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Notícias
08
dez
2014
(MEIO AMBIENTE)
Drones são a nova aposta para salvar recursos naturais de Peru e Panamá
Com o objetivo de conservar os recursos naturais de seus territórios ancestrais, os povos indígenas do Peru e do Panamá se preparam para utilizar drones que mostrem a contaminação e o desmatamento de suas florestas.
As primeiras imagens destas câmeras foram exibidas nesta semana na 20ª Cúpula das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP20) e mostraram derramamento de petróleo em Pacaya Samiria, a maior reserva natural do Peru, com dois milhões de hectares.
Segundo relataram à Agência Efe os responsáveis do projeto, os voos de teste registraram um vazamento de petróleo no oleoduto Yanayacu-Saramuro, de uma exploração do Lote 8, concedido à empresa argentina Pluspetrol Norte, que terminava no rio Maranhão que, em seu encontro com o Ucayali, forma o Amazonas.
As imagens foram captadas em agosto durante a primeira oficina de manejo de drones para atentos indígenas que foi organizada pela Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), na comunidade nativa de Kukama-Kukamiria.
“Nunca pudemos comprovar, mas, com os drones, demonstramos que as áreas naturais não estão tão protegidas como afirmam e suas fotos servem para qualquer tipo de justiça ambiental, já que mostram os descumprimentos e violações das normas”, disse à Agência Efe a especialista florestal da Aidesep, Wendy Pineda.
Na atividade, desenvolvida com o apoio da Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas, também participaram representantes do povo Emberá do Panamá, que repetirão a experiência em janeiro dentro de seu território.
No Panamá, espera-se que os drones contribuam para determinar qual é a área de floresta de cada comunidade e fazer cálculos sobre seu respectivo potencial na captura de carbono, um dos pilares da negociação da COP20 em Lima para o novo acordo mundial que será assinado em 2015.
Por sua vez, a Federação Nativa do Rio Madre de Dios (Fenamad), está interessada em utilizar os drones para colher evidências de povos indígenas em isolamento voluntário, “porque é a maneira mais indicada para poder intervir” para que ninguém ingresse em seus territórios, afirmou Pineda.
Os drones custam cerca de US$ 12 mil, têm um raio de ação de 16 quilômetros desde o controle remoto e são capazes de voar a uma velocidade de 60 km/h, com um equipamento composto por uma câmera de ação GoPro e outra câmera fotográfica.
“Qualquer vigilante das comunidades pode caminhar um máximo de seis quilômetros por dia na selva”, e quando chega a exploração, “não pode passar porque as instalações estão resguardadas por policiais, mas o drone cobre muito mais espaço em poucas horas e capta imagens muito reveladoras”, assegurou Pineda.
Agora o objetivo da Aidesep é apoiar os nativos do Peru para que fabriquem seus próprios drones e que pelo menos haja um em cada uma de seus 65 federações regionais.
“Assim como os povos indígenas adotaram tecnologias como o GPS para localizar seu território, agora os drones servirão para melhorar a vigilância de seus espaços”, acrescentou Pineda.
Por sua vez, a advogada Sara Omi, assessora legal da comarca Emberá e da Coordenadoria Nacional dos Povos Indígenas do Panamá (Coonapip), assegurou à Agência Efe que a aplicação dos drones no Panamá servirá para conservar os territórios indígenas da poda de madeira, da mineração, e “sobretudo, do desmatamento”.
“É uma ferramenta para obter informação de maneira rápida e tangível, que ajudará muito a demonstrar os níveis de desmatamento, causado pela invasão de terrenos por parte de camponeses nos territórios nativos, que abrangem 34% da superfície do país”, concluiu Omi.
As primeiras imagens destas câmeras foram exibidas nesta semana na 20ª Cúpula das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP20) e mostraram derramamento de petróleo em Pacaya Samiria, a maior reserva natural do Peru, com dois milhões de hectares.
Segundo relataram à Agência Efe os responsáveis do projeto, os voos de teste registraram um vazamento de petróleo no oleoduto Yanayacu-Saramuro, de uma exploração do Lote 8, concedido à empresa argentina Pluspetrol Norte, que terminava no rio Maranhão que, em seu encontro com o Ucayali, forma o Amazonas.
As imagens foram captadas em agosto durante a primeira oficina de manejo de drones para atentos indígenas que foi organizada pela Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep), na comunidade nativa de Kukama-Kukamiria.
“Nunca pudemos comprovar, mas, com os drones, demonstramos que as áreas naturais não estão tão protegidas como afirmam e suas fotos servem para qualquer tipo de justiça ambiental, já que mostram os descumprimentos e violações das normas”, disse à Agência Efe a especialista florestal da Aidesep, Wendy Pineda.
Na atividade, desenvolvida com o apoio da Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas, também participaram representantes do povo Emberá do Panamá, que repetirão a experiência em janeiro dentro de seu território.
No Panamá, espera-se que os drones contribuam para determinar qual é a área de floresta de cada comunidade e fazer cálculos sobre seu respectivo potencial na captura de carbono, um dos pilares da negociação da COP20 em Lima para o novo acordo mundial que será assinado em 2015.
Por sua vez, a Federação Nativa do Rio Madre de Dios (Fenamad), está interessada em utilizar os drones para colher evidências de povos indígenas em isolamento voluntário, “porque é a maneira mais indicada para poder intervir” para que ninguém ingresse em seus territórios, afirmou Pineda.
Os drones custam cerca de US$ 12 mil, têm um raio de ação de 16 quilômetros desde o controle remoto e são capazes de voar a uma velocidade de 60 km/h, com um equipamento composto por uma câmera de ação GoPro e outra câmera fotográfica.
“Qualquer vigilante das comunidades pode caminhar um máximo de seis quilômetros por dia na selva”, e quando chega a exploração, “não pode passar porque as instalações estão resguardadas por policiais, mas o drone cobre muito mais espaço em poucas horas e capta imagens muito reveladoras”, assegurou Pineda.
Agora o objetivo da Aidesep é apoiar os nativos do Peru para que fabriquem seus próprios drones e que pelo menos haja um em cada uma de seus 65 federações regionais.
“Assim como os povos indígenas adotaram tecnologias como o GPS para localizar seu território, agora os drones servirão para melhorar a vigilância de seus espaços”, acrescentou Pineda.
Por sua vez, a advogada Sara Omi, assessora legal da comarca Emberá e da Coordenadoria Nacional dos Povos Indígenas do Panamá (Coonapip), assegurou à Agência Efe que a aplicação dos drones no Panamá servirá para conservar os territórios indígenas da poda de madeira, da mineração, e “sobretudo, do desmatamento”.
“É uma ferramenta para obter informação de maneira rápida e tangível, que ajudará muito a demonstrar os níveis de desmatamento, causado pela invasão de terrenos por parte de camponeses nos territórios nativos, que abrangem 34% da superfície do país”, concluiu Omi.
Fonte: Terra
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