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Notícias
02
jun
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
No Rio Grande do Sul, financiamento para bambu passa a ser liberado pelo Pronaf
Produtor rural no município de Planalto, no Rio Grande do Sul, o engenheiro agrônomo Carlos Ciprandi entra para a história agroflorestal como o primeiro brasileiro a conseguir financiamento para o plantio do bambu com recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).
Questionado se a partir de agora os produtores rurais terão mais facilidade em conseguir financiamentos, Ciprandi respondeu que tudo é um processo e, como consequência, tem passos que precisam ser dados para consolidar a conquista. “Tem gerente de banco que rir da sua cara, outros ficam curiosos e com dúvidas, mas também tem aqueles que acreditam que o negócio é promissor. Por ser uma nova cultura, as dúvidas são grandes. Por isso, quanto mais informação, melhor para os bancos, que, em seguida, vão liberar os financiamentos”, enfatizou Carlos Ciprandi.
Entre as instituições financeiras, apenas o Banco do Brasil tem liberado recursos para esta cultura. Isso aconteceu em São Paulo e Goiás. No caso de Carlos Ciprandi, o recurso veio do Pronaf. Ciprandi provou que o bambu é uma cultura que se encaixa perfeitamente na agricultura familiar. A temática faz parte, inclusive, de sua tese de pós-graduação. Esse bambu servirá para a produção de madeira e de alimentos – o chamado broto de bambu.
Na avaliação de Ciprandi, o crédito para este conjunto de agricultores é fundamental. “No meu trabalho descrevi mais de 18 utilidades práticas do bambu na pequena propriedade rural, antes mesmo da venda do excedente. Desafio a qualquer um a mostrar uma cultura que atinja tão amplamente os trabalhos no campo, em especial, na agricultura familiar”, provocou Ciprandi. Contudo, ele diz ainda que só o crédito não é suficiente, porque é necessário capacitar o agricultor para que faça bom uso destes recursos e se utilize adequadamente da cultura do bambu.
Depois deste feito até então inédito, Carlos Ciprandi espera que haja outras iniciativas por todo o País. Ele diz que tem pouco acesso a informações e que os chamados ‘bambuzeiros’ do País ainda estão se conhecendo, ou seja, por enquanto há iniciativas isoladas. O que motiva Carlos Ciprandi é o mercado de bambu, por conta do aumento de demanda por madeira de qualidade e alimentos sem agrotóxicos.
De acordo com Ciprandi, a demanda já existe e, na medida em que as indústrias destes setores (moveleira e alimentos) descobrirem a potencialidade do bambu, este espaço só tende a aumentar. Ciprandi acredita que o bambu é uma cultura que vai gerar muitos empregos no campo. Sozinho na região, ele precisa mostrar as possibilidades que esta gramínea tem. Para isso, é obrigado a ter um conhecimento sobre toda a cadeia produtiva.
O broto de bambu vem ganhando mercado por ser um alimento sem agrotóxico e delicioso
Por enquanto, seu foco é na produção de mudas, no qual estabeleceu uma estufa com condições de clima controlado a fim de ter um viveiro com capacidade para atender a demanda. Paralelo a isso, Ciprandi desenvolve produtos com base na madeira do bambu, brotos em conserva, carvão, bambucreto, entre outros. Aos poucos, ele pretende ir passando estas atividades para outros interessados.
Quanto às pesquisas, Ciprandi acredita que na área de produção de mudas só haverá um saldo em qualidade e quantidade quando houver migração para a reprodução “in virto”, ou de tecidos. Para isso, é necessário atrair o interesse de universidades e de governos. “Fica impraticável uma iniciativa particular - como a minha – de investir nesta área”, acrescentou. Só assim será possível baixar os custos de produção de uma muda, dando mais condições de acesso à cultura do bambu aos pequenos agricultores, em especial.
Na área da pesquisa, o maior desafio é mostrar a governos e universidades a importância desta planta. Até agora o assunto não tem sido tratado com a atenção considerada merecida pelos ‘bambuzeiros’. A boa notícia, segundo Ciprandi, é o interesse pelo agricultor, que é grande, mas é necessário que os órgãos oficiais de fomento façam esta ponte. Tratando-se de agricultura familiar, fica difícil para um único produtor ir buscar informações e ser assistido na implantação da cultura sem auxilio. Por isso, Ciprandi insiste na necessidade de sensibilizar órgãos governamentais para que implantem projetos de incentivo ao plantio de bambu.
Segundo Carlos Ciprandi, com a área e clima favoráveis, o Brasil tem tudo para ser destaque no bambu. “Temos mão de obra abundante. O Brasil só não se tornará referência se não quiser”, afirmou. Hoje, o Brasil importa bambu da China e todos estes produtos poderão ser fabricados aqui rapidamente, podendo ser exportados em pouco tempo. “Não existe mercado porque não temos bambu; não temos bambu porque não tem mercado, temos que dar um pontapé inicial neste jogo e o mais fácil é plantar”, destacou Ciprandi.
