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Notícias
04
set
2014
(GERAL)
Plantio de árvores em clareiras promove regeneração de florestas em áreas de reserva legal
Pesquisadores do projeto Biomas - Amazônia, envolvidos com a restauração de florestas em áreas de Reserva Legal, estiveram, no período de 18 a 22 de agosto de 2014, avaliando pela segunda vez o sistema de restauração florestal aplicado na Fazenda Cristalina, São Domingos do Araguaia, PA
Pesquisadores do projeto Biomas - Amazônia, envolvidos com a restauração de florestas em áreas de Reserva Legal, estiveram, no período de 18 a 22 de agosto de 2014, avaliando pela segunda vez o sistema de restauração florestal aplicado na Fazenda Cristalina, São Domingos do Araguaia, PA. O sistema silvicultural em teste se baseia em forte intervenção orientada no plantio de espécies comerciais e de crescimento rápido em clareiras artificiais. Neste experimento, estão sendo avaliadas as espécies Paricá (Schizolobium parahyba var. amazonicum, Fabaceae) e mogno (Swietenia macrophylla, Meliaceae) em duas florestas com diferentes níveis de degradação. Foram plantados 1716 indivíduos de ambas as espécies em três níveis de adubação em 30 clareiras de 21 metros de diâmetro cada.
Embora o plantio em clareiras criadas artificialmente seja sistema conhecido de restauração florestal, no Projeto Biomas – Amazônia, o mesmo sistema foi adaptado para o teste de novo protocolo silvicultural. O estudo testa a hipótese de que o restabelecimento do dossel da floresta a partir da densificação assistida, com espécies de rápido crescimento, cria as condições ambientais necessárias para o aumento da riqueza florística e da dinâmica via a regeneração natural das espécies nativas locais.
Seis meses após o plantio, é possível verificar indivíduos de mogno e paricá atingindo alturas de um e dois metros, respectivamente; e a regeneração de indivíduos de espécies comerciais como o ipê, cumaru, castanha-sapucaia, parapará e mamorana. Espera-se com este experimento criar um sistema de recuperação simples e ao mesmo tempo economicamente atrativo, contrapondo aos demais sistemas baseados no plantio em quincôncio de espécies de diferentes grupos ecológicos que tem se mostrado caro e pouco eficiente.
Tais ações pertencem ao subprojeto AM15 intitulado “Sistemas silviculturais de restauração de RL em florestas amazônicas para a sua valorização ecológica e econômica – Restauração, Recuperação e Restabelecimento – 3R”, liderado pelo pesquisador Dr. Lucas Mazzei, cuja equipe é formada pelos pesquisadores José do Carmo Alves Lopes, Gustavo Schwartz, Ademir Roberto Ruschel, Arystides Resende Silva e Orlando Watrin e pelo analista Márcio Hoffman, todos da Embrapa Amazônia Oriental em Belém, Pará.
SOBRE O PROJETO BIOMAS
O projeto Biomas, fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo identificar formas sustentáveis para viabilizar a propriedade rural brasileira considerando o componente arbóreo em seus sistemas propostos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros. O Projeto Biomas tem o apoio do SEBRAE, Monsanto e John Deere.
Pesquisadores do projeto Biomas - Amazônia, envolvidos com a restauração de florestas em áreas de Reserva Legal, estiveram, no período de 18 a 22 de agosto de 2014, avaliando pela segunda vez o sistema de restauração florestal aplicado na Fazenda Cristalina, São Domingos do Araguaia, PA. O sistema silvicultural em teste se baseia em forte intervenção orientada no plantio de espécies comerciais e de crescimento rápido em clareiras artificiais. Neste experimento, estão sendo avaliadas as espécies Paricá (Schizolobium parahyba var. amazonicum, Fabaceae) e mogno (Swietenia macrophylla, Meliaceae) em duas florestas com diferentes níveis de degradação. Foram plantados 1716 indivíduos de ambas as espécies em três níveis de adubação em 30 clareiras de 21 metros de diâmetro cada.
Embora o plantio em clareiras criadas artificialmente seja sistema conhecido de restauração florestal, no Projeto Biomas – Amazônia, o mesmo sistema foi adaptado para o teste de novo protocolo silvicultural. O estudo testa a hipótese de que o restabelecimento do dossel da floresta a partir da densificação assistida, com espécies de rápido crescimento, cria as condições ambientais necessárias para o aumento da riqueza florística e da dinâmica via a regeneração natural das espécies nativas locais.
Seis meses após o plantio, é possível verificar indivíduos de mogno e paricá atingindo alturas de um e dois metros, respectivamente; e a regeneração de indivíduos de espécies comerciais como o ipê, cumaru, castanha-sapucaia, parapará e mamorana. Espera-se com este experimento criar um sistema de recuperação simples e ao mesmo tempo economicamente atrativo, contrapondo aos demais sistemas baseados no plantio em quincôncio de espécies de diferentes grupos ecológicos que tem se mostrado caro e pouco eficiente.
Tais ações pertencem ao subprojeto AM15 intitulado “Sistemas silviculturais de restauração de RL em florestas amazônicas para a sua valorização ecológica e econômica – Restauração, Recuperação e Restabelecimento – 3R”, liderado pelo pesquisador Dr. Lucas Mazzei, cuja equipe é formada pelos pesquisadores José do Carmo Alves Lopes, Gustavo Schwartz, Ademir Roberto Ruschel, Arystides Resende Silva e Orlando Watrin e pelo analista Márcio Hoffman, todos da Embrapa Amazônia Oriental em Belém, Pará.
SOBRE O PROJETO BIOMAS
O projeto Biomas, fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo identificar formas sustentáveis para viabilizar a propriedade rural brasileira considerando o componente arbóreo em seus sistemas propostos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros. O Projeto Biomas tem o apoio do SEBRAE, Monsanto e John Deere.
Fonte: Assessoria de Comunicação Digital com informações da Embrapa Amazônia
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