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Notícias
27
jan
2015
(MÓVEIS)
Polo de móveis de Ubá tem retração de 10% nas vendas
O polo de móveis de Ubá, na Zona da Mata, fechou o ano passado com queda de 10% nas vendas na comparação com 2013.
O resultado ficou bem abaixo da alta de 7% estimada pelos empresários e reflete o mau momento vivido pela economia do país. E como se não bastasse, 2015 começa com projeções pessimistas, que apontam redução de 10% a 15% nos negócios frente ao exercício anterior.
A retração nas vendas fez com que o arranjo produtivo local encolhesse em um ano. Quatro empresas de grande representatividade foram fechadas e cerca de 2 mil funcionários demitidos, segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersid), Michel Henrique Pires.
As explicações para o recuo nas vendas são muitas. E o endividamento do consumidor, a alta dos juros, a menor comercialização de imóveis, a inflação e o baixo crescimento do Brasil são algumas delas. Além disso, a Copa do Mundo e as eleições também afetaram diretamente as vendas.
Nem mesmo a manutenção, até dezembro, da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi suficiente para reverter o quadro. Muitas empresas que não chegaram a demitir deram férias coletivas por um período mais longo e reduziram a produção, como forma de sentir menos o peso da queda nas vendas.
Para Pires, o setor na região vive um dos piores momentos dos últimos anos. Até mesmo em 2009, quando o mundo sofria os reflexos da crise financeira internacional, iniciada no fim de 2008, os resultados foram melhores. "Na época, o governo deu muito incentivo ao consumo. A compra de imóveis passou a ser subsidiada pelos programas habitacionais, o que alavancou nossas vendas. Mas agora, que o governo está deficitário, está tudo sendo cortado", afirma. Temor - O arrocho imposto pelo governo federal neste ano para recuperar as contas públicas assusta os empresários de Ubá e região. Com isso, o ano de 2015 começa com projeções nada positivas e com a adoção de estratégias para amenizar os efeitos negativos da retração nas vendas nos dois últimos anos. Na expectativa de vender entre 10% e 15% menos do que em 2014, os empresários já planejam produzir menos para não ficar com os estoques cheios.
A alta no preço da energia e na cotação do dólar são dois fatores que também deverão impactar nos negócios no maior polo de móveis do Estado. Com a eletricidade mais cara, o custo de produção sobe na mesma proporção. E a moeda americana afeta de forma mais indireta, na medida em que serve de referência de preços de insumos importados. E em época de baixa demanda, os custos não poderão ser repassados para o consumidor.
Dessa forma, restam poucas saídas para os empresários do ramo. "Na verdade, não temos o que fazer a não ser reduzir a produção. E parece que é isso que o governo quer, porque ele trabalha para acentuar a desindustrialização do país", afirma. Com a estratégia de reduzir os estoques, as empresas deverão também realizar mais cortes no quadro de funcionários neste ano, hoje com 28 mil trabalhadores no total.
O resultado ficou bem abaixo da alta de 7% estimada pelos empresários e reflete o mau momento vivido pela economia do país. E como se não bastasse, 2015 começa com projeções pessimistas, que apontam redução de 10% a 15% nos negócios frente ao exercício anterior.
A retração nas vendas fez com que o arranjo produtivo local encolhesse em um ano. Quatro empresas de grande representatividade foram fechadas e cerca de 2 mil funcionários demitidos, segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersid), Michel Henrique Pires.
As explicações para o recuo nas vendas são muitas. E o endividamento do consumidor, a alta dos juros, a menor comercialização de imóveis, a inflação e o baixo crescimento do Brasil são algumas delas. Além disso, a Copa do Mundo e as eleições também afetaram diretamente as vendas.
Nem mesmo a manutenção, até dezembro, da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi suficiente para reverter o quadro. Muitas empresas que não chegaram a demitir deram férias coletivas por um período mais longo e reduziram a produção, como forma de sentir menos o peso da queda nas vendas.
Para Pires, o setor na região vive um dos piores momentos dos últimos anos. Até mesmo em 2009, quando o mundo sofria os reflexos da crise financeira internacional, iniciada no fim de 2008, os resultados foram melhores. "Na época, o governo deu muito incentivo ao consumo. A compra de imóveis passou a ser subsidiada pelos programas habitacionais, o que alavancou nossas vendas. Mas agora, que o governo está deficitário, está tudo sendo cortado", afirma. Temor - O arrocho imposto pelo governo federal neste ano para recuperar as contas públicas assusta os empresários de Ubá e região. Com isso, o ano de 2015 começa com projeções nada positivas e com a adoção de estratégias para amenizar os efeitos negativos da retração nas vendas nos dois últimos anos. Na expectativa de vender entre 10% e 15% menos do que em 2014, os empresários já planejam produzir menos para não ficar com os estoques cheios.
A alta no preço da energia e na cotação do dólar são dois fatores que também deverão impactar nos negócios no maior polo de móveis do Estado. Com a eletricidade mais cara, o custo de produção sobe na mesma proporção. E a moeda americana afeta de forma mais indireta, na medida em que serve de referência de preços de insumos importados. E em época de baixa demanda, os custos não poderão ser repassados para o consumidor.
Dessa forma, restam poucas saídas para os empresários do ramo. "Na verdade, não temos o que fazer a não ser reduzir a produção. E parece que é isso que o governo quer, porque ele trabalha para acentuar a desindustrialização do país", afirma. Com a estratégia de reduzir os estoques, as empresas deverão também realizar mais cortes no quadro de funcionários neste ano, hoje com 28 mil trabalhadores no total.
Fonte: Diário do Comércio
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