Questionado se a partir de agora os produtores rurais terão mais facilidade em conseguir financiamentos, Ciprandi respondeu que tudo é um processo e, como consequência, tem passos que precisam ser dados para consolidar a conquista. “Tem gerente de banco que rir da sua cara, outros ficam curiosos e com dúvidas, mas também tem aqueles que acreditam que o negócio é promissor. Por ser uma nova cultura, as dúvidas são grandes. Por isso, quanto mais informação, melhor para os bancos, que, em seguida, vão liberar os financiamentos”, enfatizou Carlos Ciprandi.
Entre as instituições financeiras, apenas o Banco do Brasil tem liberado recursos para esta cultura. Isso aconteceu em São Paulo e Goiás. No caso de Carlos Ciprandi, o recurso veio do Pronaf. Ciprandi provou que o bambu é uma cultura que se encaixa perfeitamente na agricultura familiar. A temática faz parte, inclusive, de sua tese de pós-graduação. Esse bambu servirá para a produção de madeira e de alimentos – o chamado broto de bambu.
Na avaliação de Ciprandi, o crédito para este conjunto de agricultores é fundamental. “No meu trabalho descrevi mais de 18 utilidades práticas do bambu na pequena propriedade rural, antes mesmo da venda do excedente. Desafio a qualquer um a mostrar uma cultura que atinja tão amplamente os trabalhos no campo, em especial, na agricultura familiar”, provocou Ciprandi. Contudo, ele diz ainda que só o crédito não é suficiente, porque é necessário capacitar o agricultor para que faça bom uso destes recursos e se utilize adequadamente da cultura do bambu.
Depois deste feito até então inédito, Carlos Ciprandi espera que haja outras iniciativas por todo o País. Ele diz que tem pouco acesso a informações e que os chamados ‘bambuzeiros’ do País ainda estão se conhecendo, ou seja, por enquanto há iniciativas isoladas. O que motiva Carlos Ciprandi é o mercado de bambu, por conta do aumento de demanda por madeira de qualidade e alimentos sem agrotóxicos.
De acordo com Ciprandi, a demanda já existe e, na medida em que as indústrias destes setores (moveleira e alimentos) descobrirem a potencialidade do bambu, este espaço só tende a aumentar. Ciprandi acredita que o bambu é uma cultura que vai gerar muitos empregos no campo. Sozinho na região, ele precisa mostrar as possibilidades que esta gramínea tem. Para isso, é obrigado a ter um conhecimento sobre toda a cadeia produtiva.
O broto de bambu vem ganhando mercado por ser um alimento sem agrotóxico e delicioso
Por enquanto, seu foco é na produção de mudas, no qual estabeleceu uma estufa com condições de clima controlado a fim de ter um viveiro com capacidade para atender a demanda. Paralelo a isso, Ciprandi desenvolve produtos com base na madeira do bambu, brotos em conserva, carvão, bambucreto, entre outros. Aos poucos, ele pretende ir passando estas atividades para outros interessados.
Quanto às pesquisas, Ciprandi acredita que na área de produção de mudas só haverá um saldo em qualidade e quantidade quando houver migração para a reprodução “in virto”, ou de tecidos. Para isso, é necessário atrair o interesse de universidades e de governos. “Fica impraticável uma iniciativa particular - como a minha – de investir nesta área”, acrescentou. Só assim será possível baixar os custos de produção de uma muda, dando mais condições de acesso à cultura do bambu aos pequenos agricultores, em especial.
Na área da pesquisa, o maior desafio é mostrar a governos e universidades a importância desta planta. Até agora o assunto não tem sido tratado com a atenção considerada merecida pelos ‘bambuzeiros’. A boa notícia, segundo Ciprandi, é o interesse pelo agricultor, que é grande, mas é necessário que os órgãos oficiais de fomento façam esta ponte. Tratando-se de agricultura familiar, fica difícil para um único produtor ir buscar informações e ser assistido na implantação da cultura sem auxilio. Por isso, Ciprandi insiste na necessidade de sensibilizar órgãos governamentais para que implantem projetos de incentivo ao plantio de bambu.
Segundo Carlos Ciprandi, com a área e clima favoráveis, o Brasil tem tudo para ser destaque no bambu. “Temos mão de obra abundante. O Brasil só não se tornará referência se não quiser”, afirmou. Hoje, o Brasil importa bambu da China e todos estes produtos poderão ser fabricados aqui rapidamente, podendo ser exportados em pouco tempo. “Não existe mercado porque não temos bambu; não temos bambu porque não tem mercado, temos que dar um pontapé inicial neste jogo e o mais fácil é plantar”, destacou Ciprandi.
Fonte: Elias Luz - Painel Florestal
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