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Notícias
15
abr
2014
(GERAL)
Pesquisadores vão mapear castanhais nativos e caracterizar sistemas de produção extrativista da castanha-do-brasil
Bela e imponente, a castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa) é uma das árvores-símbolo da Amazônia, e tem merecido atenção especial da pesquisa devido à sua importância social, ecológica e econômica. Com o objetivo de conhecer melhor diversos aspectos relacionados à castanheira e ao seu ambiente natural, um grupo de pesquisadores está iniciando um projeto audacioso, que pretende mapear e modelar a ocorrência de castanhais nativos da Amazônia brasileira, por meio de geotecnologias, e caracterizar as relações sociais e econômicas de sistemas de produção, a fim de contribuir para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil.
O projeto conta com nome e apelido: Mapeamento de Castanhais Nativos e Caracterização Socioambiental e Econômica de Sistema de Produção de Castanha-do-Brasil na Amazônia ou, simplesmente, MapCast. O trabalho contempla atividades em seis Estados da região norte – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia – e em um do centro-oeste, o Mato Grosso. Atualmente não existe um mapa geral da ocorrência da castanheira na Amazônia brasileira e os estudos sobre a distribuição espacial dos castanhais podem ser cruciais para a definição de estratégias de manejo e conservação da espécie.
Mas a tarefa não é fácil. Devido à grande diversidade florística existente nas florestas tropicais, um dos desafios principais dos pesquisadores é realizar a identificação das castanheiras no ambiente natural, onde podem estar acompanhadas de uma multiplicidade de até 300 espécies por hectare. Para isso, o projeto prevê a utilização de dados oriundos de tecnologias digitais modernas, como sensores remotos de alta resolução e tecnologia de laser scanner.
Os pesquisadores também pretendem responder de que forma fatores como o clima, solo, diversidade e topografia, dentre outros, podem influenciar a ocorrência e abundância das castanheiras e a produção de frutos.
Caracterização socioambiental e econômica
Um dos objetivos do MapCast é realizar a caracterização socioambiental e econômica de sistemas de produção da castanha-do-brasil. Para isso, os pesquisadores vão buscar conhecer melhor alguns dos atores que compõem a cadeia produtiva, colhendo informações importantes desde a produção até a comercialização do produto. Hoje, mais de 55 mil pessoas têm seu sustento baseado no extrativismo da castanha, o que gera a necessidade de conhecimentos sobre os diferentes tipos de organização social das comunidades extrativistas e de suas relações com as áreas onde são coletadas as castanhas. Outra ação importante do projeto é definir quais são os principais fatores formadores do preço do produto nas regiões estudadas.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), líder do projeto, Kátia Emídio, o trabalho terá a duração de 48 meses, e as informações coletadas durante o período serão importantes para o avanço do conhecimento sobre a castanheira. “Em especial nos aspectos relacionados ao seu ambiente natural de ocorrência, os principais sistemas de produção extrativista atualmente existentes, sendo os mesmos fundamentais para a adaptação e recomendação de práticas de manejo adequadas às particularidades das regiões da Amazônia, e o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil”, destacou.
Instituições participantes
O projeto MapCast, desenvolvido em rede com um grupo multidisciplinar de pesquisadores, é liderado pela Embrapa Amazônia Ocidental, Unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A equipe conta com representantes de outras Unidades da empresa, como a Embrapa Agrossilvipastoril (Mato Grosso), Embrapa Amapá, Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Oriental (Pará), e Embrapa Roraima, além de outras instituições, como o Instituto Chico Mendes, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Universidade Federal do Acre, Universidade Federal de Viçosa, Universidade de Brasília e Universidade Federal do Amapá. O MapCast integra o Arranjo de projetos da Embrapa intitulado “Tecnologias para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil – TechCast”, que objetiva trabalhar aspectos ligados à conservação, manejo, comunicação e oportunidades de mercado, visando a melhoria na eficiência produtiva da castanha e o desenvolvimento social e econômico da Amazônia.
Castanheira-do-brasil
A castanheira-do-brasil ocorre em terras altas de toda a Bacia Amazônica. Além do aproveitamento dos frutos, a árvore tem aptidão madeireira, mas só pode ser explorada dessa forma em plantios, já que integra a lista do Ibama como espécie vulnerável. Em seu ambiente natural, as castanheiras atingem até 50 metros de altura, sendo uma das espécies mais altas da Amazônia. O fruto da castanheira (ouriço) tem o tamanho aproximado de um coco e pode pesar cerca de dois quilos. Possui casca muito dura, e abriga entre oito e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas-do-brasil. Caso não sejam consumidas, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar. Muitas delas são plantadas por cutias, que comem algumas das sementes e enterram as outras para comer mais tarde. As sementes esquecidas brotarão da terra para começar um período de vida da castanheira que pode chegar a até 500 anos.
