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Notícias
15
jul
2014
(GERAL)
Setor de borracha cria mais de 50 mil postos de trabalho no campo
Segundo a Associação Paulista de Produtores e Beneficia-dores de Borracha (Apabor), com a queda no preço nos últimos dois anos, muitos trabalhadores estão desestimulados. Numa fazenda em Mato Grosso, por exemplo, havia 800 moradores trabalhando em 2.600 hectares de seringueira antes da crise. Atualmente, são 150 moradores em 533 hectares.
Na avaliação de Fernando do Vai Guerra, da Apabor, um dos riscos provocados pelo baixo preço provocado no mercado é a evasão do campo para a cidade. "É a última cultura de abrangência nacional que fixa a mão de obra no campo com qualidade, sendo totalmente dependente de mão de obra desde a cata-ção de sementes, aos viveiros de mudas e à exploração do látex." Em condições normais, diz ele, um "sangrador" - aquele que retira a borracha da árvore - recebe mensalmente algo em tomo de R$ 1,8 mil. Dependendo da quantidade de pessoas em cada família, o valor pode dobrar ou até triplicar.
Remuneração. O pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Paulo de Souza Gonçalves, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, explica que boa parte dos trabalhadores adotam o sistema de parceria, em que recebe um porcentual da produção - é como o meeiro da Lavoura de café. "Quando o preço estava mais alto, ele ganhava bastante dinheiro. Agora estão passando dificuldade", diz o pesquisador.
A outra forma de remuneração é fixa, com mais um porcentual de acordo com a produtividade. Nesse caso, o trabalhador tem registro em carteira. Gonçalves explica que, na produção paulista, o sistema que predomina é o de parceria, com remuneração variável conforme a produção.
Atualmente, o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional: responde por 55,3% de tudo que é produzido no País - participação bem acima do segundo colocado que é a Bahia, com 15,9%. O Amazonas e o Pará, que já dominaram essa cultura, hoje têm uma participação mínima. Pelos dados da Apabor, juntos, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná, Amazonas e Acre, detém apenas 5,1% da produção nacional.
Na avaliação de Fernando do Vai Guerra, da Apabor, um dos riscos provocados pelo baixo preço provocado no mercado é a evasão do campo para a cidade. "É a última cultura de abrangência nacional que fixa a mão de obra no campo com qualidade, sendo totalmente dependente de mão de obra desde a cata-ção de sementes, aos viveiros de mudas e à exploração do látex." Em condições normais, diz ele, um "sangrador" - aquele que retira a borracha da árvore - recebe mensalmente algo em tomo de R$ 1,8 mil. Dependendo da quantidade de pessoas em cada família, o valor pode dobrar ou até triplicar.
Remuneração. O pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Paulo de Souza Gonçalves, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, explica que boa parte dos trabalhadores adotam o sistema de parceria, em que recebe um porcentual da produção - é como o meeiro da Lavoura de café. "Quando o preço estava mais alto, ele ganhava bastante dinheiro. Agora estão passando dificuldade", diz o pesquisador.
A outra forma de remuneração é fixa, com mais um porcentual de acordo com a produtividade. Nesse caso, o trabalhador tem registro em carteira. Gonçalves explica que, na produção paulista, o sistema que predomina é o de parceria, com remuneração variável conforme a produção.
Atualmente, o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional: responde por 55,3% de tudo que é produzido no País - participação bem acima do segundo colocado que é a Bahia, com 15,9%. O Amazonas e o Pará, que já dominaram essa cultura, hoje têm uma participação mínima. Pelos dados da Apabor, juntos, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná, Amazonas e Acre, detém apenas 5,1% da produção nacional.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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