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Notícias
02
dez
2014
(GERAL)
ABIMCI estreita relação com o governo e apresenta demandas do setor industrial madeireiro
Depois de terem sido recebidos pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) tiveram um novo encontro com o governo esta semana
Desta vez, a audiência foi com a diretoria do Departamento de Competitividade no Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nos dois encontros, além de protocolar a defesa da inclusão da madeira serrada no programa Reintegra, a Associação apresentou demandas específicas que podem beneficiar o avanço da indústria de madeira no Brasil.
Os documentos entregues às autoridades apresentam os dados de produção e exportação desse segmento e também os impactos positivos da desoneração para manter a competitividade das indústrias.
De acordo com o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, os encontros acontecem em um momento significativo, após o período eleitoral e com o compromisso da presidente eleita em estabelecer o diálogo com o setor produtivo. “A defesa dos interesses do setor faz parte das ações cotidianas da Associação, mas termos a oportunidade de estreitar esse relacionamento nesta conjuntura política é uma grande conquista, pois poderemos ter bons resultados a partir dessas conversas, já que são demandas pontuais, que certamente contribuirão para a melhoria da competitividade da indústria de madeira nacional”, avalia Pupo.
Além da questão do Reintegra para a madeira serrada, a Abimci protocolou o pedido de inclusão de alguns produtos, que exigem mão de obra intensiva, no plano Brasil Maior para a desoneração da folha de pagamento. “Essa é uma das demandas mais importantes que temos. A Medida Provisória deixou de fora o setor madeireiro, por isso, temos feito várias ações junto ao governo para reverter essa situação”, explica o superintendente.
A entidade defende ainda uma ação do governo brasileiro para a redesignação de produtos madeireiros brasileiros dentro do SGP (Sistema Geral de Preferências) junto ao governo americano, para a eliminação da taxa de importação, que no caso do compensado de pinus é de 8%, o que inviabiliza muitos dos contratos para aquele mercado.
Outro ponto sugerido pelo setor é a necessidade do avanço do sistema construtivo de casas em madeira (wood frame) no Brasil, estimulando o consumo interno de produtos de madeira, além de incentivos fiscais para o aumento da área de florestas plantadas.
Na avaliação da Abimci, os encontros foram produtivos, já que os dois Ministérios sinalizaram a possibilidade de atender algumas das demandas apresentadas. “Iremos acompanhar de perto as medidas anunciadas pelo governo federal e cobrar para que nosso setor tenha novas oportunidade de voltar a competir internacionalmente e ganhar espaço no mercado interno”, conclui.
Representatividade econômica
Os números divulgados no último Estudo Setorial da Abimci e do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal revelam a importância do setor para economia brasileira. Em 2012, por exemplo, a indústria de base florestal foi responsável por 35,4% do superávit total do país, chegando a US$ 6,9 bilhões. Desse valor, a indústria de madeira processada mecanicamente respondeu por 8,1%.
O levantamento revelou ainda que a indústria de base florestal somou 58,2 mil empresas ativas em 2012. Desse total, a indústria de madeira processada mecanicamente é responsável por 42%, ou seja, 24,4 mil empresas ativas no referido período. Além disso, o setor foi um dos poucos que mostrou crescimento no número de empregos diretos, quando comparado com o último período. Passou de 706 mil para os atuais 735 mil.
Desta vez, a audiência foi com a diretoria do Departamento de Competitividade no Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nos dois encontros, além de protocolar a defesa da inclusão da madeira serrada no programa Reintegra, a Associação apresentou demandas específicas que podem beneficiar o avanço da indústria de madeira no Brasil.
Os documentos entregues às autoridades apresentam os dados de produção e exportação desse segmento e também os impactos positivos da desoneração para manter a competitividade das indústrias.
De acordo com o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, os encontros acontecem em um momento significativo, após o período eleitoral e com o compromisso da presidente eleita em estabelecer o diálogo com o setor produtivo. “A defesa dos interesses do setor faz parte das ações cotidianas da Associação, mas termos a oportunidade de estreitar esse relacionamento nesta conjuntura política é uma grande conquista, pois poderemos ter bons resultados a partir dessas conversas, já que são demandas pontuais, que certamente contribuirão para a melhoria da competitividade da indústria de madeira nacional”, avalia Pupo.
Além da questão do Reintegra para a madeira serrada, a Abimci protocolou o pedido de inclusão de alguns produtos, que exigem mão de obra intensiva, no plano Brasil Maior para a desoneração da folha de pagamento. “Essa é uma das demandas mais importantes que temos. A Medida Provisória deixou de fora o setor madeireiro, por isso, temos feito várias ações junto ao governo para reverter essa situação”, explica o superintendente.
A entidade defende ainda uma ação do governo brasileiro para a redesignação de produtos madeireiros brasileiros dentro do SGP (Sistema Geral de Preferências) junto ao governo americano, para a eliminação da taxa de importação, que no caso do compensado de pinus é de 8%, o que inviabiliza muitos dos contratos para aquele mercado.
Outro ponto sugerido pelo setor é a necessidade do avanço do sistema construtivo de casas em madeira (wood frame) no Brasil, estimulando o consumo interno de produtos de madeira, além de incentivos fiscais para o aumento da área de florestas plantadas.
Na avaliação da Abimci, os encontros foram produtivos, já que os dois Ministérios sinalizaram a possibilidade de atender algumas das demandas apresentadas. “Iremos acompanhar de perto as medidas anunciadas pelo governo federal e cobrar para que nosso setor tenha novas oportunidade de voltar a competir internacionalmente e ganhar espaço no mercado interno”, conclui.
Representatividade econômica
Os números divulgados no último Estudo Setorial da Abimci e do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal revelam a importância do setor para economia brasileira. Em 2012, por exemplo, a indústria de base florestal foi responsável por 35,4% do superávit total do país, chegando a US$ 6,9 bilhões. Desse valor, a indústria de madeira processada mecanicamente respondeu por 8,1%.
O levantamento revelou ainda que a indústria de base florestal somou 58,2 mil empresas ativas em 2012. Desse total, a indústria de madeira processada mecanicamente é responsável por 42%, ou seja, 24,4 mil empresas ativas no referido período. Além disso, o setor foi um dos poucos que mostrou crescimento no número de empregos diretos, quando comparado com o último período. Passou de 706 mil para os atuais 735 mil.
Fonte: ABIMCI
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