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02
mar
2015
(MADEIRA E PRODUTOS)
Cipem e governo discutem como retomar a identificação da madeira
O ano de 2015 começou intenso para os empresários do setor de base florestal, venceram uma batalha nos efeitos da Portaria 443 do Ministério do Meio Ambiente, e tiveram que continuar a luta. Dessa vez é em relação à retomada da identificação da madeira por parte do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). Os diretores do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) receberam, na tarde de quinta-feira (26.02) a visita do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec-MT), Seneri Paludo, e do presidente do Indea, Guilherme Nolasco. O encontro ocorreu durante a segunda reunião ordinária do Cipem, na sede da entidade, em Cuiabá.
Ao final da reunião ficou definido que, na próxima semana, o Cipem, entidade que representa os oito sindicatos da base florestal de Mato Grosso, vai entregar ao governo um documento contendo uma proposta de metodologia (passo a passo), valor de taxa e a forma, se será por amostragem ou ato declaratório, como exemplo. "Está muito claro que tem que voltar a identificação, temos uma decisão judicial a cumprir, estamos buscando juntos a forma que traga menor impacto para o setor", esclareceu Paludo.
O presidente do Cipem, Geraldo Bento, deixou claro que o setor é contrário à volta do trabalho de identificação da madeira pelo Indea, o que torna o produto de Mato Grosso menos competitivo por ser o único Estado a realizar esse tipo de serviço. Para os empresários é a volta de um pesadelo vivido pelo setor com a falta de estrutura do órgão executor. Os caminhões ficavam horas ou até dias parados nos postos do Indea no aguardo da identificação e o procedimento era ineficaz. "Nós somos totalmente contra porque a estrutura do Indea é incompatível com a nossa demanda, mas a Lei está aí e tem que ser cumprida. A vinda de Paludo foi importante para delinearmos uma solução que amenize essa situação", afirmou Geraldo Bento.
Os presidentes dos sindicatos foram contundentes ao apresentar situações vividas anteriormente com a corrupção dos servidores que realizavam o serviço no interior do Estado. O presidente do Simno, sindicato com sede em Juína, Roberto Rios, comentou que há empresas de Mato Grosso adquirindo madeira de Rondônia por ser mais barata. "Mato Grosso se tornou o pior Estado para produzir madeira, se tornou caro e com muita burocracia", argumentou Rios.
O presidente do Simenorte, com sede em Alta Floresta, deixou claro que a identificação da madeira feita pelo Indea não combate o desmatamento, não protege as florestas e causa prejuízo financeiro aos empresários para carregar madeira. Frank Rogieri deu exemplo de como é mais barato embarcar uma carga de madeira no Estado do Amapá em comparação com Mato Grosso. "É muito mais fácil porque não tem os entraves que nós temos aqui, o frete é mais barato e não tem dificuldades como essa de ficar parado num posto do Indea, que não tem estrutura, não tem condições de tocar nosso negócio", destacou.
Sema
A situação na liberação dos planos de manejo florestal também foi assunto na segunda reunião ordinária do Cipem. Os diretores comunicaram o secretário de Desenvolvimento que está se aproximando o fim do período proibitivo e até o momento não há um empresário com plano de manejo liberado pela Sema. "Nós explicamos ao secretário que o Governo está indo numa direção e a Sema em outra, porque o desenvolvimento econômico para o setor de base florestal é impossível sem a Sema funcionar", disse Rafael Mason, do Sindilam.
O setor não tem como trabalhar, o governo deixa de arrecadar e para mostrar a gravidade da situação os empresários disseram ao secretário que o setor de base florestal em Mato Grosso é 'paciente de UTI', não adianta discutir a causa da doença agora.
Os assuntos serão tratados na manhã desta sexta-feira (27.02) com deputados estaduais na Assembleia Legislativa.
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Ao final da reunião ficou definido que, na próxima semana, o Cipem, entidade que representa os oito sindicatos da base florestal de Mato Grosso, vai entregar ao governo um documento contendo uma proposta de metodologia (passo a passo), valor de taxa e a forma, se será por amostragem ou ato declaratório, como exemplo. "Está muito claro que tem que voltar a identificação, temos uma decisão judicial a cumprir, estamos buscando juntos a forma que traga menor impacto para o setor", esclareceu Paludo.
O presidente do Cipem, Geraldo Bento, deixou claro que o setor é contrário à volta do trabalho de identificação da madeira pelo Indea, o que torna o produto de Mato Grosso menos competitivo por ser o único Estado a realizar esse tipo de serviço. Para os empresários é a volta de um pesadelo vivido pelo setor com a falta de estrutura do órgão executor. Os caminhões ficavam horas ou até dias parados nos postos do Indea no aguardo da identificação e o procedimento era ineficaz. "Nós somos totalmente contra porque a estrutura do Indea é incompatível com a nossa demanda, mas a Lei está aí e tem que ser cumprida. A vinda de Paludo foi importante para delinearmos uma solução que amenize essa situação", afirmou Geraldo Bento.
Os presidentes dos sindicatos foram contundentes ao apresentar situações vividas anteriormente com a corrupção dos servidores que realizavam o serviço no interior do Estado. O presidente do Simno, sindicato com sede em Juína, Roberto Rios, comentou que há empresas de Mato Grosso adquirindo madeira de Rondônia por ser mais barata. "Mato Grosso se tornou o pior Estado para produzir madeira, se tornou caro e com muita burocracia", argumentou Rios.
O presidente do Simenorte, com sede em Alta Floresta, deixou claro que a identificação da madeira feita pelo Indea não combate o desmatamento, não protege as florestas e causa prejuízo financeiro aos empresários para carregar madeira. Frank Rogieri deu exemplo de como é mais barato embarcar uma carga de madeira no Estado do Amapá em comparação com Mato Grosso. "É muito mais fácil porque não tem os entraves que nós temos aqui, o frete é mais barato e não tem dificuldades como essa de ficar parado num posto do Indea, que não tem estrutura, não tem condições de tocar nosso negócio", destacou.
Sema
A situação na liberação dos planos de manejo florestal também foi assunto na segunda reunião ordinária do Cipem. Os diretores comunicaram o secretário de Desenvolvimento que está se aproximando o fim do período proibitivo e até o momento não há um empresário com plano de manejo liberado pela Sema. "Nós explicamos ao secretário que o Governo está indo numa direção e a Sema em outra, porque o desenvolvimento econômico para o setor de base florestal é impossível sem a Sema funcionar", disse Rafael Mason, do Sindilam.
O setor não tem como trabalhar, o governo deixa de arrecadar e para mostrar a gravidade da situação os empresários disseram ao secretário que o setor de base florestal em Mato Grosso é 'paciente de UTI', não adianta discutir a causa da doença agora.
Os assuntos serão tratados na manhã desta sexta-feira (27.02) com deputados estaduais na Assembleia Legislativa.
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Fonte: 24horasnews
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