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Notícias
23
dez
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
Produtores rurais veem eucalipto como melhor alternativa de negócio
Eles enxergam os novos negócios com um processo de seleção natural, levando-se em conta as expansões anunciadas pela Eldorado Brasil e Fibria
Negando que grande quantidade de florestas na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, ocasionou a diminuição da criação de gado propondo uma mudança cultural econômica negativa, há quem diga que as plantações de eucalipto foram um fenômeno benéfico para pecuaristas e proprietários de grandes áreas.
“A mudança da cultura econômica sim, mas não de forma negativa, pois anteriormente o propulsor da região era somente a produção de gado expansivo. Não havia outra possibilidade de manejo, senão esta cultura. Então quem possuía uma grande quantidade de área a utilizava para o gado de corte, mas agora é possível plantar eucalipto com retorno certo, seja para a celulose, seja para o setor moveleiro”, diz o pecuarista, administrador e presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, Marco Garcia.
Atualmente, a migração de cultura é vista como uma seleção natural. Quem não havia optado por investir em tecnologias de manejo, como criação de gado em sistema rotativo, cuidados com pastagem, ração - entre outros mecanismos - viu na plantação de eucalipto, por meio de arrendamento ou parceria, uma forma de capitação de renda rápida, segura e sem trabalho.
“Foi uma seleção natural, uma questão de aptidão na pecuária. Para alguns, o gado não apresentava tanta rentabilidade, quanto o que foi apresentado pelas empresas de celulose que buscavam propriedades próximas a fábrica para maior desempenho logístico e lucratividade. Além da segurança dos contratos de 15 anos (duas colheitas), recebendo valores maiores do que receberiam na criação de gado, reajustados ano a ano, conforme a alíquota atual e prazos estabelecidos em contrato”, explicou o presidente.
Arrendamento ou parceria
As formas de atuação são parceria ou arrendamento com empresas como Eldorado Brasil, do grupo JBS; e Fibria, do grupo Votorantim.
Na parceria, o proprietário pode obter mais lucratividade, entretanto, maior risco. Neste sistema o pagamento é feito de acordo com o crescimento da floresta. “As empresas já possuem os cálculos de quanto cada floresta deve crescer, a margem de erro é muito pequena, então, normalmente os repasses são feitos coerentes com o previsto, mas há sim possibilidades de risco, como situações climáticas ou até queimadas. Maior risco, no entanto, maior possibilidade de grande lucratividade”, diz Garcia.
Outra é o arrendamento. Neste caso, os pagamentos podem ser acordados mensalmente, de seis em seis meses ou anuais. O contrato é o que define. Neste caso o proprietário não tem risco, nem trabalho, consegue rentabilidade pré-estabelecida e acordada proporcionalmente ao tamanho da área e localização. Todos os contratos são de 15 anos.
Negando que grande quantidade de florestas na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, ocasionou a diminuição da criação de gado propondo uma mudança cultural econômica negativa, há quem diga que as plantações de eucalipto foram um fenômeno benéfico para pecuaristas e proprietários de grandes áreas.
“A mudança da cultura econômica sim, mas não de forma negativa, pois anteriormente o propulsor da região era somente a produção de gado expansivo. Não havia outra possibilidade de manejo, senão esta cultura. Então quem possuía uma grande quantidade de área a utilizava para o gado de corte, mas agora é possível plantar eucalipto com retorno certo, seja para a celulose, seja para o setor moveleiro”, diz o pecuarista, administrador e presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, Marco Garcia.
Atualmente, a migração de cultura é vista como uma seleção natural. Quem não havia optado por investir em tecnologias de manejo, como criação de gado em sistema rotativo, cuidados com pastagem, ração - entre outros mecanismos - viu na plantação de eucalipto, por meio de arrendamento ou parceria, uma forma de capitação de renda rápida, segura e sem trabalho.
“Foi uma seleção natural, uma questão de aptidão na pecuária. Para alguns, o gado não apresentava tanta rentabilidade, quanto o que foi apresentado pelas empresas de celulose que buscavam propriedades próximas a fábrica para maior desempenho logístico e lucratividade. Além da segurança dos contratos de 15 anos (duas colheitas), recebendo valores maiores do que receberiam na criação de gado, reajustados ano a ano, conforme a alíquota atual e prazos estabelecidos em contrato”, explicou o presidente.
Arrendamento ou parceria
As formas de atuação são parceria ou arrendamento com empresas como Eldorado Brasil, do grupo JBS; e Fibria, do grupo Votorantim.
Na parceria, o proprietário pode obter mais lucratividade, entretanto, maior risco. Neste sistema o pagamento é feito de acordo com o crescimento da floresta. “As empresas já possuem os cálculos de quanto cada floresta deve crescer, a margem de erro é muito pequena, então, normalmente os repasses são feitos coerentes com o previsto, mas há sim possibilidades de risco, como situações climáticas ou até queimadas. Maior risco, no entanto, maior possibilidade de grande lucratividade”, diz Garcia.
Outra é o arrendamento. Neste caso, os pagamentos podem ser acordados mensalmente, de seis em seis meses ou anuais. O contrato é o que define. Neste caso o proprietário não tem risco, nem trabalho, consegue rentabilidade pré-estabelecida e acordada proporcionalmente ao tamanho da área e localização. Todos os contratos são de 15 anos.
Fonte: Painel Florestal
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