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Notícias
02
mai
2014
(BIOENERGIA)
Empresas aderem a novo método que rastreará processo do carvão vegetal
A ONG WWF Brasil realizou no mês de abril em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, um seminário sobre integração de práticas florestais. O evento reuniu especialistas em florestas e produtores de carvão vegetal, aço, papel e celulose de 15 países. No encontro as empresas do setor mínero-siderúrgico Vetorial, Simasul e Sidepar, aproveitaram para assinar o ProMoVe Carvão Vegetal, uma nova metodologia para rastrear e certificar a origem da madeira utilizada na produção de carvão e de todo o processo produtivo, até a entrega às siderúrgicas.
O documento surgiu após longas discussões desde 2010 de um grupo de trabalho que reúne empresas, sociedade civil, setor público, Ministério Público, Fundação Avina, Instituto Ethos e WWF, cujo objetivo era transformar uma atividade insustentável do ponto de vista ecológico numa ambiental e socialmente correta.
A empresa que assina o ProMoVe Carvão Vegetal se compromete a implantar os princípios de cumprimento do escopo legal, condições de trabalho decente (segundo as convenções da Organização Internacional do Trabalho), relação responsável com as comunidades próximas, responsabilidade ambiental (controle de impacto, redução de emissões), boas práticas de produção florestal, tecnologias eficientes e rastreabilidade, em suas atividades.
Todas as seis mudanças devem ser feitas por módulos, que levam no total cerca de oito anos. Ao longo do processo as empresas passam por auditorias. O custo dessas adequações dependerá do nível de correção ambiental de cada empresa.
De acordo com o gerente executivo de políticas públicas do Instituto Ethos, Caio Magri, com o ProMove a produção de carvão vegetal brasileira ficará dividida em antes e depois. “Estamos convencidos de que este é um momento histórico para o setor siderúrgico brasileiro. No período classificado como antes tínhamos ocorrências de fraudes, trabalho infantil e degradação ambiental. No momento depois teremos transparência, rastreabilidade de toda a cadeia, trabalho decente nas carvoarias e um novo commodity, o aço verde”, comentou.
De acordo com o Ibama, em 2005, havia 5 mil carvoarias atuando no Estado do Mato Grosso do Sul. Destas, apenas 468 estavam legalizadas. Segundo o relatório da Operação Rastro Negro promovida pelo instituto, dos 10 milhões de metros de carvão transportados no Brasil em 2007, 44% eram oriundos do Mato Grosso do Sul.
O seminário realizado pela WWF fez parte para divulgar a plataforma NGP (New Generation Plantations), traduzindo é as plantações de uma nova geração. Essa plataforma busca promover novas maneiras de explorar as florestas, atendendo à demanda crescente por bens de consumo sem contudo destruir as matas nativas para tanto.
Fazem parte dessa iniciativa dez empresas globais que cultivam florestas, entre elas a Fibria, Veracel e Suzano, três departamentos de Estado (Estado do Acre, administração florestal da China e do Reino Unido) e técnicos do mundo todo que se reúnem para compartilhar conhecimento.
O documento surgiu após longas discussões desde 2010 de um grupo de trabalho que reúne empresas, sociedade civil, setor público, Ministério Público, Fundação Avina, Instituto Ethos e WWF, cujo objetivo era transformar uma atividade insustentável do ponto de vista ecológico numa ambiental e socialmente correta.
A empresa que assina o ProMoVe Carvão Vegetal se compromete a implantar os princípios de cumprimento do escopo legal, condições de trabalho decente (segundo as convenções da Organização Internacional do Trabalho), relação responsável com as comunidades próximas, responsabilidade ambiental (controle de impacto, redução de emissões), boas práticas de produção florestal, tecnologias eficientes e rastreabilidade, em suas atividades.
Todas as seis mudanças devem ser feitas por módulos, que levam no total cerca de oito anos. Ao longo do processo as empresas passam por auditorias. O custo dessas adequações dependerá do nível de correção ambiental de cada empresa.
De acordo com o gerente executivo de políticas públicas do Instituto Ethos, Caio Magri, com o ProMove a produção de carvão vegetal brasileira ficará dividida em antes e depois. “Estamos convencidos de que este é um momento histórico para o setor siderúrgico brasileiro. No período classificado como antes tínhamos ocorrências de fraudes, trabalho infantil e degradação ambiental. No momento depois teremos transparência, rastreabilidade de toda a cadeia, trabalho decente nas carvoarias e um novo commodity, o aço verde”, comentou.
De acordo com o Ibama, em 2005, havia 5 mil carvoarias atuando no Estado do Mato Grosso do Sul. Destas, apenas 468 estavam legalizadas. Segundo o relatório da Operação Rastro Negro promovida pelo instituto, dos 10 milhões de metros de carvão transportados no Brasil em 2007, 44% eram oriundos do Mato Grosso do Sul.
O seminário realizado pela WWF fez parte para divulgar a plataforma NGP (New Generation Plantations), traduzindo é as plantações de uma nova geração. Essa plataforma busca promover novas maneiras de explorar as florestas, atendendo à demanda crescente por bens de consumo sem contudo destruir as matas nativas para tanto.
Fazem parte dessa iniciativa dez empresas globais que cultivam florestas, entre elas a Fibria, Veracel e Suzano, três departamentos de Estado (Estado do Acre, administração florestal da China e do Reino Unido) e técnicos do mundo todo que se reúnem para compartilhar conhecimento.
Fonte: Valor Econômico / Adaptado por CeluloseOnline
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