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Notícias
21
mai
2014
(MEIO AMBIENTE)
Preocupante: Paraguai reduz de 9 para 1,5 milhão de hectares de florestas
O vice-diretor do WWF, Roberto Tróia, denunciou durante uma entrevista à agência espanhola de notícias EFE que o Paraguai reduziu de 9 para 1,5 milhão de hectares as florestas do país entre 1950 e 2004. O motivo da queda está ligada a expansão da produção agrícola para a exportação.
De acordo com WWF, em 2004 o Paraguai alcançou a maior categoria de desmatamento da América e o segundo do mundo, que só conseguiu ser refreada após aprovar a lei conhecida como "Desmatamento Zero", a qual só afeta metade do território local. "Avaliamos o trabalho do Legislativo para continuar com a lei de desmatamento zero que aponta precisamente a tentativa de regular um processo de redução da fronteira agrícola", explicou Tróia.
Outro fator importante para o desmatamento é crescimento da demanda de soja e carne em países como a China. O pedido é tão grande que "é preciso influir no mercado chinês" para conseguir que haja uma produção agrícola que respeite as florestas e os leitos hídricos nos países produtores como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. "Há sete ou dez comercializadores mundiais que podem exigir ou só comprar soja certificada, ou soja legal. É uma proposta para várias comodities já que pedimos o mesmo para os produtos do mar", comentou Tróia
Na entrevista o vice-presidente fez um apelo e pediu que fossem consolidados corredores ecológicos no Paraguai – já que desde 1999 a cobertura da mata atlântica foi perdendo espaço para outros plantios.
No Paraguai, o uso de pesticidas nos grandes latifúndios dedicados à soja provocou os protestos de camponeses porque dizem que seus animais e cultivos de subsistência são afetados. Os camponeses exigem do governo que controle o uso dos agroquímicos por parte dos grandes fazendeiros para que cumpram a lei, enquanto estes asseguram respeitá-la.
De acordo com WWF, em 2004 o Paraguai alcançou a maior categoria de desmatamento da América e o segundo do mundo, que só conseguiu ser refreada após aprovar a lei conhecida como "Desmatamento Zero", a qual só afeta metade do território local. "Avaliamos o trabalho do Legislativo para continuar com a lei de desmatamento zero que aponta precisamente a tentativa de regular um processo de redução da fronteira agrícola", explicou Tróia.
Outro fator importante para o desmatamento é crescimento da demanda de soja e carne em países como a China. O pedido é tão grande que "é preciso influir no mercado chinês" para conseguir que haja uma produção agrícola que respeite as florestas e os leitos hídricos nos países produtores como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. "Há sete ou dez comercializadores mundiais que podem exigir ou só comprar soja certificada, ou soja legal. É uma proposta para várias comodities já que pedimos o mesmo para os produtos do mar", comentou Tróia
Na entrevista o vice-presidente fez um apelo e pediu que fossem consolidados corredores ecológicos no Paraguai – já que desde 1999 a cobertura da mata atlântica foi perdendo espaço para outros plantios.
No Paraguai, o uso de pesticidas nos grandes latifúndios dedicados à soja provocou os protestos de camponeses porque dizem que seus animais e cultivos de subsistência são afetados. Os camponeses exigem do governo que controle o uso dos agroquímicos por parte dos grandes fazendeiros para que cumpram a lei, enquanto estes asseguram respeitá-la.
Fonte: Ciência Terra / Adaptado por CeluloseOnline
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