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Notícias
30
out
2014
(SETOR FLORESTAL)
A beleza e o drama das incríveis florestas invisíveis do Brasil
Elas têm árvores frondosas, com amplas copas e densa cobertura de folhas. Guardam uma das maiores diversidades de espécie do planeta. Têm espécies preciosas. Várias endêmicas, que só ocorrem ali. Servem de abrigo para uma teia de vida, com todo tipo de animal, inclusive vários ameaçados, como onças, papagaios, tatus. Guardam mananciais valiosos. Algumas estão em cima de solos pontilhados por cristais. Outras cobrem áreas de relevo magnífico, com cachoeiras e escarpas inesquecíveis. Mesmo assim, essas florestas são invisíveis. Permanecem ocultas apesar de sua presença em 13 estados brasileiros. A maior parte das pessoas olha para as florestas invisíveis e só enxerga uma vegetação rala de gramíneas. Como essas florestas conseguem a proeza? É um mistério. A invisibilidade é também sua tragédia. São as florestas do cerrado.
A foto ao lado é uma oportunidade de observar uma dessas florestas. É uma cena do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. As florestas do cerrado estão sendo devastadas em ritmo acelerado. Um levantamento divulgado pelo Blog do Planeta recentemente mostrou que o desmatamento no cerrado é maior do que na floresta amazônica. Enquanto a floresta amazônica conta com grandes áreas de conservação, vigilância por satélite diária e monitoramento nacional e internacional, as florestas do cerrado desaparecem sem tanto alarde. Tentativas de criar unidades de conservação no cerrado esbarram no argumento que essas áreas vão impedir a agricultura e barrar o progresso.
O drama das florestas do cerrado lembra o das florestas com araucárias. É um tipo de mata atlântica com pinheiros que outrora cobria boa parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Era nosso equivalente às florestas temperadas do Hemisfério Norte. Foram aceleradamente devoradas pelas madeireiras. Hoje, há árvores de araucária do Rio Grande do Sul a São Paulo. Mas as madeireiras acabaram com quase todas elas. Sobraram poucos pedaços, como o do Parque Nacional de Aparados da Serra. A maior parte dos brasileiros nem imagina que esse tipo de vegetação existe.
Precisamos reconhecer as florestas do cerrado. Entender que a rica vegetação desse ecossistema vai além do capim (nada contra as gramíneas). É o primeiro passo para salvar o que ainda resta delas.
A foto ao lado é uma oportunidade de observar uma dessas florestas. É uma cena do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. As florestas do cerrado estão sendo devastadas em ritmo acelerado. Um levantamento divulgado pelo Blog do Planeta recentemente mostrou que o desmatamento no cerrado é maior do que na floresta amazônica. Enquanto a floresta amazônica conta com grandes áreas de conservação, vigilância por satélite diária e monitoramento nacional e internacional, as florestas do cerrado desaparecem sem tanto alarde. Tentativas de criar unidades de conservação no cerrado esbarram no argumento que essas áreas vão impedir a agricultura e barrar o progresso.
O drama das florestas do cerrado lembra o das florestas com araucárias. É um tipo de mata atlântica com pinheiros que outrora cobria boa parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Era nosso equivalente às florestas temperadas do Hemisfério Norte. Foram aceleradamente devoradas pelas madeireiras. Hoje, há árvores de araucária do Rio Grande do Sul a São Paulo. Mas as madeireiras acabaram com quase todas elas. Sobraram poucos pedaços, como o do Parque Nacional de Aparados da Serra. A maior parte dos brasileiros nem imagina que esse tipo de vegetação existe.
Precisamos reconhecer as florestas do cerrado. Entender que a rica vegetação desse ecossistema vai além do capim (nada contra as gramíneas). É o primeiro passo para salvar o que ainda resta delas.
Fonte: Época/ Blog do Planeta - Alexandre Mansur
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