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Notícias
02
fev
2015
(QUEIMADAS)
Janeiro de 2015 registra recorde de focos de queimadas detectados por satélite
O número de focos de queimadas em 2015 é o maior entre os meses de janeiro desde 1999, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) iniciou a comparação diária do monitoramento por satélites da ocorrência de incêndios no Brasil.
Nesta quinta-feira (29/1) a página do projeto de Monitoramento de Queimadas do INPEjá registrava 4.139 focos, enquanto em todo o mês de janeiro de 2014 foram 2.634 focos. O recorde anterior para o mês de janeiro foi observado em 2005, quando os satélites detectaram 4.047 focos no primeiro mês daquele ano.
“Isso não significa que 2015 será um ano mais crítico do que os anteriores”, explica Fabiano Morelli, pesquisador do INPE. “O pico das queimadas acontece de agosto a setembro. Como 2014 foi um ano seco, com focos acima da média que reduziram a matéria vegetal disponível para queima, se a ocorrência de precipitação for normal em 2015 a tendência deste janeiro poderá ser revertida”.
Para os pesquisadores do INPE, o aumento no número de focos deve servir de alerta para a sociedade. Embora o clima favoreça a propagação do fogo, a grande maioria das queimadas e incêndios florestais inicia pela ação do homem. “Numa vegetação mais seca o fogo se alastra rapidamente, tornando mais difícil o seu controle e combate”, ressalta o pesquisador.
Monitoramento
A detecção sistemática de focos de calor realizada pelo INPE é pioneira e a mais completa desenvolvida no mundo. Desde 1987 são aprimoradas as tecnologias para o monitoramento de queimadas por meio de imagens de satélites, que é particularmente útil para regiões remotas sem meios intensivos de acompanhamento, condição que representa a situação geral do Brasil.
São centenas os produtos gerados e distribuídos diariamente, como, por exemplo, coordenadas geográficas dos focos, alertas por e-mail de ocorrências em áreas de interesse especial, risco de fogo, estimativas de concentração de fumaça, etc. Todos os dados e produtos são divulgados na internet pelo INPE sem custo para o usuário, cerca de três horas após sua geração.
Todas as técnicas envolvidas neste processo foram desenvolvidas no INPE, incluindo métodos de detecção de focos com satélites, sistemas de informação geográfica, modelos de risco de fogo, etc. Na página do Monitoramento de Queimadas e Incêndios, além da atualização sete vezes ao dia dos focos de calor, o INPE fornece um sistema geográfico de informações específico para as unidades de conservação do país, entre outros serviços.
O monitoramento auxilia o governo federal, em particular o Ibama, no acompanhamento a situações de risco de grandes incêndios florestais, como também os órgãos de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros no combate às queimadas. Entre os usuários regulares incluem-se ainda secretarias estaduais de meio ambiente, ONGs, cidadãos, além dos países vizinhos que têm livre acesso a este sistema.
Confira: www.inpe.br/queimadas
Nesta quinta-feira (29/1) a página do projeto de Monitoramento de Queimadas do INPEjá registrava 4.139 focos, enquanto em todo o mês de janeiro de 2014 foram 2.634 focos. O recorde anterior para o mês de janeiro foi observado em 2005, quando os satélites detectaram 4.047 focos no primeiro mês daquele ano.
“Isso não significa que 2015 será um ano mais crítico do que os anteriores”, explica Fabiano Morelli, pesquisador do INPE. “O pico das queimadas acontece de agosto a setembro. Como 2014 foi um ano seco, com focos acima da média que reduziram a matéria vegetal disponível para queima, se a ocorrência de precipitação for normal em 2015 a tendência deste janeiro poderá ser revertida”.
Para os pesquisadores do INPE, o aumento no número de focos deve servir de alerta para a sociedade. Embora o clima favoreça a propagação do fogo, a grande maioria das queimadas e incêndios florestais inicia pela ação do homem. “Numa vegetação mais seca o fogo se alastra rapidamente, tornando mais difícil o seu controle e combate”, ressalta o pesquisador.
Monitoramento
A detecção sistemática de focos de calor realizada pelo INPE é pioneira e a mais completa desenvolvida no mundo. Desde 1987 são aprimoradas as tecnologias para o monitoramento de queimadas por meio de imagens de satélites, que é particularmente útil para regiões remotas sem meios intensivos de acompanhamento, condição que representa a situação geral do Brasil.
São centenas os produtos gerados e distribuídos diariamente, como, por exemplo, coordenadas geográficas dos focos, alertas por e-mail de ocorrências em áreas de interesse especial, risco de fogo, estimativas de concentração de fumaça, etc. Todos os dados e produtos são divulgados na internet pelo INPE sem custo para o usuário, cerca de três horas após sua geração.
Todas as técnicas envolvidas neste processo foram desenvolvidas no INPE, incluindo métodos de detecção de focos com satélites, sistemas de informação geográfica, modelos de risco de fogo, etc. Na página do Monitoramento de Queimadas e Incêndios, além da atualização sete vezes ao dia dos focos de calor, o INPE fornece um sistema geográfico de informações específico para as unidades de conservação do país, entre outros serviços.
O monitoramento auxilia o governo federal, em particular o Ibama, no acompanhamento a situações de risco de grandes incêndios florestais, como também os órgãos de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros no combate às queimadas. Entre os usuários regulares incluem-se ainda secretarias estaduais de meio ambiente, ONGs, cidadãos, além dos países vizinhos que têm livre acesso a este sistema.
Confira: www.inpe.br/queimadas
Fonte: INPE - Portal EcoDebate
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