Por Felipe Rosa, Embrapa Amazônia Ocidental.
O projeto conta com nome e apelido: Mapeamento de Castanhais Nativos e Caracterização Socioambiental e Econômica de Sistema de Produção de Castanha-do-Brasil na Amazônia ou, simplesmente, MapCast. O trabalho contempla atividades em seis Estados da região norte – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia – e em um do centro-oeste, o Mato Grosso. Atualmente não existe um mapa geral da ocorrência da castanheira na Amazônia brasileira e os estudos sobre a distribuição espacial dos castanhais podem ser cruciais para a definição de estratégias de manejo e conservação da espécie.
Mas a tarefa não é fácil. Devido à grande diversidade florística existente nas florestas tropicais, um dos desafios principais dos pesquisadores é realizar a identificação das castanheiras no ambiente natural, onde podem estar acompanhadas de uma multiplicidade de até 300 espécies por hectare. Para isso, o projeto prevê a utilização de dados oriundos de tecnologias digitais modernas, como sensores remotos de alta resolução e tecnologia de laser scanner.
Os pesquisadores também pretendem responder de que forma fatores como o clima, solo, diversidade e topografia, dentre outros, podem influenciar a ocorrência e abundância das castanheiras e a produção de frutos.
Caracterização socioambiental e econômica
Um dos objetivos do MapCast é realizar a caracterização socioambiental e econômica de sistemas de produção da castanha-do-brasil. Para isso, os pesquisadores vão buscar conhecer melhor alguns dos atores que compõem a cadeia produtiva, colhendo informações importantes desde a produção até a comercialização do produto. Hoje, mais de 55 mil pessoas têm seu sustento baseado no extrativismo da castanha, o que gera a necessidade de conhecimentos sobre os diferentes tipos de organização social das comunidades extrativistas e de suas relações com as áreas onde são coletadas as castanhas. Outra ação importante do projeto é definir quais são os principais fatores formadores do preço do produto nas regiões estudadas.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), líder do projeto, Kátia Emídio, o trabalho terá a duração de 48 meses, e as informações coletadas durante o período serão importantes para o avanço do conhecimento sobre a castanheira. “Em especial nos aspectos relacionados ao seu ambiente natural de ocorrência, os principais sistemas de produção extrativista atualmente existentes, sendo os mesmos fundamentais para a adaptação e recomendação de práticas de manejo adequadas às particularidades das regiões da Amazônia, e o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil”, destacou.
Instituições participantes
O projeto MapCast, desenvolvido em rede com um grupo multidisciplinar de pesquisadores, é liderado pela Embrapa Amazônia Ocidental, Unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A equipe conta com representantes de outras Unidades da empresa, como a Embrapa Agrossilvipastoril (Mato Grosso), Embrapa Amapá, Embrapa Acre, Embrapa Amazônia Oriental (Pará), e Embrapa Roraima, além de outras instituições, como o Instituto Chico Mendes, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Universidade Federal do Acre, Universidade Federal de Viçosa, Universidade de Brasília e Universidade Federal do Amapá. O MapCast integra o Arranjo de projetos da Embrapa intitulado “Tecnologias para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-brasil – TechCast”, que objetiva trabalhar aspectos ligados à conservação, manejo, comunicação e oportunidades de mercado, visando a melhoria na eficiência produtiva da castanha e o desenvolvimento social e econômico da Amazônia.
Castanheira-do-brasil
A castanheira-do-brasil ocorre em terras altas de toda a Bacia Amazônica. Além do aproveitamento dos frutos, a árvore tem aptidão madeireira, mas só pode ser explorada dessa forma em plantios, já que integra a lista do Ibama como espécie vulnerável. Em seu ambiente natural, as castanheiras atingem até 50 metros de altura, sendo uma das espécies mais altas da Amazônia. O fruto da castanheira (ouriço) tem o tamanho aproximado de um coco e pode pesar cerca de dois quilos. Possui casca muito dura, e abriga entre oito e 24 sementes, que são as apreciadas castanhas-do-brasil. Caso não sejam consumidas, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar. Muitas delas são plantadas por cutias, que comem algumas das sementes e enterram as outras para comer mais tarde. As sementes esquecidas brotarão da terra para começar um período de vida da castanheira que pode chegar a até 500 anos.
Por Felipe Rosa, Embrapa Amazônia Ocidental.
Fonte: Ecodebate
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