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Notícias
15
jan
2015
(GERAL)
Preço de Pinus no Brasil
A análise constante do mercado é fundamental para conduzirmos com sucesso nossos negócios. Nesse sentido quero compartilhar algumas informações sobre o mercado de Pinus, em especial os preços da madeira.
O ano de 2014 mostrou um cenário de crescimento para preços de madeira grossa de Pinus (diâmetro acima de 18cm – usada na produção de serrados e compensados) e um viés de baixa para madeira fina (classe de sortimento de 8-18cm – usada na produção de celulose e painéis reconstituídos), conforme sintetizado na Figura a seguir.

O principal fator que explica esse comportamento de alta para madeira grossa e queda para madeira fina é o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Ao longo dos últimos anos, os produtores florestais tem alterado o regime de manejo e reduzido o ciclo das florestas. Essa mudança resultou em uma maior produção de madeira fina (celulose/processo) e menor produção de madeira grossa (serraria/laminação). Por outro lado, mais recentemente, após enfrentar sérias dificuldades, o setor de madeira sólida vem reagindo, aumentando a demanda por madeira grossa. O casamento entre menor oferta e maior demanda resulta em uma pressão de alta nos preços. Esse cenário é mais evidente em algumas regiões dentro dos Estados, principalmente para toras com diâmetro acima de 35cm. Destaca-se que algumas regiões do Paraná, tendo em vista a forte expansão de projetos voltados a atender demandas de celulose/painéis reconstituídos deverão apresentar maiores déficits de madeira grossa no futuro próximo, pressionando ainda mais os preços.
No caso da madeira fina, ocorre o contrário. Apesar do aumento da demanda, ocasionada por expansões da base industrial, o aumento da oferta superou a capacidade do mercado, resultando em pressões para baixo nos preços. É importante destacar que, atualmente, se alguns (ou muitos) produtores de alguns polos florestais específicos fizerem a conta, ele estará pagando para vender a madeira fina, em especial a madeira de desbaste.
Algumas empresas que no passado recente tomaram a decisão de reduzir o ciclo, com o objetivo de melhorar o desempenho econômico do negócio, já estão repensando e prolongando o corte raso com o objetivo de produzir madeira de maior valor agregado.
Para 2015, apesar da economia nacional não ajudar, pois teremos provavelmente um crescimento tão pífio quanto o de 2014, o setor de madeira sólida deve continuar sua trajetória de recuperação via exportações (câmbio favorável e economia internacional, principalmente americana, com sinais de retomada do crescimento), aumentando ainda mais a pressão nos preços de madeira grossa. Para a madeira fina, não se espera uma recuperação consistente, podendo inclusive continuar a trajetória de queda.
Cabe lembrar que o negócio florestal é de longo prazo e regionalizado, dessa forma, é importante monitorar a evolução do mercado regional e analisar os cenários possíveis no médio e longo prazo. Levar em conta os movimentos dos concorrentes e dos consumidores e não esquecer que parte dos consumidores, é também produtor com força suficiente para alterar a configuração do mercado regional, em especial a indústria de celulose.
O ano de 2014 mostrou um cenário de crescimento para preços de madeira grossa de Pinus (diâmetro acima de 18cm – usada na produção de serrados e compensados) e um viés de baixa para madeira fina (classe de sortimento de 8-18cm – usada na produção de celulose e painéis reconstituídos), conforme sintetizado na Figura a seguir.

O principal fator que explica esse comportamento de alta para madeira grossa e queda para madeira fina é o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Ao longo dos últimos anos, os produtores florestais tem alterado o regime de manejo e reduzido o ciclo das florestas. Essa mudança resultou em uma maior produção de madeira fina (celulose/processo) e menor produção de madeira grossa (serraria/laminação). Por outro lado, mais recentemente, após enfrentar sérias dificuldades, o setor de madeira sólida vem reagindo, aumentando a demanda por madeira grossa. O casamento entre menor oferta e maior demanda resulta em uma pressão de alta nos preços. Esse cenário é mais evidente em algumas regiões dentro dos Estados, principalmente para toras com diâmetro acima de 35cm. Destaca-se que algumas regiões do Paraná, tendo em vista a forte expansão de projetos voltados a atender demandas de celulose/painéis reconstituídos deverão apresentar maiores déficits de madeira grossa no futuro próximo, pressionando ainda mais os preços.
No caso da madeira fina, ocorre o contrário. Apesar do aumento da demanda, ocasionada por expansões da base industrial, o aumento da oferta superou a capacidade do mercado, resultando em pressões para baixo nos preços. É importante destacar que, atualmente, se alguns (ou muitos) produtores de alguns polos florestais específicos fizerem a conta, ele estará pagando para vender a madeira fina, em especial a madeira de desbaste.
Algumas empresas que no passado recente tomaram a decisão de reduzir o ciclo, com o objetivo de melhorar o desempenho econômico do negócio, já estão repensando e prolongando o corte raso com o objetivo de produzir madeira de maior valor agregado.
Para 2015, apesar da economia nacional não ajudar, pois teremos provavelmente um crescimento tão pífio quanto o de 2014, o setor de madeira sólida deve continuar sua trajetória de recuperação via exportações (câmbio favorável e economia internacional, principalmente americana, com sinais de retomada do crescimento), aumentando ainda mais a pressão nos preços de madeira grossa. Para a madeira fina, não se espera uma recuperação consistente, podendo inclusive continuar a trajetória de queda.
Cabe lembrar que o negócio florestal é de longo prazo e regionalizado, dessa forma, é importante monitorar a evolução do mercado regional e analisar os cenários possíveis no médio e longo prazo. Levar em conta os movimentos dos concorrentes e dos consumidores e não esquecer que parte dos consumidores, é também produtor com força suficiente para alterar a configuração do mercado regional, em especial a indústria de celulose.
Fonte: Por: Ederson de Almeida / Celulose Online
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