Voltar
Notícias
15
ago
2014
(MEIO AMBIENTE)
Brasil poderia satisfazer toda a sua demanda de alimento até 2040 sem derrubar mais árvores
Uma utilização mais eficiente das suas vastas áreas de pastagens poderia permitir que o Brasil aumentasse drasticamente a produção agrícola sem a necessidade de destruir um único hectare de floresta amazônica, de cerrado ou de mata atlântica. É o que defende um novo estudo publicado pela revista Global Environmental Change.
Criando modelos do potencial produtivo agrícola, um grupo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade, agência de pesquisa agrícola do Brasil, Embrapa, e da agência da pesquisa espacial nacional, INPE, demonstrou que o Brasil poderia converter mais de 30 milhões de hectares de terras atualmente utilizadas para pastagem em culturas mais produtivas, aumentando a produção agrícola em geral.
“A nossa análise mostra que o Brasil já dispõe de terras suficientes para absorver a maior expansão da produção agrícola em todo o mundo nas próximas três décadas, sem que seja necessário derrubar um único hectare de áreas naturais”, disse o autor do estudo, Bernardo Strassburg, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e diretor do Instituto Internacional para a Sustentabilidade.
“A solução é aumentar a produtividade das áreas dedicadas à pastagem. Hoje, usamos apenas um terço do potencial do nosso pasto, e se usássemos apenas a metade em 30 anos poderíamos aumentar a produção de carne em 50% e liberar 32 milhões de hectares de terras para outras culturas, como a soja e as florestas plantadas.”
“Se formos capazes de chegar a 70% do potencial, poderemos outros 36 milhões de hectares para restaurar importantes áreas nativas e para garantir o fornecimento de água e de outros serviços ambientais que são essenciais para a indústria agroalimentar, para a produção de energia e para a economia brasileira.”
Essa transformação exigiria uma melhoria do planejamento, melhores técnicas de gestão, assistência técnica e financiamentos para os agricultores.
Os pesquisadores estimam que o aumento da produtividade de 115 milhões de hectares de pastagem do gado existente em cerca de 50% para cerca da metade da sua capacidade teórica de carga poderia economizar até 14,3 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. Conclui-se que aumentos semelhantes de produtividade podem ser possíveis em outros países.
“O fato de que o país, prestes a sofrer a maior expansão da produção agrícola nas próximas décadas, possa fazer isso sem mais conversões dos habitats naturais levanta a questão de saber se o mesmo pode acontecer em outros contextos regionais e, em última instância, em escala global.”
Criando modelos do potencial produtivo agrícola, um grupo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade, agência de pesquisa agrícola do Brasil, Embrapa, e da agência da pesquisa espacial nacional, INPE, demonstrou que o Brasil poderia converter mais de 30 milhões de hectares de terras atualmente utilizadas para pastagem em culturas mais produtivas, aumentando a produção agrícola em geral.
“A nossa análise mostra que o Brasil já dispõe de terras suficientes para absorver a maior expansão da produção agrícola em todo o mundo nas próximas três décadas, sem que seja necessário derrubar um único hectare de áreas naturais”, disse o autor do estudo, Bernardo Strassburg, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e diretor do Instituto Internacional para a Sustentabilidade.
“A solução é aumentar a produtividade das áreas dedicadas à pastagem. Hoje, usamos apenas um terço do potencial do nosso pasto, e se usássemos apenas a metade em 30 anos poderíamos aumentar a produção de carne em 50% e liberar 32 milhões de hectares de terras para outras culturas, como a soja e as florestas plantadas.”
“Se formos capazes de chegar a 70% do potencial, poderemos outros 36 milhões de hectares para restaurar importantes áreas nativas e para garantir o fornecimento de água e de outros serviços ambientais que são essenciais para a indústria agroalimentar, para a produção de energia e para a economia brasileira.”
Essa transformação exigiria uma melhoria do planejamento, melhores técnicas de gestão, assistência técnica e financiamentos para os agricultores.
Os pesquisadores estimam que o aumento da produtividade de 115 milhões de hectares de pastagem do gado existente em cerca de 50% para cerca da metade da sua capacidade teórica de carga poderia economizar até 14,3 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. Conclui-se que aumentos semelhantes de produtividade podem ser possíveis em outros países.
“O fato de que o país, prestes a sofrer a maior expansão da produção agrícola nas próximas décadas, possa fazer isso sem mais conversões dos habitats naturais levanta a questão de saber se o mesmo pode acontecer em outros contextos regionais e, em última instância, em escala global.”
Fonte: IHU On-line, parceira editorial do EcoDebate na socialização da informação.
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















