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Notícias
03
jun
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
Abimci tem reunião histórica do setor de compensado
Um encontro histórico. Assim foi definida a reunião promovida pela Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) em Curitiba (PR), nesta quinta-feira, 29, que contou com a participação de fabricantes de todo o país que juntos representam mais de 116 mil m³ de produção de compensado de pinus, tropical e plastificado e 84% das exportações nacionais desses produtos.
Na busca para retomar uma posição de mais destaque no mercado internacional, os fabricantes de compensado se uniram para debater os custos de produção que impactam no preço de venda e avaliar os cenários com base em dados socioeconômicos do segmento. Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, as informações estratégicas devem ajudar as empresas na tomada de decisões, principalmente, com a proximidade das férias no hemisfério norte, que sempre resultam em menor venda para a Europa, e quanto ao atual momento de queda no consumo interno.
Na análise apresentada durante o encontro, a recente recuperação das vendas brasileiras de compensado de pinus no último ano deve ser vista com cautela. “Os Estados Unidos começam a se recuperar, mas ainda é difícil analisar os próximos meses. O principal termômetro da economia americana é a construção de casas residenciais. Ainda estamos abaixo de um milhão de casas, o que não se concretiza em negócios para o Brasil, mas as perspectivas são boas”, explica Januário.
Quanto às exportações de compensado tropical, a Associação avalia que o excesso de legislação promoveu uma queda de 326 mil m³ exportados para 32 mil em 2013. Para a região Norte do país, a plantação do paricá é que vem dando um novo fôlego para o setor.
Custo
A preocupação com o custo é uma realidade que foi comprovada por um levantamento feito pela STCP Engenharia de Projetos. A pesquisa considerou apenas o negócio fábrica de compensado com aquisição de insumos a preço de mercado. Foram analisados três casos: compensado de pinus com cola uréica, fenólico e o plastificado. O resultado mostra que as margens são muito restritas, principalmente, segundo Ivan Tomaselli, presidente da STCP e vice-presidente da Abimci, porque a inflação de custos foi muito elevada no país nos últimos cinco anos. Entre os três casos, o compensado plastificado é o que mostra uma melhor margem líquida, podendo chegar a 14%.
Qualidade
Durante a reunião, a Abimci apresentou uma proposta aos industriais visando a criação de parâmetros mínimos de produção do compensado plastificado. De acordo com o superintendente da Associação, Paulo Roberto Pupo, entre os principais problemas enfrentados pelo segmento estão o desnivelamento técnico, a falta de padronização, a concorrência desleal, a baixa competitividade, a desagregação da cadeia produtiva, o isolamento das empresas e os preços baixos. Pelo levantamento feito pela Abimci, atualmente estão em atuação 46 fábricas de compensado plastificado que juntas produzem 36 mil m³.
O objetivo da Associação é que o comprometimento com a melhoria da qualidade gere mais competitividade, abra novos mercados, proteja consumidores e o mercado interno, estabeleça uma concorrência justa e agregue valor às marcas. Para o coordenador do Comitê de Compensado Plastificado da Abimci, Walter Reichert, o setor produtivo precisa fornecer ao mercado comprador uma melhor padronização de seus produtos e informações técnicas mais detalhadas.
Após avaliação do grupo e a coleta de opiniões dos presentes à reunião, a proposta final ao mercado pelo Comitê de Compensado Plastificado em data a ser definida.
Na busca para retomar uma posição de mais destaque no mercado internacional, os fabricantes de compensado se uniram para debater os custos de produção que impactam no preço de venda e avaliar os cenários com base em dados socioeconômicos do segmento. Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, as informações estratégicas devem ajudar as empresas na tomada de decisões, principalmente, com a proximidade das férias no hemisfério norte, que sempre resultam em menor venda para a Europa, e quanto ao atual momento de queda no consumo interno.
Na análise apresentada durante o encontro, a recente recuperação das vendas brasileiras de compensado de pinus no último ano deve ser vista com cautela. “Os Estados Unidos começam a se recuperar, mas ainda é difícil analisar os próximos meses. O principal termômetro da economia americana é a construção de casas residenciais. Ainda estamos abaixo de um milhão de casas, o que não se concretiza em negócios para o Brasil, mas as perspectivas são boas”, explica Januário.
Quanto às exportações de compensado tropical, a Associação avalia que o excesso de legislação promoveu uma queda de 326 mil m³ exportados para 32 mil em 2013. Para a região Norte do país, a plantação do paricá é que vem dando um novo fôlego para o setor.
Custo
A preocupação com o custo é uma realidade que foi comprovada por um levantamento feito pela STCP Engenharia de Projetos. A pesquisa considerou apenas o negócio fábrica de compensado com aquisição de insumos a preço de mercado. Foram analisados três casos: compensado de pinus com cola uréica, fenólico e o plastificado. O resultado mostra que as margens são muito restritas, principalmente, segundo Ivan Tomaselli, presidente da STCP e vice-presidente da Abimci, porque a inflação de custos foi muito elevada no país nos últimos cinco anos. Entre os três casos, o compensado plastificado é o que mostra uma melhor margem líquida, podendo chegar a 14%.
Qualidade
Durante a reunião, a Abimci apresentou uma proposta aos industriais visando a criação de parâmetros mínimos de produção do compensado plastificado. De acordo com o superintendente da Associação, Paulo Roberto Pupo, entre os principais problemas enfrentados pelo segmento estão o desnivelamento técnico, a falta de padronização, a concorrência desleal, a baixa competitividade, a desagregação da cadeia produtiva, o isolamento das empresas e os preços baixos. Pelo levantamento feito pela Abimci, atualmente estão em atuação 46 fábricas de compensado plastificado que juntas produzem 36 mil m³.
O objetivo da Associação é que o comprometimento com a melhoria da qualidade gere mais competitividade, abra novos mercados, proteja consumidores e o mercado interno, estabeleça uma concorrência justa e agregue valor às marcas. Para o coordenador do Comitê de Compensado Plastificado da Abimci, Walter Reichert, o setor produtivo precisa fornecer ao mercado comprador uma melhor padronização de seus produtos e informações técnicas mais detalhadas.
Após avaliação do grupo e a coleta de opiniões dos presentes à reunião, a proposta final ao mercado pelo Comitê de Compensado Plastificado em data a ser definida.
Fonte: INTERACT Comunicação
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