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Notícias
20
jun
2014
(SETOR FLORESTAL)
Falta de mão de obra pode atrasar projetos no setor florestal
A escassez de mão de obra ocorre em diversos setores, mas na área florestal é um problema nacional
A escassez de mão de obra especializada representa hoje um importante desafio aos planos de crescimento da indústria florestal brasileira. Com o avanço do processo de mecanização, que se iniciou na colheita de pinus e eucalipto, para as diferentes etapas da silvicultura, a migração da população para os centros urbanos e a maior escala dos projetos, está cada vez mais difícil encontrar operadores para as sofisticadas máquinas e equipamentos que dividem espaço com as motosserras nas florestas nacionais.
Somente no Paraná, que em 2012 compreendia a terceira maior área no país de plantio desses dois tipos de árvores, faltam pelo menos 2 mil operadores e 100 mecânicos especializados, de acordo com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre). Esse contingente leva em conta apenas o volume atual da colheita no Estado, que está em torno de 38 milhões de metros cúbicos de madeira em tora por ano.
Essa situação, segundo representantes da indústria, se repete em outros Estados onde há produção florestal. Em Mato Grosso do Sul, onde estão instaladas as produtoras de celulose Fibria e Eldorado Brasil, por exemplo, a demanda por mão de obra capacitada levou as duas companhias a firmar parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). É justamente por essa via, a de associação com entidades tradicionais de ensino para promoção de cursos de formação e reciclagem, que a indústria tem se organizado para garantir sua demanda por profissionais.
Migração para centros urbanos contribui para falta de profissionais
Dona de 50% da Remasa, produtora independente de toras de pinus que tem plantios no Paraná e em Santa Catarina, a Tree Florestal, controlada pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Ático Florestal, do grupo Ático, uniu-se à Apre e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para contornar a carência de profissionais especializados. Participam ainda do projeto, cujas aulas ocorrem no Centro de Formação de Operadores Florestais (Cenflor), o grupo Dissenha, a Arauco e a Berneck. Até o fim do ano, 120 operadores terão passado por cursos de formação e reciclagem.
"Na verdade, a capacitação nem representa o maior desafio. A disponibilidade de mão de obra para a atividade florestal vem antes disso", afirma o diretor da Tree Florestal, Marco Tuoto. Na década de 90, lembra o executivo, quando teve início a já consolidada mecanização da colheita, ainda havia disponibilidade de trabalhadores no campo. Vinte anos depois, diante da migração dos trabalhadores para as cidades, do porte ampliado dos projetos de reflorestamento e da constante busca por eficiência por parte dos produtores, faltam profissionais à mão das empresas.
"Para as empresas de base florestal, a mecanização é um caminho sem volta, porque reduz custos e acidentes. Mas isso demanda mais capital e mais mão de obra capacitada", afirma o executivo. Atualmente, além da colheita, atividades como a separação de mudas, plantio e irrigação, que antes ocorria planta por planta, já estão mecanizadas. "Ha um outro desafio, relativo à própria capacitação: não há histórico, porque nunca se trabalhou com equipamentos tão sofisticados", acrescenta.
Conforme Carlos Mendes, diretor-executivo da Apre, inicialmente, a demanda das empresas era apenas por profissionais para a etapa da colheita. Agora, há também carência de mecânicos que dominem esses equipamentos, que trazem cada vez mais tecnologia embarcada, e de mão de obra para máquinas de linha amarela, como aquelas utilizadas na manutenção de estradas. "Levaremos mais de um ano para treinar o total necessário de profissionais", diz.
As 45 empresas associadas à Apre, entre elas as fabricantes de celulose e papel Klabin, Arauco, Masisa e Remasa, são donas de 60% das florestas plantadas do Paraná. De acordo com o anuário estatístico da antiga Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) de 2013, no ano anterior, o Estado tinha 817,6 mil hectares de florestas plantadas, ou 12,3% do total no país.
A escassez de mão de obra especializada representa hoje um importante desafio aos planos de crescimento da indústria florestal brasileira. Com o avanço do processo de mecanização, que se iniciou na colheita de pinus e eucalipto, para as diferentes etapas da silvicultura, a migração da população para os centros urbanos e a maior escala dos projetos, está cada vez mais difícil encontrar operadores para as sofisticadas máquinas e equipamentos que dividem espaço com as motosserras nas florestas nacionais.
Somente no Paraná, que em 2012 compreendia a terceira maior área no país de plantio desses dois tipos de árvores, faltam pelo menos 2 mil operadores e 100 mecânicos especializados, de acordo com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre). Esse contingente leva em conta apenas o volume atual da colheita no Estado, que está em torno de 38 milhões de metros cúbicos de madeira em tora por ano.
Essa situação, segundo representantes da indústria, se repete em outros Estados onde há produção florestal. Em Mato Grosso do Sul, onde estão instaladas as produtoras de celulose Fibria e Eldorado Brasil, por exemplo, a demanda por mão de obra capacitada levou as duas companhias a firmar parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). É justamente por essa via, a de associação com entidades tradicionais de ensino para promoção de cursos de formação e reciclagem, que a indústria tem se organizado para garantir sua demanda por profissionais.
Migração para centros urbanos contribui para falta de profissionais
Dona de 50% da Remasa, produtora independente de toras de pinus que tem plantios no Paraná e em Santa Catarina, a Tree Florestal, controlada pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Ático Florestal, do grupo Ático, uniu-se à Apre e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para contornar a carência de profissionais especializados. Participam ainda do projeto, cujas aulas ocorrem no Centro de Formação de Operadores Florestais (Cenflor), o grupo Dissenha, a Arauco e a Berneck. Até o fim do ano, 120 operadores terão passado por cursos de formação e reciclagem.
"Na verdade, a capacitação nem representa o maior desafio. A disponibilidade de mão de obra para a atividade florestal vem antes disso", afirma o diretor da Tree Florestal, Marco Tuoto. Na década de 90, lembra o executivo, quando teve início a já consolidada mecanização da colheita, ainda havia disponibilidade de trabalhadores no campo. Vinte anos depois, diante da migração dos trabalhadores para as cidades, do porte ampliado dos projetos de reflorestamento e da constante busca por eficiência por parte dos produtores, faltam profissionais à mão das empresas.
"Para as empresas de base florestal, a mecanização é um caminho sem volta, porque reduz custos e acidentes. Mas isso demanda mais capital e mais mão de obra capacitada", afirma o executivo. Atualmente, além da colheita, atividades como a separação de mudas, plantio e irrigação, que antes ocorria planta por planta, já estão mecanizadas. "Ha um outro desafio, relativo à própria capacitação: não há histórico, porque nunca se trabalhou com equipamentos tão sofisticados", acrescenta.
Conforme Carlos Mendes, diretor-executivo da Apre, inicialmente, a demanda das empresas era apenas por profissionais para a etapa da colheita. Agora, há também carência de mecânicos que dominem esses equipamentos, que trazem cada vez mais tecnologia embarcada, e de mão de obra para máquinas de linha amarela, como aquelas utilizadas na manutenção de estradas. "Levaremos mais de um ano para treinar o total necessário de profissionais", diz.
As 45 empresas associadas à Apre, entre elas as fabricantes de celulose e papel Klabin, Arauco, Masisa e Remasa, são donas de 60% das florestas plantadas do Paraná. De acordo com o anuário estatístico da antiga Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) de 2013, no ano anterior, o Estado tinha 817,6 mil hectares de florestas plantadas, ou 12,3% do total no país.
Fonte: Valor
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