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Notícias
03
jul
2014
(ECONOMIA)
Governo adia alta de IPI para móveis e painéis de madeira
O governo federal decidiu também manter as atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis, painéis, revestimentos de móveis e luminárias. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a manutenção das atuais alíquotas de IPI para carros até dezembro.
Pela programação anterior do governo, a alíquota "cheia" do IPI, de 5%, que vigorava antes do início das desonerações, poderia ser retomada já a partir desta terça-feira (1º de julho).
Com a decisão, a alíquota atual de IPI 4% - em vigor desde o início do ano – será mantida até 31 de dezembro. No caso de luminárias, será mantida a alíquota de 12%, em vez do índice cheio de 15%.
Carros
Mantega anunciou também nesta segunda a manutenção das atuais alíquotas do IPI para carros, que voltaria a ter alíquota "cheia" a partir desta terça (1º), pela programação anterior do governo.
"Vamos manter estas alíquotas até dezembro, para estimular as vendas do setor", afirmou Mantega.
Os emplacamentos de veículos estão em baixa neste ano, em relação a 2013. De janeiro a maio, a queda é de 5,4% sobre o mesmo período do ano passado.
Renúncia
Segundo o Ministério da Fazenda, a renúncia fiscal com a prorrogação da alíquota menor será de cerca de R$ 320 milhões no ano e R$ 161,6 milhões no 2º semestre.
A presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Elizabeth de Carvalhaes, disse que a expectativa do setor moveleiro com o adiamento da alta do IPI é conseguir recuperar as perdas do 1º semestre. Segundo a executiva, somente no setor de painéis, as vendas no mercado doméstico caíram 3% no acumulado até maio.
“Com as medias anunciadas, temos agora o 2º semestre para recuperar esta queda, que não sabemos se vai dar”, afirmou a representante do setor, destacando que as indústrias se comprometeram em manter o atual nível de emprego.
Também participaram da reunião com representantes da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMóVEL) e da antiga Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (ABIPA), atual IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores).
Acham pouco
O setor não escondeu, no entanto, que esperava mais. “O que a gente queria mesmo era mais redução de IPI e uma política definitiva de longo prazo”, disse Elizabeth. “Precisamos de mais crédito para o consumidor, mas o que o Brasil precisa hoje é muito mais de investimento do que reaquecimento do consumo”, completou.
Ela elogiou, no entanto, as medidas recentemente anunciadas pelo governo como a desoneração permanente da folha de pagamento e o retorno do Reintegra, ue devolve impostos para exportadores de manufaturados, e até mesmo a redução da exigência para parcelar os tributos devidos à União.
Pela programação anterior do governo, a alíquota "cheia" do IPI, de 5%, que vigorava antes do início das desonerações, poderia ser retomada já a partir desta terça-feira (1º de julho).
Com a decisão, a alíquota atual de IPI 4% - em vigor desde o início do ano – será mantida até 31 de dezembro. No caso de luminárias, será mantida a alíquota de 12%, em vez do índice cheio de 15%.
Carros
Mantega anunciou também nesta segunda a manutenção das atuais alíquotas do IPI para carros, que voltaria a ter alíquota "cheia" a partir desta terça (1º), pela programação anterior do governo.
"Vamos manter estas alíquotas até dezembro, para estimular as vendas do setor", afirmou Mantega.
Os emplacamentos de veículos estão em baixa neste ano, em relação a 2013. De janeiro a maio, a queda é de 5,4% sobre o mesmo período do ano passado.
Renúncia
Segundo o Ministério da Fazenda, a renúncia fiscal com a prorrogação da alíquota menor será de cerca de R$ 320 milhões no ano e R$ 161,6 milhões no 2º semestre.
A presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Elizabeth de Carvalhaes, disse que a expectativa do setor moveleiro com o adiamento da alta do IPI é conseguir recuperar as perdas do 1º semestre. Segundo a executiva, somente no setor de painéis, as vendas no mercado doméstico caíram 3% no acumulado até maio.
“Com as medias anunciadas, temos agora o 2º semestre para recuperar esta queda, que não sabemos se vai dar”, afirmou a representante do setor, destacando que as indústrias se comprometeram em manter o atual nível de emprego.
Também participaram da reunião com representantes da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMóVEL) e da antiga Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (ABIPA), atual IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores).
Acham pouco
O setor não escondeu, no entanto, que esperava mais. “O que a gente queria mesmo era mais redução de IPI e uma política definitiva de longo prazo”, disse Elizabeth. “Precisamos de mais crédito para o consumidor, mas o que o Brasil precisa hoje é muito mais de investimento do que reaquecimento do consumo”, completou.
Ela elogiou, no entanto, as medidas recentemente anunciadas pelo governo como a desoneração permanente da folha de pagamento e o retorno do Reintegra, ue devolve impostos para exportadores de manufaturados, e até mesmo a redução da exigência para parcelar os tributos devidos à União.
Fonte: G1
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