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Notícias
22
ago
2014
(GERAL)
Derivados da carnaúba geram emprego e renda para agricultores
Considerada a árvore da vida, e o símbolo do Ceará, a carnaúba tornou-se a grande fonte de renda para agricultores familiares dos Sertões de Canindé, nesse período de seca
A exploração da planta começou para valer no início de agosto e se estende até outubro.
Com a palha seca, os agricultores obtém o produto mais nobre da carnaúba, a palha, que sai da lavoura em forma de pó e vai para uma máquina para ser batida. Hoje, o pó da palha é vendido por R$ 4,30. Já o quilo do pó extraído do olho da carnaúba custa R$ 10,00. A venda do produto é que ajuda os agricultores a superar o perigo da maior seca dos últimos 50 anos no Ceará.
O pó da carnaúba é transformado em sebo. O produto é aproveitado em indústrias de medicamentos, cosméticos e automotivas. A palha também vira artesanato. Esteiras, cestos, bolsas, chapéus, surrões, tapetes, cangalhas entre outros produtos que são comercializados nos mercados de Canindé.
Os preços são diferenciados. Variam de R$ 1,00 a R$ 40,00, entre chapéus, bolsas, surrão, cestos, vassouras, esteiras e tapetes. "Estou vivendo da venda desses produtos, porque a seca dizimou tudo que eu tinha. Fiquei sem nada e o recomeço foi trabalhar com utensílios produzidos a partir da palha'', diz Francisco Ivanildo Fonseca, que trabalha no Mercado Velho de Canindé.
O que sobra da palha ainda vira bagana, um subproduto de muita utilidade na agricultura. Essas propriedades deram fama à carnaúba. O Ceará responde hoje por 80% dos derivados produzidos no Brasil.
Um dos maiores produtor dos Sertões de Canindé, José Ives Lima mora no Distrito de Targinos, a 43km da sede. Começou a lidar com a matéria-prima ainda rapaz. Segundo ele, tudo da planta é aproveitado. A safra deste ano está estimada em 40 mil quilos de pó, sendo que 34 mil vêm do pó da palha e seis mil quilos do olho da carnaúba.
"Um quilo do pó do olho da carnaúba é vendido no mercado por R$ 10,00, e o produzido da palha vale apenas R$ 4,30", confirma Ives Lima, que trabalha com 45 homens.
De acordo com ele, sua área de atuação vai de Targinos até a cidade de Itapiúna, onde existe uma plantação de 380 mil pés. No período de safra, Ives Lima garante emprego para 220 pessoas da região. Um delas é Antônio Luis de Sousa, que trabalha há mais de 22 anos na área.
"O dinheiro é bom e recebo em dia. Dá para ir vivendo, porque a agricultura está falida. A seca acabou com tudo e, agora, o melhor mesmo é cuidar dos plantios da carnaúba, que geram emprego para todos nós do sertão. Tem emprego pra todo mundo, basta ter coragem", disse.
Ele chega a ganhar R$ 1.000,00 por mês com direito lanche e almoço. A diária custa hoje R$ 45,00.
Projeto
O vereador Antônio do Ives, que conhece de perto todo o processo da carnaúba, disse que, a partir de agora, irá desenvolver um plano de assistência para os produtores da região.
"Vamos primeiro identificar cada um, para depois iniciarmos a fase de projetos. Nosso objetivo é criar um programa de revitalização da carnaúba e montar uma fábrica para o beneficiamento da cera, garantindo assim emprego direto para 20 pessoas, além do artesanato da palha, um produto de grande aceitação no mercado, gerando emprego e renda para 100 mulheres", disse ele.
De acordo com o parlamentar, o projeto, uma vez aprovado, deverá contar com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para qualificação profissional das famílias beneficiadas.
A exploração da planta começou para valer no início de agosto e se estende até outubro.
Com a palha seca, os agricultores obtém o produto mais nobre da carnaúba, a palha, que sai da lavoura em forma de pó e vai para uma máquina para ser batida. Hoje, o pó da palha é vendido por R$ 4,30. Já o quilo do pó extraído do olho da carnaúba custa R$ 10,00. A venda do produto é que ajuda os agricultores a superar o perigo da maior seca dos últimos 50 anos no Ceará.
O pó da carnaúba é transformado em sebo. O produto é aproveitado em indústrias de medicamentos, cosméticos e automotivas. A palha também vira artesanato. Esteiras, cestos, bolsas, chapéus, surrões, tapetes, cangalhas entre outros produtos que são comercializados nos mercados de Canindé.
Os preços são diferenciados. Variam de R$ 1,00 a R$ 40,00, entre chapéus, bolsas, surrão, cestos, vassouras, esteiras e tapetes. "Estou vivendo da venda desses produtos, porque a seca dizimou tudo que eu tinha. Fiquei sem nada e o recomeço foi trabalhar com utensílios produzidos a partir da palha'', diz Francisco Ivanildo Fonseca, que trabalha no Mercado Velho de Canindé.
O que sobra da palha ainda vira bagana, um subproduto de muita utilidade na agricultura. Essas propriedades deram fama à carnaúba. O Ceará responde hoje por 80% dos derivados produzidos no Brasil.
Um dos maiores produtor dos Sertões de Canindé, José Ives Lima mora no Distrito de Targinos, a 43km da sede. Começou a lidar com a matéria-prima ainda rapaz. Segundo ele, tudo da planta é aproveitado. A safra deste ano está estimada em 40 mil quilos de pó, sendo que 34 mil vêm do pó da palha e seis mil quilos do olho da carnaúba.
"Um quilo do pó do olho da carnaúba é vendido no mercado por R$ 10,00, e o produzido da palha vale apenas R$ 4,30", confirma Ives Lima, que trabalha com 45 homens.
De acordo com ele, sua área de atuação vai de Targinos até a cidade de Itapiúna, onde existe uma plantação de 380 mil pés. No período de safra, Ives Lima garante emprego para 220 pessoas da região. Um delas é Antônio Luis de Sousa, que trabalha há mais de 22 anos na área.
"O dinheiro é bom e recebo em dia. Dá para ir vivendo, porque a agricultura está falida. A seca acabou com tudo e, agora, o melhor mesmo é cuidar dos plantios da carnaúba, que geram emprego para todos nós do sertão. Tem emprego pra todo mundo, basta ter coragem", disse.
Ele chega a ganhar R$ 1.000,00 por mês com direito lanche e almoço. A diária custa hoje R$ 45,00.
Projeto
O vereador Antônio do Ives, que conhece de perto todo o processo da carnaúba, disse que, a partir de agora, irá desenvolver um plano de assistência para os produtores da região.
"Vamos primeiro identificar cada um, para depois iniciarmos a fase de projetos. Nosso objetivo é criar um programa de revitalização da carnaúba e montar uma fábrica para o beneficiamento da cera, garantindo assim emprego direto para 20 pessoas, além do artesanato da palha, um produto de grande aceitação no mercado, gerando emprego e renda para 100 mulheres", disse ele.
De acordo com o parlamentar, o projeto, uma vez aprovado, deverá contar com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para qualificação profissional das famílias beneficiadas.
Fonte: Diário do Nordeste
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