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Notícias
13
jun
2014
(MEIO AMBIENTE)
Pesquisa revela que impactos sobre a floresta amazônica vêm sendo subestimados
Uma pesquisa do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, publicada recentemente no Global ChangeBiology, estima que tanto a extração de madeira quanto a ocorrência de fogos acidentais na Amazônia brasileira podem resultar na emissão de mais de 500 milhões de toneladas de carbono por ano, contribuindo para as taxas nacionais de emissão de gases do efeito estufa. Isso equivale a 40% da perda anual de carbono devido ao desmatamento, ou seja, de quando toda a floresta é retirada.
O estudo, que já ganhou ampla atenção internacional, é o maior já feito até hoje que estime a perda de carbono de florestas tropicais. No total, 225 áreas da Amazônia Oriental brasileira foram investigadas e mais de 70 mil árvores e milhares de amostras de solo, madeira morta e outros componentes, chamados pelos cientistas como estoques de carbono, foram analisados.
Impactos da degradação florestal
A degradação florestal frequentemente começa com a extração de madeiras de alto valor comercial, como o mogno e o ipê. A retirada dessas árvores causa danos a dezenas de árvores vizinhas. Uma vez que a floresta tenha sido explorada formam-se muitas aberturas no dossel, o que significa que a floresta se torna muito mais seca devido à exposição ao sol e ao vento, o que por sua vez aumenta o risco de fogos acidentais se espalharem por dentro dessas florestas.
A combinação dos danos causados pela extração de madeira e fogos acidentais pode então transformar as florestas em um mato denso, cheio de árvores e cipós de pequeno porte, resultando no armazenamento 40% menor de carbono do que em florestas não perturbadas.
Até agora, programas e políticas de mitigação aos impactos das mudanças climáticas nos países tropicais têm focado principalmente nas emissões de carbono decorrentes do desmatamento, não levando em consideração as provenientes da degradação florestal.
“Os impactos da extração madeireira e do fogo nas florestas tropicais têm sido constantemente ignorados tanto pela comunidade científica quanto pelo governo, que focam todos os seus esforços em evitar mais desmatamento. Essa postura deu grandes resultados para a conservação da Amazônia brasileira, cuja taxa de desmatamento caiu em mais de 70% nos últimos 10 anos. No entanto, os resultados do nosso estudo mostram que os distúrbios causados pela exploração de madeira e por fogos acidentais pode degradar severamente a floresta, com enormes quantidades de carbono antes armazenadas nas florestas, sendo perdidas”, afirma a brasileira Dra. Erika Berenguer, primeira autora do estudo.
A segunda autora do estudo, Dra. Joice Ferreira da Embrapa Amazônia Oriental, acrescenta: “Os nossos resultados também chamam a atenção para a implementação de políticas públicas mais efetivas no Brasil que visem a redução do uso do fogo na agricultura, já que fogos acidentais podem devastar propriedades rurais e escapar para áreas florestais próximas causando grande degradação florestal. É fundamental controlar tanto o uso do fogo quanto a extração ilegal de madeira para podermos alcançar o compromisso do Brasil em reduzir as suas emissões de carbono”.
O estudo, que já ganhou ampla atenção internacional, é o maior já feito até hoje que estime a perda de carbono de florestas tropicais. No total, 225 áreas da Amazônia Oriental brasileira foram investigadas e mais de 70 mil árvores e milhares de amostras de solo, madeira morta e outros componentes, chamados pelos cientistas como estoques de carbono, foram analisados.
Impactos da degradação florestal
A degradação florestal frequentemente começa com a extração de madeiras de alto valor comercial, como o mogno e o ipê. A retirada dessas árvores causa danos a dezenas de árvores vizinhas. Uma vez que a floresta tenha sido explorada formam-se muitas aberturas no dossel, o que significa que a floresta se torna muito mais seca devido à exposição ao sol e ao vento, o que por sua vez aumenta o risco de fogos acidentais se espalharem por dentro dessas florestas.
A combinação dos danos causados pela extração de madeira e fogos acidentais pode então transformar as florestas em um mato denso, cheio de árvores e cipós de pequeno porte, resultando no armazenamento 40% menor de carbono do que em florestas não perturbadas.
Até agora, programas e políticas de mitigação aos impactos das mudanças climáticas nos países tropicais têm focado principalmente nas emissões de carbono decorrentes do desmatamento, não levando em consideração as provenientes da degradação florestal.
“Os impactos da extração madeireira e do fogo nas florestas tropicais têm sido constantemente ignorados tanto pela comunidade científica quanto pelo governo, que focam todos os seus esforços em evitar mais desmatamento. Essa postura deu grandes resultados para a conservação da Amazônia brasileira, cuja taxa de desmatamento caiu em mais de 70% nos últimos 10 anos. No entanto, os resultados do nosso estudo mostram que os distúrbios causados pela exploração de madeira e por fogos acidentais pode degradar severamente a floresta, com enormes quantidades de carbono antes armazenadas nas florestas, sendo perdidas”, afirma a brasileira Dra. Erika Berenguer, primeira autora do estudo.
A segunda autora do estudo, Dra. Joice Ferreira da Embrapa Amazônia Oriental, acrescenta: “Os nossos resultados também chamam a atenção para a implementação de políticas públicas mais efetivas no Brasil que visem a redução do uso do fogo na agricultura, já que fogos acidentais podem devastar propriedades rurais e escapar para áreas florestais próximas causando grande degradação florestal. É fundamental controlar tanto o uso do fogo quanto a extração ilegal de madeira para podermos alcançar o compromisso do Brasil em reduzir as suas emissões de carbono”.
Fonte: Agência Museu Goeldi
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