Voltar
Notícias
17
mai
2014
(BIOENERGIA)
Madeira: Resíduos atraem investidores a MT
A utilização de resíduos de madeira para geração de energia, por meio de termoelétricas, é uma alternativa para reforçar o abastecimento elétrico no país e uma forma de estimular os negócios florestais
Essa é a avaliação de representantes da empresa Tecnosugar - Tecnologia em Açúcar e Álcool -, que visitaram Mato Grosso na última semana para prospectar a oferta de resíduos de madeira, bagaço de cana-de-açúcar e casca de arroz. Na passagem por Cuiabá, eles se reuniram com o diretor executivo do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), Álvaro Leite.
O engenheiro florestal da Tecnosugar, Fábio Machado, relatou que a visita a Mato Grosso objetiva conhecer a disponibilidade de resíduo para viabilizar a comercialização. "Acreditamos que a implementação de termoelétricas é a solução para a falta de energia no Brasil e a utilização de resíduos acabaria com os problemas ambientais, transformando o negócio florestal". Na ocasião, ele detalhou projetos de termoelétricas a base de biomassa que geram 500 megawatts (mW) de energia.
No ano passado, o Cipem promoveu um workshop para discutir as oportunidades de negócios envolvendo resíduos de madeira, lembra Álvaro Leite. "Foi com a divulgação desse evento que eles (empresários) chegaram até nós".
Em Mato Grosso, os projetos para aproveitamento do resíduo da madeira com a finalidade de gerar energia se disseminam aos poucos. Em Aripuanã, aproximadamente 35 indústrias terão o pó de serra e cavacos de madeira aproveitados pelos próximos 12 anos por uma usina com capacidade instalada de 30 mW. No mesmo município, outra termoelétrica com capacidade para gerar 1,5 mW de energia irá receber os resíduos de 19 serrarias, instaladas no distrito de Conselvan. Para garantir a geração elétrica são necessárias 45 toneladas de pó de serra e lenha, explica o idealizador do projeto, Sílvio Dalmolin. Com a parceria, as indústrias madeireiras entregam o resíduo para queima à usina termoelétrica e, em contrapartida, são supridas com a energia gerada ao mesmo custo praticado pela concessionária estadual.
Na região noroeste do Estado, a intenção é adotar um modelo semelhante para aproveitamento dos resíduos sólidos, gerando energia por meio de uma termoelétrica, revelou o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (Simno), Roberto Rios. “Com a doação de uma área pela prefeitura, a indústria pode ser implantada por meio do associativismo entre os empresários do setor”. No município há aproximadamente 70 indústrias madeireiras e moveleiras, sendo 53 sindicalizadas.
Na avaliação do doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos, Ivo Leandro Dorileo, é significativo o potencial local para geração de energia por fontes renováveis, além de ser altamente desejável a inserção incentivada da biomassa. "No caso de Mato Grosso, podemos transformar a cana, palmáceas tropicais em energéticos, produzir oleaginosas com aproveitamento para biocombustível, florestas plantadas para produção de energia e incentivo à utilização dos resíduos de madeira, casca de arroz, bagaço de cana com investimentos em cogeração pelas indústrias para produzir eletricidade e para fins térmicos".
Essa é a avaliação de representantes da empresa Tecnosugar - Tecnologia em Açúcar e Álcool -, que visitaram Mato Grosso na última semana para prospectar a oferta de resíduos de madeira, bagaço de cana-de-açúcar e casca de arroz. Na passagem por Cuiabá, eles se reuniram com o diretor executivo do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), Álvaro Leite.
O engenheiro florestal da Tecnosugar, Fábio Machado, relatou que a visita a Mato Grosso objetiva conhecer a disponibilidade de resíduo para viabilizar a comercialização. "Acreditamos que a implementação de termoelétricas é a solução para a falta de energia no Brasil e a utilização de resíduos acabaria com os problemas ambientais, transformando o negócio florestal". Na ocasião, ele detalhou projetos de termoelétricas a base de biomassa que geram 500 megawatts (mW) de energia.
No ano passado, o Cipem promoveu um workshop para discutir as oportunidades de negócios envolvendo resíduos de madeira, lembra Álvaro Leite. "Foi com a divulgação desse evento que eles (empresários) chegaram até nós".
Em Mato Grosso, os projetos para aproveitamento do resíduo da madeira com a finalidade de gerar energia se disseminam aos poucos. Em Aripuanã, aproximadamente 35 indústrias terão o pó de serra e cavacos de madeira aproveitados pelos próximos 12 anos por uma usina com capacidade instalada de 30 mW. No mesmo município, outra termoelétrica com capacidade para gerar 1,5 mW de energia irá receber os resíduos de 19 serrarias, instaladas no distrito de Conselvan. Para garantir a geração elétrica são necessárias 45 toneladas de pó de serra e lenha, explica o idealizador do projeto, Sílvio Dalmolin. Com a parceria, as indústrias madeireiras entregam o resíduo para queima à usina termoelétrica e, em contrapartida, são supridas com a energia gerada ao mesmo custo praticado pela concessionária estadual.
Na região noroeste do Estado, a intenção é adotar um modelo semelhante para aproveitamento dos resíduos sólidos, gerando energia por meio de uma termoelétrica, revelou o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso (Simno), Roberto Rios. “Com a doação de uma área pela prefeitura, a indústria pode ser implantada por meio do associativismo entre os empresários do setor”. No município há aproximadamente 70 indústrias madeireiras e moveleiras, sendo 53 sindicalizadas.
Na avaliação do doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos, Ivo Leandro Dorileo, é significativo o potencial local para geração de energia por fontes renováveis, além de ser altamente desejável a inserção incentivada da biomassa. "No caso de Mato Grosso, podemos transformar a cana, palmáceas tropicais em energéticos, produzir oleaginosas com aproveitamento para biocombustível, florestas plantadas para produção de energia e incentivo à utilização dos resíduos de madeira, casca de arroz, bagaço de cana com investimentos em cogeração pelas indústrias para produzir eletricidade e para fins térmicos".
Fonte: Top News
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















