Voltar
Notícias
05
nov
2014
(BIOENERGIA)
Kimberly-Clark, Klabin e Natura aderem ao uso da biomassa
A biomassa promete ser a grande aposta das empresas para o futuro. Prova disto é a Kimberly-Clark que em 2015 iniciará a operação em uma das cinco fábricas de uma caldeira movida por este combustível sustentável.
O equipamento que gera vapor – energia essencial à operação de várias indústrias – será instalado na unidade de Mogi das Cruzes (SP), e funcionará à base de uma mistura de matéria orgânica composta, entre outras coisas, de fibras de celulose que sobrarão do processo de fabricação do papel higiênico Neve.
Esta será a segunda aposta da companhia na geração de vapor com fontes renováveis. Em 2008, a Kimberly-Clark trocou a caldeira que até então utilizava na fábrica de Correia Pinto (SC) movida a óleo diesel por uma a biomassa.
E foram os bons resultados dessa mudança que fizeram com que a liderança da empresa decidisse que, na instalação de uma nova caldeira, a fonte renovável seria a primeira opção a ser cogitada. “A troca não só reduziu nossas emissões de gases causadores do efeito estufa como foi uma boa solução para nossos resíduos”, comenta a gerente de sustentabilidade da Kimberly-Clark para a América Latina, Janaína Rodrigues.
A empresa não é a única a adotar as caldeiras movidas à energia verde. A fabricante de papel e celulose Klabin, a fabricante de cosméticos Natura e a de bebidas Ambev, entre outras, vêm usando a biomassa em suas caldeiras, em vez de fontes fósseis, como o diesel, o óleo pesado, chamado de BPF, e o gás natural.
No caso da Kimberly-Clark, a adoção da biomassa diminuiu as emissões de gases do efeito estufa em 22% na fábrica de Santa Catarina. Isso fez com que a meta corporativa de 5% de redução de CO2 fosse atingida em 2013, dois anos antes do previsto.
Gera economia
Além dos ganhos ambientais, a substituição alivia o bolso das empresas. Estima-se que a economia gerada com uma caldeira a biomassa chegue a 20%. Para a Kimberly-Clark, a troca representou uma economia de dois milhões de reais por ano na operação da fábrica.
No caso da Ambev, apenas em 2013, 24 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas graças às 28 caldeiras movidas a casca de coco de babaçu e de arroz e a cavacos de madeira que estão distribuídas em dez das 33 fábricas da empresa no Brasil. Se fosse compensar esse volume de emissões, a fabricante de bebidas precisaria plantar 147 mil árvores por ano.
Responsabilidade contratada
Diferentemente da Ambev, que administra 26 de suas 28 caldeiras verdes, muitas indústrias têm optado por entregar a gestão desses equipamentos a empresas médias especializadas no assunto. “A qualidade da biomassa varia com o clima e, se ela estiver úmida, por exemplo, a eficiência da geração de vapor é afetada”, diz o superintendente da Bioenergy, Fortunato Santoro.
A complexidade da gestão das caldeiras a biomassa não é o único fator que as empresas levam em conta na hora de adotá-las. Há outro ponto crucial: a oferta da biomassa nas imediações da fábrica. Dependendo da distância, os gastos com transporte podem jogar por terra a economia obtida com o abandono dos combustíveis fósseis.
Apesar do interesse crescente das empresas pelas caldeiras verdes, a verdade é que esse mercado ainda é pouco conhecido. O primeiro é que a maioria desses equipamentos ainda opera à base de combustíveis fósseis. O segundo é que, por isso, esse mercado deverá crescer muito nos próximos anos à medida que os benefícios conquistados pelas empresas que fazem a troca se espalharem. Mas que ninguém espere que essa expansão ocorra num ritmo avassalador.
E isso pelo simples motivo de que ele dependerá, pelo menos por enquanto, do voluntarismo das companhias. “Ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, não temos aqui uma legislação que incentive as companhias a adotar fontes renováveis”, lamenta o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e de Energia Renovável, Celso Oliveira.
