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Notícias
06
jan
2015
(GERAL)
Estudos sobre espécies madeireiras do Sul do Amazonas estão sendo preparadas
O WWF-Brasil e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) vêm preparando, nos últimos meses, um levantamento inédito sobre espécies madeireiras do Sul do Amazonas.
Este inventário tem o objetivo de reunir informações sobre as espécies mais comuns da região; além de ajudar na identificação realizada pelos técnicos de órgãos como as prefeituras municipais daquela área, o próprio IPAAM e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Será publicado em formato de bolso e será distribuído a "mateiros", identificadores botânicos, empreendedores do setor florestal e técnicos e operadores que lidam com licenciamento ambiental e fiscalização - em cidades como Apuí, Lábrea e Humaitá. Com previsão de ser publicado neste primeiro semestre de 2015.
Segundo os responsáveis pelo trabalho, as espécies madeireiras que existem hoje no Sul do Amazonas são parecidas. Durante trabalhos de campo como fiscalizações e visitas para licenciamento ambiental, é comum a ocorrência de confusões e interpretações equivocadas sobre as características das espécies que são analisadas.
Até o momento, 23 espécies foram registradas, fotografadas e tiveram parte de seu local de ocorrência mapeado. A ideia é chegar a 60 espécies. Este material, posteriormente, será depositado no herbário do Instituto Federal de Educação Ciência, Tecnologia do Amazonas (Ifam), em Manaus (AM).
De acordo com o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Cortez, um dos maiores problemas existentes hoje no licenciamento ambiental do Amazonas é justamente a confusão que existe no momento da identificação das espécies florestais.
Segundo o especialista, é comum que os técnicos peguem autorizações e planos de manejo que descrevem determinado tipo de espécie; quando os fiscalizadores apreendem o material, no entanto, ele corresponde à outra espécie, configurando um crime ambiental.
Marcelo disse que a iniciativa busca também levantar a discussão sobre a lista de espécies do Documento de Origem Florestal (DOF) – que é “limitadíssima”, segundo ele. O DOF é o instrumento na qual são registradas todas as informações sobre a madeira, como espécie, origem, destino, volume e seus proprietários.
O analista contou que cerca de 70% a 80% das espécies que ocorrem no Sul do Amazonas não estão na lista do DOF. Por isso, quando precisam utilizar o documento, muitos operadores registram a madeira com se fosse de outra espécie, dando origem aos problemas de identificação, dificultando a fiscalização feita pelos órgãos competentes e, em última instância, contribuindo para o desmatamento das florestas da região.
Para a analista ambiental do IPAAM, Aline Britto, a objetivo final do trabalho é fortalecer a cadeia produtiva da madeira e inibir a ocorrência de crimes ambientais.
Em paralelo ao levantamento, o WWF-Brasil e o IPAAM também têm promovido, ao longo de 2014, cursos de identificação botânica junto às equipes de campo e ‘mateiros’ de empresas que atuam na exploração florestal – principalmente serrarias de médio e grande porte. Esta capacitação já foi realizada em Apuí, no distrito de Santo Antônio do Matupi, na cidade de Manicoré, e em Humaitá.
Este inventário tem o objetivo de reunir informações sobre as espécies mais comuns da região; além de ajudar na identificação realizada pelos técnicos de órgãos como as prefeituras municipais daquela área, o próprio IPAAM e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Será publicado em formato de bolso e será distribuído a "mateiros", identificadores botânicos, empreendedores do setor florestal e técnicos e operadores que lidam com licenciamento ambiental e fiscalização - em cidades como Apuí, Lábrea e Humaitá. Com previsão de ser publicado neste primeiro semestre de 2015.
Segundo os responsáveis pelo trabalho, as espécies madeireiras que existem hoje no Sul do Amazonas são parecidas. Durante trabalhos de campo como fiscalizações e visitas para licenciamento ambiental, é comum a ocorrência de confusões e interpretações equivocadas sobre as características das espécies que são analisadas.
Até o momento, 23 espécies foram registradas, fotografadas e tiveram parte de seu local de ocorrência mapeado. A ideia é chegar a 60 espécies. Este material, posteriormente, será depositado no herbário do Instituto Federal de Educação Ciência, Tecnologia do Amazonas (Ifam), em Manaus (AM).
De acordo com o analista de conservação do WWF-Brasil, Marcelo Cortez, um dos maiores problemas existentes hoje no licenciamento ambiental do Amazonas é justamente a confusão que existe no momento da identificação das espécies florestais.
Segundo o especialista, é comum que os técnicos peguem autorizações e planos de manejo que descrevem determinado tipo de espécie; quando os fiscalizadores apreendem o material, no entanto, ele corresponde à outra espécie, configurando um crime ambiental.
Marcelo disse que a iniciativa busca também levantar a discussão sobre a lista de espécies do Documento de Origem Florestal (DOF) – que é “limitadíssima”, segundo ele. O DOF é o instrumento na qual são registradas todas as informações sobre a madeira, como espécie, origem, destino, volume e seus proprietários.
O analista contou que cerca de 70% a 80% das espécies que ocorrem no Sul do Amazonas não estão na lista do DOF. Por isso, quando precisam utilizar o documento, muitos operadores registram a madeira com se fosse de outra espécie, dando origem aos problemas de identificação, dificultando a fiscalização feita pelos órgãos competentes e, em última instância, contribuindo para o desmatamento das florestas da região.
Para a analista ambiental do IPAAM, Aline Britto, a objetivo final do trabalho é fortalecer a cadeia produtiva da madeira e inibir a ocorrência de crimes ambientais.
Em paralelo ao levantamento, o WWF-Brasil e o IPAAM também têm promovido, ao longo de 2014, cursos de identificação botânica junto às equipes de campo e ‘mateiros’ de empresas que atuam na exploração florestal – principalmente serrarias de médio e grande porte. Esta capacitação já foi realizada em Apuí, no distrito de Santo Antônio do Matupi, na cidade de Manicoré, e em Humaitá.
Fonte: WWF-Brasil
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