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Notícias
03
nov
2014
(SILVICULTURA)
Manejo sustentável das florestas e do solo deve ser prioridade para segurança climática
O uso sustentável do solo, das florestas e o crescimento do mercado para os biocombustíveis foram alguns dos temas abordados pelo especialista em recursos florestais, mudanças climáticas e economia global, professor da Universidade americana de Virgínia, Janaki R.R Alavalapati. Ele esteve em Curitiba, nesta terça-feira (28), para o lançamento do Portal do Cadastro Ambiental Rural e do Livro "Direito Agrário Brasileiro De acordo com o Novo Código Florestal".
As iniciativas são do setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio do consulado geral dos Estados Unidos no Brasil.
Alavalapati é conselheiro do Governo dos EUA para Mudanças Climáticas e integra o Programa Energia e Clima, desenvolvido desde 2009. “O uso do solo, bem como a sustentabilidade no manejo das florestas nativas e plantadas é um dos sete pilares para a busca da segurança climática no mundo. O presidente Obama está comprometido com a segurança do clima e dos recursos naturais”, disse Alavalapati no início da sua apresentação. Ele reforçou a ideia de que os países devem concentrar esforços na busca de novas fontes de energia e no manejo florestal.
“Temos que manejar as florestas pelos seus usos múltiplos: pela água, pela vida selvagem, pela recreação e também para madeira. Para isso, são necessários estudos e pesquisas para ampliar a produção sem agredir o meio ambiente, o que é possível”, disse. “Temos que lembrar que, em um futuro muito breve, a população global será de 9 bilhões de pessoas que demandarão de mais água, mais energia e de mais florestas”, enfatizou.
Pagar para quem preserva – Outro tema de destaque foi o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – medida que prevê a compensação financeira de produtores rurais que mantém conservadas fontes de água, biodiversidade e remanescentes florestais. O PSA é uma ferramenta para conservação que está começando a ser utilizada em diversos estados do Brasil, entre eles, no Paraná.
“Em Nova Iorque estavam sendo gastos U$7 bilhões para despoluir a água fornecida à população. Mas, a partir do momento que passamos a compensar os proprietários do entorno das áreas de captação pela sua proteção, o custo para despoluição caiu para U$50 milhões”, demonstrou Alavalapati.
O professor americano também abordou temas como o mercado para o sequestro de carbono, a produção de bioenergia no mundo e o mercado em expansão para combustíveis limpos.
Participaram do evento estudantes universitários, técnicos e especialistas do setor agrícola e ambiental, bem como entidades ligadas ao setor produtivo.
PORTAL PARA AGRICULTORES - Já está no ar uma nova ferramenta para auxiliar os produtores rurais de todo o Brasil. Através do endereço www.portaldocar.com.br, professores e especialistas da área ambiental, jurídica e agronômica da UFPR irão orientar e tirar dúvidas – em tempo real – sobre o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Instituído pelo Novo Código Florestal o CAR é um registro público eletrônico e obrigatório a todos os proprietários de imóveis rurais em solo brasileiro e que deverá constar todas as informações ambientais da propriedade. A obrigação de declarar o CAR é do proprietário e o prazo encerra em maio de 2015. Apenas 10% das 532 mil propriedades rurais do Paraná já estão registradas CAR. O Paraná é o segundo Estado brasileiro em número de propriedades rurais, sendo que 93% das áreas são de pequenos produtores.
“O Portal do CAR é uma ferramenta de atendimento permanente e online e servirá para tirar dúvidas que surgirem no processo de cadastramento”, explica o pós-doutor, engenheiro florestal e bacharel em direito, Paulo de Tarso Lara Pires.
Basta abrir a página “Tire suas Dúvidas” e preencher o formulário. Rapidamente o internauta receberá no seu e-mail a resposta para a sua dúvida. Todas as dúvidas recebidas serão publicadas (sem mencionar o autor), criando um banco de dados e informações sobre o tema.