O equipamento que gera vapor – energia essencial à operação de várias indústrias – será instalado na unidade de Mogi das Cruzes (SP), e funcionará à base de uma mistura de matéria orgânica composta, entre outras coisas, de fibras de celulose que sobrarão do processo de fabricação do papel higiênico Neve.
Esta será a segunda aposta da companhia na geração de vapor com fontes renováveis. Em 2008, a Kimberly-Clark trocou a caldeira que até então utilizava na fábrica de Correia Pinto (SC) movida a óleo diesel por uma a biomassa.
E foram os bons resultados dessa mudança que fizeram com que a liderança da empresa decidisse que, na instalação de uma nova caldeira, a fonte renovável seria a primeira opção a ser cogitada. “A troca não só reduziu nossas emissões de gases causadores do efeito estufa como foi uma boa solução para nossos resíduos”, comenta a gerente de sustentabilidade da Kimberly-Clark para a América Latina, Janaína Rodrigues.
A empresa não é a única a adotar as caldeiras movidas à energia verde. A fabricante de papel e celulose Klabin, a fabricante de cosméticos Natura e a de bebidas Ambev, entre outras, vêm usando a biomassa em suas caldeiras, em vez de fontes fósseis, como o diesel, o óleo pesado, chamado de BPF, e o gás natural.
No caso da Kimberly-Clark, a adoção da biomassa diminuiu as emissões de gases do efeito estufa em 22% na fábrica de Santa Catarina. Isso fez com que a meta corporativa de 5% de redução de CO2 fosse atingida em 2013, dois anos antes do previsto.
Gera economia
Além dos ganhos ambientais, a substituição alivia o bolso das empresas. Estima-se que a economia gerada com uma caldeira a biomassa chegue a 20%. Para a Kimberly-Clark, a troca representou uma economia de dois milhões de reais por ano na operação da fábrica.
No caso da Ambev, apenas em 2013, 24 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas graças às 28 caldeiras movidas a casca de coco de babaçu e de arroz e a cavacos de madeira que estão distribuídas em dez das 33 fábricas da empresa no Brasil. Se fosse compensar esse volume de emissões, a fabricante de bebidas precisaria plantar 147 mil árvores por ano.
Responsabilidade contratada
Diferentemente da Ambev, que administra 26 de suas 28 caldeiras verdes, muitas indústrias têm optado por entregar a gestão desses equipamentos a empresas médias especializadas no assunto. “A qualidade da biomassa varia com o clima e, se ela estiver úmida, por exemplo, a eficiência da geração de vapor é afetada”, diz o superintendente da Bioenergy, Fortunato Santoro.
A complexidade da gestão das caldeiras a biomassa não é o único fator que as empresas levam em conta na hora de adotá-las. Há outro ponto crucial: a oferta da biomassa nas imediações da fábrica. Dependendo da distância, os gastos com transporte podem jogar por terra a economia obtida com o abandono dos combustíveis fósseis.
Apesar do interesse crescente das empresas pelas caldeiras verdes, a verdade é que esse mercado ainda é pouco conhecido. O primeiro é que a maioria desses equipamentos ainda opera à base de combustíveis fósseis. O segundo é que, por isso, esse mercado deverá crescer muito nos próximos anos à medida que os benefícios conquistados pelas empresas que fazem a troca se espalharem. Mas que ninguém espere que essa expansão ocorra num ritmo avassalador.
E isso pelo simples motivo de que ele dependerá, pelo menos por enquanto, do voluntarismo das companhias. “Ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, não temos aqui uma legislação que incentive as companhias a adotar fontes renováveis”, lamenta o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e de Energia Renovável, Celso Oliveira.
Fonte: Exame.com / Adaptado por CeluloseOnline
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















