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Notícias
14
abr
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
Falta de chuva pode prejudicar plantações de eucaliptos no Brasil
Especialistas e agentes do setor de celulose e papel estão preocupados com a falta de chuva que atinge grande parte do Brasil. A seca pode afetar a produtividade das florestas de eucaliptos e obrigar as empresas de celulose a comprar madeira terceirizada a preços mais altos. Além disso o tempo seco pode afetar o desenvolvimento das árvores em todo o ciclo de crescimento do eucalipto, que no Brasil é de em média sete anos, comprometendo a produtividade das florestas neste ano e também nos próximos.
O engenheiro agrônomo e especialista em culturas de celulose, Celso Foelkel, explica que a planta quando não encontra água, seca e perde as folhas, levando a interrupção da fotossíntese e, consequentemente, do crescimento. "Tanto as mudas que serão plantadas quanto as árvores mais velhas e mais próximas do período de colheita são impactadas pela seca."
Segundo o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, é difícil estimar as perdas de produtividade pela falta de chuvas, pois os efeitos são sentidos com maior intensidade nos próximos anos. Mas as perdas poderiam chegar a 12,5 %. "Suponha que você não tenha uma produtividade de 40 metros cúbicos, mas 35. Se começar a repetir isso em muitos hectares, começa a faltar madeira", ressalta Schalka.
De acordo com a Abraf (Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas), em 2012 o Brasil tinha 5,10 milhões de hectares de florestas plantadas de eucaliptos com uma produtividade média de 40,7 metros cúbicos por hectare ao ano.
Mesmo com a alta estiagem, Schalka revela que a Suzano possui excesso de florestas em regiões afetadas pela escassez de chuvas no país, como o estado de São Paulo. "Uma estiagem afeta sim o crescimento anual das nossas áreas. Na Bahia e no Maranhão, não houve nenhuma alteração na pluviosidade. Em São Paulo, pode afetar se continuar essa situação", comenta.
Sobre um racionamentos de energia e água no setor de C&P pela falta da chuva, Foelkel conta que as empresas não correm riscos pois elas tem a capacidade de aproveitar a energia gerada no processo de produção da celulose e as outorgas para captar água diretamente, e não por meio do sistema de abastecimento. “Mas o risco de perda de produtividade por causa da seca está levando o setor a realizar estudos para desenvolver mudas mais adaptadas ao clima seco, disse o engenheiro agrônomo e especialista”, revela.
Previsão de chuva
Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas nos primeiros três meses de 2014 na região de São Paulo, onde estão localizadas fábricas e plantações da Suzano e da Fibria, e do Mato Grosso do Sul, onde está presente a Eldorado Celulose, além da própria Fibria, têm ficado abaixo da média histórica.
No sul da Bahia, onde Suzano e Fibria estão instaladas, a situação é menos crítica, após a retomada das chuvas neste início de abril.
De acordo com o agrometeorologista, as previsões da Somar indicam uma retomada das chuvas tanto em São Paulo quanto no Mato Grosso do Sul,
Mesmo ainda com sinais de preocupação em São Paulo, as previsões meteorológicas revelam que a chuva vai voltar a cair. Para a região de Três Lagoas, em abril deve chover dentro da média. Em maio, deve chover 60% menos e 50% por cento a menos em junho. Em São Paulo, abril deve ficar 20% acima da média, por causa de pancadas no fim do mês. Em maio chove dentro da média. Meses de junho e julho devem ficar um pouco abaixo com algumas pancadas isoladas.
O engenheiro agrônomo e especialista em culturas de celulose, Celso Foelkel, explica que a planta quando não encontra água, seca e perde as folhas, levando a interrupção da fotossíntese e, consequentemente, do crescimento. "Tanto as mudas que serão plantadas quanto as árvores mais velhas e mais próximas do período de colheita são impactadas pela seca."
Segundo o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, é difícil estimar as perdas de produtividade pela falta de chuvas, pois os efeitos são sentidos com maior intensidade nos próximos anos. Mas as perdas poderiam chegar a 12,5 %. "Suponha que você não tenha uma produtividade de 40 metros cúbicos, mas 35. Se começar a repetir isso em muitos hectares, começa a faltar madeira", ressalta Schalka.
De acordo com a Abraf (Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas), em 2012 o Brasil tinha 5,10 milhões de hectares de florestas plantadas de eucaliptos com uma produtividade média de 40,7 metros cúbicos por hectare ao ano.
Mesmo com a alta estiagem, Schalka revela que a Suzano possui excesso de florestas em regiões afetadas pela escassez de chuvas no país, como o estado de São Paulo. "Uma estiagem afeta sim o crescimento anual das nossas áreas. Na Bahia e no Maranhão, não houve nenhuma alteração na pluviosidade. Em São Paulo, pode afetar se continuar essa situação", comenta.
Sobre um racionamentos de energia e água no setor de C&P pela falta da chuva, Foelkel conta que as empresas não correm riscos pois elas tem a capacidade de aproveitar a energia gerada no processo de produção da celulose e as outorgas para captar água diretamente, e não por meio do sistema de abastecimento. “Mas o risco de perda de produtividade por causa da seca está levando o setor a realizar estudos para desenvolver mudas mais adaptadas ao clima seco, disse o engenheiro agrônomo e especialista”, revela.
Previsão de chuva
Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas nos primeiros três meses de 2014 na região de São Paulo, onde estão localizadas fábricas e plantações da Suzano e da Fibria, e do Mato Grosso do Sul, onde está presente a Eldorado Celulose, além da própria Fibria, têm ficado abaixo da média histórica.
No sul da Bahia, onde Suzano e Fibria estão instaladas, a situação é menos crítica, após a retomada das chuvas neste início de abril.
De acordo com o agrometeorologista, as previsões da Somar indicam uma retomada das chuvas tanto em São Paulo quanto no Mato Grosso do Sul,
Mesmo ainda com sinais de preocupação em São Paulo, as previsões meteorológicas revelam que a chuva vai voltar a cair. Para a região de Três Lagoas, em abril deve chover dentro da média. Em maio, deve chover 60% menos e 50% por cento a menos em junho. Em São Paulo, abril deve ficar 20% acima da média, por causa de pancadas no fim do mês. Em maio chove dentro da média. Meses de junho e julho devem ficar um pouco abaixo com algumas pancadas isoladas.
Fonte: Reuters Brasil / Adaptado por CeluloseOnline
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