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Notícias
25
fev
2015
(GERAL)
Programa de computador vai medir impacto da pressão humana em florestas
Projeto foi concebido ao longo dos últimos quatro anos e seus indicadores estão divididos em três grupos
O Instituto Mamirauá, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) lançaram um software para medir o impacto da pressão humana em florestas inundáveis.
O Índice de Antropização de Florestas Inundáveis (Iafi), disponível para baixar na página eletrônica do Mamirauá, resulta em um dado numérico obtido a partir da análise de 15 indicadores de pressão humana. Esse dado numérico poderá variar entre 0 (áreas sem impacto) e 1 (áreas com muito impacto).
“O Iafi surge como uma referência e importante ferramenta para identificar e quantificar essa pressão humana, para o desenvolvimento de estratégias de conservação. A importância de entender e monitorar estas mudanças está ligada a definição de melhores estratégias para conservação e desenvolvimento sustentável destes ambientes”, diz o pesquisador associado do Instituto Mamirauá, José Leonardo Magalhães.
O projeto foi concebido ao longo dos últimos quatro anos e os 15 indicadores estão divididos em três grupos. Cada indicador, em cada um desses grupos, possui um peso diferenciado variando entre um e dois pontos.
O primeiro grupo de análise tem o objetivo de medir os impactos que geram perda de biodiversidade, como exploração de produtos não madeireiros e caça. O segundo avalia perturbações que implicam destruição do ecossistema.
Dentre esses estão pecuária, extração de madeira, agricultura, vestígios de ação humana e clareiras. O último grupo reúne indicadores que geram tanto perda de biodiversidade como destruição do ecossistema. É o caso de fogueiras e mineração.
Ao baixar o programa, o usuário poderá acessar um pequeno manual de fácil uso, que também traz orientações sobre a coleta de dados em campo. A proposta é que o Iafi ajude a identificar áreas que precisam receber intervenções públicas ou privadas.
“O desafio de sistematizar indicadores que reflitam apropriadamente os níveis de impacto humano e, além disso, agregar as diferentes histórias de ocupação de cada local é grande devido ao tamanho continental do bioma amazônico”, afirmou o pesquisador.
“Nosso grupo de pesquisa tem se esforçado para aplicar o Iafi em vários sítios da calha dos rios Solimões e Amazonas. Ao longo dos últimos quatro anos ele já foi implementado em oito paisagens, que incluem locais desde a fronteira do Brasil com a Colômbia até a foz do Rio Amazonas.”
Um artigo sobre o desenvolvimento do índice foi publicado no volume 48, de janeiro, da revista Ecological Indicators. Os resultados publicados indicam que as maiores ameaças para o ecossistema de várzea em Belém e Óbidos, locais onde o índice foi aplicado, são a agricultura de pequeno porte e a pecuária, respectivamente.
O Instituto Mamirauá, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) lançaram um software para medir o impacto da pressão humana em florestas inundáveis.
O Índice de Antropização de Florestas Inundáveis (Iafi), disponível para baixar na página eletrônica do Mamirauá, resulta em um dado numérico obtido a partir da análise de 15 indicadores de pressão humana. Esse dado numérico poderá variar entre 0 (áreas sem impacto) e 1 (áreas com muito impacto).
“O Iafi surge como uma referência e importante ferramenta para identificar e quantificar essa pressão humana, para o desenvolvimento de estratégias de conservação. A importância de entender e monitorar estas mudanças está ligada a definição de melhores estratégias para conservação e desenvolvimento sustentável destes ambientes”, diz o pesquisador associado do Instituto Mamirauá, José Leonardo Magalhães.
O projeto foi concebido ao longo dos últimos quatro anos e os 15 indicadores estão divididos em três grupos. Cada indicador, em cada um desses grupos, possui um peso diferenciado variando entre um e dois pontos.
O primeiro grupo de análise tem o objetivo de medir os impactos que geram perda de biodiversidade, como exploração de produtos não madeireiros e caça. O segundo avalia perturbações que implicam destruição do ecossistema.
Dentre esses estão pecuária, extração de madeira, agricultura, vestígios de ação humana e clareiras. O último grupo reúne indicadores que geram tanto perda de biodiversidade como destruição do ecossistema. É o caso de fogueiras e mineração.
Ao baixar o programa, o usuário poderá acessar um pequeno manual de fácil uso, que também traz orientações sobre a coleta de dados em campo. A proposta é que o Iafi ajude a identificar áreas que precisam receber intervenções públicas ou privadas.
“O desafio de sistematizar indicadores que reflitam apropriadamente os níveis de impacto humano e, além disso, agregar as diferentes histórias de ocupação de cada local é grande devido ao tamanho continental do bioma amazônico”, afirmou o pesquisador.
“Nosso grupo de pesquisa tem se esforçado para aplicar o Iafi em vários sítios da calha dos rios Solimões e Amazonas. Ao longo dos últimos quatro anos ele já foi implementado em oito paisagens, que incluem locais desde a fronteira do Brasil com a Colômbia até a foz do Rio Amazonas.”
Um artigo sobre o desenvolvimento do índice foi publicado no volume 48, de janeiro, da revista Ecological Indicators. Os resultados publicados indicam que as maiores ameaças para o ecossistema de várzea em Belém e Óbidos, locais onde o índice foi aplicado, são a agricultura de pequeno porte e a pecuária, respectivamente.
Fonte: Por Portal Brasil - Publicado no Portal EcoDebate,
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