LIVRO – O livro “Direito Agrário Brasileiro De acordo com o Novo Código Florestal” é uma publicação que trata de maneira inédita o novo direito agrário brasileiro e foi revisado com base na recente reforma da legislação florestal. Os autores são: o professor, Paulo de Tarso Lara Pires; o procurador de Justiça e professor de direito agrário Ambiental, Edson Luiz Peters e o advogado com atuação na área ambiental, Alessandro Panasolo.
As iniciativas são do setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio do consulado geral dos Estados Unidos no Brasil.
Alavalapati é conselheiro do Governo dos EUA para Mudanças Climáticas e integra o Programa Energia e Clima, desenvolvido desde 2009. “O uso do solo, bem como a sustentabilidade no manejo das florestas nativas e plantadas é um dos sete pilares para a busca da segurança climática no mundo. O presidente Obama está comprometido com a segurança do clima e dos recursos naturais”, disse Alavalapati no início da sua apresentação. Ele reforçou a ideia de que os países devem concentrar esforços na busca de novas fontes de energia e no manejo florestal.
“Temos que manejar as florestas pelos seus usos múltiplos: pela água, pela vida selvagem, pela recreação e também para madeira. Para isso, são necessários estudos e pesquisas para ampliar a produção sem agredir o meio ambiente, o que é possível”, disse. “Temos que lembrar que, em um futuro muito breve, a população global será de 9 bilhões de pessoas que demandarão de mais água, mais energia e de mais florestas”, enfatizou.
Pagar para quem preserva – Outro tema de destaque foi o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – medida que prevê a compensação financeira de produtores rurais que mantém conservadas fontes de água, biodiversidade e remanescentes florestais. O PSA é uma ferramenta para conservação que está começando a ser utilizada em diversos estados do Brasil, entre eles, no Paraná.
“Em Nova Iorque estavam sendo gastos U$7 bilhões para despoluir a água fornecida à população. Mas, a partir do momento que passamos a compensar os proprietários do entorno das áreas de captação pela sua proteção, o custo para despoluição caiu para U$50 milhões”, demonstrou Alavalapati.
O professor americano também abordou temas como o mercado para o sequestro de carbono, a produção de bioenergia no mundo e o mercado em expansão para combustíveis limpos.
Participaram do evento estudantes universitários, técnicos e especialistas do setor agrícola e ambiental, bem como entidades ligadas ao setor produtivo.
PORTAL PARA AGRICULTORES - Já está no ar uma nova ferramenta para auxiliar os produtores rurais de todo o Brasil. Através do endereço www.portaldocar.com.br, professores e especialistas da área ambiental, jurídica e agronômica da UFPR irão orientar e tirar dúvidas – em tempo real – sobre o preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Instituído pelo Novo Código Florestal o CAR é um registro público eletrônico e obrigatório a todos os proprietários de imóveis rurais em solo brasileiro e que deverá constar todas as informações ambientais da propriedade. A obrigação de declarar o CAR é do proprietário e o prazo encerra em maio de 2015. Apenas 10% das 532 mil propriedades rurais do Paraná já estão registradas CAR. O Paraná é o segundo Estado brasileiro em número de propriedades rurais, sendo que 93% das áreas são de pequenos produtores.
“O Portal do CAR é uma ferramenta de atendimento permanente e online e servirá para tirar dúvidas que surgirem no processo de cadastramento”, explica o pós-doutor, engenheiro florestal e bacharel em direito, Paulo de Tarso Lara Pires.
Basta abrir a página “Tire suas Dúvidas” e preencher o formulário. Rapidamente o internauta receberá no seu e-mail a resposta para a sua dúvida. Todas as dúvidas recebidas serão publicadas (sem mencionar o autor), criando um banco de dados e informações sobre o tema.
LIVRO – O livro “Direito Agrário Brasileiro De acordo com o Novo Código Florestal” é uma publicação que trata de maneira inédita o novo direito agrário brasileiro e foi revisado com base na recente reforma da legislação florestal. Os autores são: o professor, Paulo de Tarso Lara Pires; o procurador de Justiça e professor de direito agrário Ambiental, Edson Luiz Peters e o advogado com atuação na área ambiental, Alessandro Panasolo.
Fonte: paranashop
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