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Notícias
25
jun
2014
(EXPORTAÇÃO)
Exportações de produtos florestais do Mato Grosso caem 24%
O prolongamento das chuvas e a regulamentação da Instrução Normativa (IN) 21 do Ibama contribuíram para o resultado negativo
As exportações de produtos florestais em Mato Grosso continuam em baixa. De janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, foi registrado queda de quase 24% no volume embarcado.
Conforme informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), repassadas pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), o Estado exportou 36 mil toneladas nos primeiros cinco meses de 2014, ante a 47,4 mil toneladas em 2013. Além do volume, foi registrado queda de 7% na receita comercial, que reduziu de US$ 40,6 milhões para US$ 37,7 milhões.
A maior queda foi nos embarques de madeira compensada, que chegou a 85,89% neste ano. Enquanto em 2013 foram movimentados US$ 620,166 mil com o embarque de 601 toneladas de janeiro a maio, em 2014 atingiu apenas US$ 89 mil com 71 toneladas, acumuladas no mesmo período.
Também recuaram as exportações de madeira perfilada em 8,96%, pela mesma base comparativa. Nos cinco primeiros meses de 2014, foram enviadas ao mercado internacional 10.261 mil toneladas ao valor total de US$ 17,618 milhões. Em 2013 foram 10,604 mil toneladas que movimentaram US$ 19.351 milhões.
De acordo com o presidente do Cipem, Geraldo Bento, entre os fatores que pesaram no resultado negativo destaca-se o prolongamento das chuvas e a regulamentação da Instrução Normativa (IN) 21 do Ibama, vigente desde o final do ano passado. “A IN provocou uma confusão com as nomenclaturas que levou muitas indústrias a interromperem as exportações”, explicou.
Além disso, o cadastramento de veículos gerou a paralisação das exportações no Mercosul, incluindo a Argentina, maior consumidor da madeira mato-grossense, o que causou a diminuição da demanda a exemplo dos clientes argentinos, que ficaram receosos de ter o custo elevado por causa da falta de agilidade do órgão ambiental.
Positivo
Houve aumento na receita comercial apenas com as exportações de madeira laminada (26,21%) e serrada (5,96%) em 2014. De janeiro a maio, os embarques de 37 toneladas de madeira laminada somaram US$ 122.975 mil. Com as exportações de madeira serrada foram embarcadas 20.557 mil toneladas que movimentaram US$ 17,316 milhões.
Brasil
Os produtos florestais são o terceiro principal setor do agronegócio em 2014, com vendas de US$ 4,07 bilhões (5,1%) e 6,9 milhões de toneladas (11,2%), segundo o Ministério. Papel e celulose lideraram as exportações do setor, com o montante de US$ 3 bilhões (4,2%) e quantidade de 5,19 milhões de toneladas (8,5%), enquanto que madeiras e suas obras apresentaram vendas externas de US$ 1,07 bilhão (7,9%) e 1,72 milhão de toneladas (20,4%).
As exportações de produtos florestais em Mato Grosso continuam em baixa. De janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, foi registrado queda de quase 24% no volume embarcado.
Conforme informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), repassadas pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), o Estado exportou 36 mil toneladas nos primeiros cinco meses de 2014, ante a 47,4 mil toneladas em 2013. Além do volume, foi registrado queda de 7% na receita comercial, que reduziu de US$ 40,6 milhões para US$ 37,7 milhões.
A maior queda foi nos embarques de madeira compensada, que chegou a 85,89% neste ano. Enquanto em 2013 foram movimentados US$ 620,166 mil com o embarque de 601 toneladas de janeiro a maio, em 2014 atingiu apenas US$ 89 mil com 71 toneladas, acumuladas no mesmo período.
Também recuaram as exportações de madeira perfilada em 8,96%, pela mesma base comparativa. Nos cinco primeiros meses de 2014, foram enviadas ao mercado internacional 10.261 mil toneladas ao valor total de US$ 17,618 milhões. Em 2013 foram 10,604 mil toneladas que movimentaram US$ 19.351 milhões.
De acordo com o presidente do Cipem, Geraldo Bento, entre os fatores que pesaram no resultado negativo destaca-se o prolongamento das chuvas e a regulamentação da Instrução Normativa (IN) 21 do Ibama, vigente desde o final do ano passado. “A IN provocou uma confusão com as nomenclaturas que levou muitas indústrias a interromperem as exportações”, explicou.
Além disso, o cadastramento de veículos gerou a paralisação das exportações no Mercosul, incluindo a Argentina, maior consumidor da madeira mato-grossense, o que causou a diminuição da demanda a exemplo dos clientes argentinos, que ficaram receosos de ter o custo elevado por causa da falta de agilidade do órgão ambiental.
Positivo
Houve aumento na receita comercial apenas com as exportações de madeira laminada (26,21%) e serrada (5,96%) em 2014. De janeiro a maio, os embarques de 37 toneladas de madeira laminada somaram US$ 122.975 mil. Com as exportações de madeira serrada foram embarcadas 20.557 mil toneladas que movimentaram US$ 17,316 milhões.
Brasil
Os produtos florestais são o terceiro principal setor do agronegócio em 2014, com vendas de US$ 4,07 bilhões (5,1%) e 6,9 milhões de toneladas (11,2%), segundo o Ministério. Papel e celulose lideraram as exportações do setor, com o montante de US$ 3 bilhões (4,2%) e quantidade de 5,19 milhões de toneladas (8,5%), enquanto que madeiras e suas obras apresentaram vendas externas de US$ 1,07 bilhão (7,9%) e 1,72 milhão de toneladas (20,4%).
Fonte: G1
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