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Notícias
05
fev
2015
(SILVICULTURA)
Uso de poleiros artificiais para a dispersão de sementes e na restauração florestal
Extensas áreas florestais nos trópicos foram e estão sendo convertidas em pastagens para criação de gado e, frequentemente, quando abandonadas, perdem sua resiliência, de modo que retarda ou inviabiliza o processo de sucessão natural necessário para a regeneração da cobertura florestal. Entre os motivos da perda da resiliência da floresta estão: distância da fonte de sementes, ausência de dispersores, tamanho dos diásporos, predação de sementes, competição com gramíneas, ocorrência de incêndios, limitações microclimáticas e de solo, as quais influenciam no crescimento das plantas e perda do banco de sementes nativas outrora presente no solo.
Considerando a dificuldade da chegada de diásporos zoocóricos em áreas de pastagens abandonadas, a presença de poleiros pode contribuir para o incremento no aporte de sementes. Poleiros vivos ou naturais apresentam uma importante contribuição no incremento do aporte de sementes zoocóricas em meio a áreas abertas e são preferidos pela fauna dispersora quando comparados a poleiros secos ou artificiais. Em áreas de pasto abandonado, fatores como a presença de poleiros, a presença de estrutura complexa da vegetação e de recursos alimentares podem atrair a fauna com maior intensidade.
Tendo em vista que o uso de poleiros artificiais é uma técnica eficiente para a restauração florestal, os objetivos desse trabalho foram avaliar o efeito da presença de poleiros artificiais no número de sementes florestais depositadas em coletores; identificar as síndromes de dispersão das sementes, e analisar o efeito da distância da borda da floresta no aporte de sementes. As atividades de campo foram realizadas no município de Iguaba Grande, Rio de Janeiro, Brasil.
Foram instalados 70 coletores de sementes (com 0,50 m de diâmetro) distribuídos em transectos distantes paralelamente 5, 15 e 35 m da borda da floresta em área de pasto abandonado e em um transecto de 10 m no interior da floresta. Cada transecto fora do fragmento recebeu dez coletores, instalados sob poleiros artificiais, e dez coletores, instalados sem poleiro. No interior do fragmento foram instalados dez coletores, sem presença de poleiro artificial.
Durante três semanas de amostragem foram coletadas 418 sementes, sendo 242 zoocóricas (57,9 %) e 176 anemocóricas (42,1 %). A média de sementes com presença de poleiro artificial foi de 7,4 (± 3,9) sementes/m²/mês, enquanto na ausência de poleiro artificial, a média foi de foi de 1,7 (± 1,8) sementes/m²/mês, considerando simultaneamente sementes anemocóricas e zoocóricas. Diferentes distâncias da borda da floresta, até 35 m, não influenciaram no aporte de sementes zoocóricas e anemocóricas.
A presença de poleiros artificiais levou a um aporte 118 vezes maior de sementes zoocóricas quando comparada aos coletores sem poleiros. Poleiros artificiais podem funcionar como estrutura catalisadora da restauração florestal, com significativo incremento no aporte de sementes zoocóricas.
Considerando a dificuldade da chegada de diásporos zoocóricos em áreas de pastagens abandonadas, a presença de poleiros pode contribuir para o incremento no aporte de sementes. Poleiros vivos ou naturais apresentam uma importante contribuição no incremento do aporte de sementes zoocóricas em meio a áreas abertas e são preferidos pela fauna dispersora quando comparados a poleiros secos ou artificiais. Em áreas de pasto abandonado, fatores como a presença de poleiros, a presença de estrutura complexa da vegetação e de recursos alimentares podem atrair a fauna com maior intensidade.
Tendo em vista que o uso de poleiros artificiais é uma técnica eficiente para a restauração florestal, os objetivos desse trabalho foram avaliar o efeito da presença de poleiros artificiais no número de sementes florestais depositadas em coletores; identificar as síndromes de dispersão das sementes, e analisar o efeito da distância da borda da floresta no aporte de sementes. As atividades de campo foram realizadas no município de Iguaba Grande, Rio de Janeiro, Brasil.
Foram instalados 70 coletores de sementes (com 0,50 m de diâmetro) distribuídos em transectos distantes paralelamente 5, 15 e 35 m da borda da floresta em área de pasto abandonado e em um transecto de 10 m no interior da floresta. Cada transecto fora do fragmento recebeu dez coletores, instalados sob poleiros artificiais, e dez coletores, instalados sem poleiro. No interior do fragmento foram instalados dez coletores, sem presença de poleiro artificial.
Durante três semanas de amostragem foram coletadas 418 sementes, sendo 242 zoocóricas (57,9 %) e 176 anemocóricas (42,1 %). A média de sementes com presença de poleiro artificial foi de 7,4 (± 3,9) sementes/m²/mês, enquanto na ausência de poleiro artificial, a média foi de foi de 1,7 (± 1,8) sementes/m²/mês, considerando simultaneamente sementes anemocóricas e zoocóricas. Diferentes distâncias da borda da floresta, até 35 m, não influenciaram no aporte de sementes zoocóricas e anemocóricas.
A presença de poleiros artificiais levou a um aporte 118 vezes maior de sementes zoocóricas quando comparada aos coletores sem poleiros. Poleiros artificiais podem funcionar como estrutura catalisadora da restauração florestal, com significativo incremento no aporte de sementes zoocóricas.
Fonte: Marina Lotti / Biblioteca Digital Florestal
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