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Notícias
13
out
2014
(GERAL)
Açaí e pirarucu geram renda para produtores
Com sabor mais doce e menos terroso, o açaí que cresce em Feijó, no Acre, é considerado por especialistas o melhor do Brasil – o que desperta a ira de paraenses e amazonenses. Rivalidades à parte, o fruto, tradicionalmente consumido pelas populações da Amazônia, já ganhou o restante do Brasil e do mundo. Mas sua cadeia produtiva ainda é cheia de lacunas, que parcerias entre poder público e ONGs estão tentando organizar.
Uma vez colhido na mata, o açaí precisa ser processado rapidamente para evitar a perda de nutrientes. A polpa é separada dos caroços, liquefeita e congelada. Mas na maior parte das vezes, os próprios extrativistas vendem o açaí in natura para atravessadores que chegam via BR-364 e farão o processamento longe dali. “Um dos maiores gargalos da produção de açaí na região é que o retorno financeiro após o beneficiamento do fruto não fica nos municípios. É isso que estamos tentando mudar”, explica Erismar Silva, representante da Cooperativa de Extrativistas de Tarauacá, município vizinho a Feijó que também produz açaí.
No ano passado, Tarauacá comercializou 16 toneladas de açaí e Feijó, 57 toneladas. Em ambos os casos, os frutos saíram in natura das cidades e foram processados pela CooperAcre, em Rio Branco, e pela Frutas Baixo Acre, em Boca do Acre (AM). “Mesmo sem o beneficiamento, foi a primeira grande venda dos produtores de Tarauacá, pois o fruto era consumido só localmente. Agora sabemos que podemos quadruplicar a produção de açaí no município”, diz Silva.
Com o apoio do governo do Estado, a cooperativa local está estruturando uma nova sede, com maquinário para descaroçar as frutas e frigorífico. Hoje cerca de 30 famílias coletam o fruto na cidade.
O pirarucu também é alvo de incentivos. O peixe chegou a ser ameaçado de extinção por causa da pesca com malhas finas, que capturavam filhotes. Desde 2005, os pescadores de Feijó firmaram um acordo de pesca com o Ibama para o manejo da espécie em cerca de 50 lagos. “Pelo acordo, que envolve 12 pescadores em Feijó, eles se comprometeram a respeitar o período de reprodução da espécie e as cotas de captura por pescador”, afirma Charles Guimarães, líder da Colônia de Pescadores de Feijó e vereador no município. Desde que o acordo começou, os pescadores perceberam um incremento de 8,2% em sua renda anual. Em Feijó, o quilo do pirarucu é vendido entre R$ 15 (peixe salgado) e R$ 20 (fresco) – mas os valores dobram na capital, Rio Branco.
Por: Andrea Vialli
Uma vez colhido na mata, o açaí precisa ser processado rapidamente para evitar a perda de nutrientes. A polpa é separada dos caroços, liquefeita e congelada. Mas na maior parte das vezes, os próprios extrativistas vendem o açaí in natura para atravessadores que chegam via BR-364 e farão o processamento longe dali. “Um dos maiores gargalos da produção de açaí na região é que o retorno financeiro após o beneficiamento do fruto não fica nos municípios. É isso que estamos tentando mudar”, explica Erismar Silva, representante da Cooperativa de Extrativistas de Tarauacá, município vizinho a Feijó que também produz açaí.
No ano passado, Tarauacá comercializou 16 toneladas de açaí e Feijó, 57 toneladas. Em ambos os casos, os frutos saíram in natura das cidades e foram processados pela CooperAcre, em Rio Branco, e pela Frutas Baixo Acre, em Boca do Acre (AM). “Mesmo sem o beneficiamento, foi a primeira grande venda dos produtores de Tarauacá, pois o fruto era consumido só localmente. Agora sabemos que podemos quadruplicar a produção de açaí no município”, diz Silva.
Com o apoio do governo do Estado, a cooperativa local está estruturando uma nova sede, com maquinário para descaroçar as frutas e frigorífico. Hoje cerca de 30 famílias coletam o fruto na cidade.
O pirarucu também é alvo de incentivos. O peixe chegou a ser ameaçado de extinção por causa da pesca com malhas finas, que capturavam filhotes. Desde 2005, os pescadores de Feijó firmaram um acordo de pesca com o Ibama para o manejo da espécie em cerca de 50 lagos. “Pelo acordo, que envolve 12 pescadores em Feijó, eles se comprometeram a respeitar o período de reprodução da espécie e as cotas de captura por pescador”, afirma Charles Guimarães, líder da Colônia de Pescadores de Feijó e vereador no município. Desde que o acordo começou, os pescadores perceberam um incremento de 8,2% em sua renda anual. Em Feijó, o quilo do pirarucu é vendido entre R$ 15 (peixe salgado) e R$ 20 (fresco) – mas os valores dobram na capital, Rio Branco.
Por: Andrea Vialli
Fonte: Valor Econômico
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