árvores, alguns líquens que crescem como frutos e minúsculas estruturas parecidas com flores, nunca antes descobertas".
Trata-se de um lugar de beleza primitiva endêmica, onde exuberantes mantos verdes são silenciosamente e nostalgicamente o abrigo da floresta.
"Quando colocamos nossa lupa sobre ele - disse Rozzi -, descobrimos novas estruturas, mas também nos damos conta de que organismos de muitas formas diferentes são capazes de coexistir de forma harmônica".
Apesar de ficar a apenas 1.000 quilômetros da Antártida, esta cúpula austral do continente americano, situada entre o Pacífico e o Atlântico, é, segundo Rozzi, uma "verdadeira estufa" de clima temperado, com uma grande diversidade e abundância destes minúsculos organismos chamados briófitas.
O Parque Omora, um jardim exuberante de mil hectares situado na Reserva Cabo de Hornos - abrigo da Floresta em Miniatura -, possui mais de 5% da diversidade mundial de musgos e hepáticas em uma área que só representa 0,01% da superfície terrestre.
As expedições turísticas com lupa, batizadas como ecoturismo de lupa, são uma das modalidades de excursão oferecidas por este parque, situado a cinco quilômetros de Puerto Williams, que conta com um caminho interpretativo que permite desfrutar de uma experiência estética e recreativa ao mesmo tempo.
Para Rozzi, cientista e filósofo chileno, "o ecoturismo com lupa não só amplifica a visão sobre os musgos e outros organismos das Florestas em Miniatura, mas também nos proporciona uma experiência que amplia nossa imagem mental e afetiva sobre a natureza e nossa relação com ela".
Passear tranquilamente através destas florestas silenciosas, encorajados pelo canto dos pássaros e o eco do bico do Carpintero Negro "traz uma profunda calma ao agitado visitante".
Daí, quando esses turistas voltam a seus países, os visitantes podem "se maravilhar de novo" observando os musgos e líquens que crescem em seus habitats cotidianos como os cantos pouco ensolarados de seus jardins e os muros úmidos de suas casas.
"Através da observação e da distinção dos musgos e os líquens - explicou Rozzi -, o visitante compreende que estes seres vivos respiram, crescem e se reproduzem como os humanos, o que transforma esses seres anteriormente despercebidos em entes vivos, diversos e formosos".
Trata-se de uma "mudança de lentes" que não só permite ao visitante descobrir novos habitats e habitantes, mas "transforma a lupa em um cristal que nos permite olhar a nós mesmos e explorar a relação que temos com a natureza".
A viagem pelo mundo em miniatura das florestas subantárticas e seus ecossistemas serve como imperiosa recordação de mais um habitante deste magnífico planeta Terra. Uma singela, mas também transcendental revelação que constitui, segundo Rozzi, "a verdadeira celebração da vida".
Na Ilha Navarino, às margens do Canal de Beagle e com a Cordilheira de Darwin como cenário de fundo, no sul do Chile, o visitante descobre os segredos de um pequeno universo invisível graças a uma lupa que posa sobre os escuros troncos e as faces úmidas das pedras, onde os raios de sol brincam de esconde-esconde entre pequenas estruturas.
"Aqui todos se surpreendem com essa estética completamente distinta", afirmou o diretor do Programa de Conservação Biocultural, Ricardo Rozzi, que disse que caminhar pela floresta mostra "uma flora de pequenos seres nas árvores, alguns líquens que crescem como frutos e minúsculas estruturas parecidas com flores, nunca antes descobertas".
Trata-se de um lugar de beleza primitiva endêmica, onde exuberantes mantos verdes são silenciosamente e nostalgicamente o abrigo da floresta.
"Quando colocamos nossa lupa sobre ele - disse Rozzi -, descobrimos novas estruturas, mas também nos damos conta de que organismos de muitas formas diferentes são capazes de coexistir de forma harmônica".
Apesar de ficar a apenas 1.000 quilômetros da Antártida, esta cúpula austral do continente americano, situada entre o Pacífico e o Atlântico, é, segundo Rozzi, uma "verdadeira estufa" de clima temperado, com uma grande diversidade e abundância destes minúsculos organismos chamados briófitas.
O Parque Omora, um jardim exuberante de mil hectares situado na Reserva Cabo de Hornos - abrigo da Floresta em Miniatura -, possui mais de 5% da diversidade mundial de musgos e hepáticas em uma área que só representa 0,01% da superfície terrestre.
As expedições turísticas com lupa, batizadas como ecoturismo de lupa, são uma das modalidades de excursão oferecidas por este parque, situado a cinco quilômetros de Puerto Williams, que conta com um caminho interpretativo que permite desfrutar de uma experiência estética e recreativa ao mesmo tempo.
Para Rozzi, cientista e filósofo chileno, "o ecoturismo com lupa não só amplifica a visão sobre os musgos e outros organismos das Florestas em Miniatura, mas também nos proporciona uma experiência que amplia nossa imagem mental e afetiva sobre a natureza e nossa relação com ela".
Passear tranquilamente através destas florestas silenciosas, encorajados pelo canto dos pássaros e o eco do bico do Carpintero Negro "traz uma profunda calma ao agitado visitante".
Daí, quando esses turistas voltam a seus países, os visitantes podem "se maravilhar de novo" observando os musgos e líquens que crescem em seus habitats cotidianos como os cantos pouco ensolarados de seus jardins e os muros úmidos de suas casas.
"Através da observação e da distinção dos musgos e os líquens - explicou Rozzi -, o visitante compreende que estes seres vivos respiram, crescem e se reproduzem como os humanos, o que transforma esses seres anteriormente despercebidos em entes vivos, diversos e formosos".
Trata-se de uma "mudança de lentes" que não só permite ao visitante descobrir novos habitats e habitantes, mas "transforma a lupa em um cristal que nos permite olhar a nós mesmos e explorar a relação que temos com a natureza".
A viagem pelo mundo em miniatura das florestas subantárticas e seus ecossistemas serve como imperiosa recordação de mais um habitante deste magnífico planeta Terra. Uma singela, mas também transcendental revelação que constitui, segundo Rozzi, "a verdadeira celebração da vida".
Fonte: UOL
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