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Notícias
15
jul
2014
(MÓVEIS)
Segundo semestre impõe desafios ao polo moveleiro em Bento
Desempenho aquém do esperado e alta das importações vêm preocupando a indústria local.
O polo moveleiro de Bento Gonçalves encerrou o primeiro semestre com desempenho abaixo do previsto no mercado interno e externo. O principal desafio para o restante do ano é buscar alternativas para a desaceleração do consumo no Brasil e perda de espaço em mercados importantes da África e América do Sul. As exportações do polo tiveram queda de 2,7% no primeiro semestre.
Esse declínio vem sendo verificado desde 2013 e a queda de competitividade da indústria é tida como um dos principais motivos do resultado. O presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio, avalia que a indústria tem sentido os efeitos do aumento dos custos, dificuldades logísticas e alta carga tributária, que vêm implicando em dificuldade de concorrência internacional do polo. “Para revertermos esse cenário, estamos reforçando a atuação do Comitê Internacional, com a busca de mercados alternativos para os móveis de Bento Gonçalves, baseados em critérios quantitativos e informações de mercado da Apex-Brasil, aliando a experiência e visão de mercado das principais empresas exportadoras”, elenca Tecchio.
Em relação ao mercado interno, que absorve praticamente 95% do total produzido no polo, a situação também é de cautela. De janeiro a maio, o faturamento nominal caiu 3,9% em relação ao mesmo período de 2013. Conforme dados do IBGE, o volume de vendas do varejo brasileiro também vem desacelerando e, apesar de ainda estar positivo, a produção industrial não vem acompanhando essa evolução. A atividade de fabricação de móveis teve um dos piores desempenhos entre todas as indústrias pesquisadas pelo IBGE (queda de 7,6% no acumulado de janeiro a maio), o que pode ser explicado pelo acúmulo indesejado de estoques e crescimento das importações de móveis.
O endividamento das famílias, o comprometimento de renda e inadimplência em patamares altos, além da menor evolução dos salários reais, alta dos juros, restrição de crédito e inflação em alta são alguns dos fatores que estão provocando queda na expectativa de demanda e confiança dos consumidores e industriais. Somado a esses fatores, o crescimento econômico brasileiro mostra sinais de fraqueza esse ano. Conforme dados do IBGE, o PIB brasileiro cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2014. No entanto, a indústria caiu 0,8%, os investimentos 2,1% e o consumo das famílias 0,1%.
Apesar do momento delicado, o presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio, destaca que a renda real, apesar de estar decrescendo, ainda está em patamares positivos. Além disso, o desemprego é baixo e a população brasileira é predominantemente jovem, o que estimula o consumo. Recentemente, o anúncio de três milhões de novas moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida surgiu como uma oportunidade para o setor moveleiro. “O segmento de móveis para as classes C e D, se souber aproveitar, será especialmente favorecido pela maior quantidade de moradias populares”, afirma Tecchio. Além disso, conforme dados divulgados pelo Instituto Data Popular, somente na classe C mais de 19 milhões de pessoas pretendem comprar móveis nos próximos 12 meses.
O polo moveleiro de Bento Gonçalves encerrou o primeiro semestre com desempenho abaixo do previsto no mercado interno e externo. O principal desafio para o restante do ano é buscar alternativas para a desaceleração do consumo no Brasil e perda de espaço em mercados importantes da África e América do Sul. As exportações do polo tiveram queda de 2,7% no primeiro semestre.
Esse declínio vem sendo verificado desde 2013 e a queda de competitividade da indústria é tida como um dos principais motivos do resultado. O presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio, avalia que a indústria tem sentido os efeitos do aumento dos custos, dificuldades logísticas e alta carga tributária, que vêm implicando em dificuldade de concorrência internacional do polo. “Para revertermos esse cenário, estamos reforçando a atuação do Comitê Internacional, com a busca de mercados alternativos para os móveis de Bento Gonçalves, baseados em critérios quantitativos e informações de mercado da Apex-Brasil, aliando a experiência e visão de mercado das principais empresas exportadoras”, elenca Tecchio.
Em relação ao mercado interno, que absorve praticamente 95% do total produzido no polo, a situação também é de cautela. De janeiro a maio, o faturamento nominal caiu 3,9% em relação ao mesmo período de 2013. Conforme dados do IBGE, o volume de vendas do varejo brasileiro também vem desacelerando e, apesar de ainda estar positivo, a produção industrial não vem acompanhando essa evolução. A atividade de fabricação de móveis teve um dos piores desempenhos entre todas as indústrias pesquisadas pelo IBGE (queda de 7,6% no acumulado de janeiro a maio), o que pode ser explicado pelo acúmulo indesejado de estoques e crescimento das importações de móveis.
O endividamento das famílias, o comprometimento de renda e inadimplência em patamares altos, além da menor evolução dos salários reais, alta dos juros, restrição de crédito e inflação em alta são alguns dos fatores que estão provocando queda na expectativa de demanda e confiança dos consumidores e industriais. Somado a esses fatores, o crescimento econômico brasileiro mostra sinais de fraqueza esse ano. Conforme dados do IBGE, o PIB brasileiro cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2014. No entanto, a indústria caiu 0,8%, os investimentos 2,1% e o consumo das famílias 0,1%.
Apesar do momento delicado, o presidente do Sindmóveis, Henrique Tecchio, destaca que a renda real, apesar de estar decrescendo, ainda está em patamares positivos. Além disso, o desemprego é baixo e a população brasileira é predominantemente jovem, o que estimula o consumo. Recentemente, o anúncio de três milhões de novas moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida surgiu como uma oportunidade para o setor moveleiro. “O segmento de móveis para as classes C e D, se souber aproveitar, será especialmente favorecido pela maior quantidade de moradias populares”, afirma Tecchio. Além disso, conforme dados divulgados pelo Instituto Data Popular, somente na classe C mais de 19 milhões de pessoas pretendem comprar móveis nos próximos 12 meses.
Fonte: Fatto Comunicação
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