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Notícias
04
abr
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
Plantio de bambu é ideal para terras degradadas do Vale do Paraíba
É o que defende o engenheiro agrônomo e pesquisador Antônio Salgado, que estuda a cultura e outras plantas fibrosas há mais de 50 anos
A paisagem desértica do Vale do Paraíba pode ser modificada rapidamente com o plantio de bambu. Pelo menos é o que defende o engenheiro agrônomo e mestre Antônio Salgado, que estuda o bambu e outras plantas fibrosas celulósicas há mais de 50 anos. Para o pesquisador, trata-se de uma solução rápida, de baixo custo e lucrativa para os produtores rurais, pelo fato de a demanda por bambu está aumentando a cada ano.
O bambu tem centenas de utilidades econômicas. Pode ser usado para a fabricação de celulose e papel, além de sacarias industriais, que no Brasil vem se destacando nas embalagens de cimento. Há poucas semanas, Antônio Salgado esteve realizando uma série de consultorias na região Nordeste. Ele informou que há fazendas nos Estados da Paraíba e Pernambuco com o plantio de bambu voltado para a produção de papel e celulose. Outra parte da plantação é utilizada para embalagens. Já no Maranhão, o plantio é voltado para biomassa nas indústrias, inclusive na fábrica da Ambev. No Piauí, a biomassa é usada nas indústrias de cerâmicas.
Grandes grupos empresariais brasileiros já desenvolvem plantios de destaque. De acordo com Antônio Salgado, o grupo João Santos tem mais de 35 mil hectares de bambu – tudo voltado para a fabricação de sacos de cimento. “O bambu serve para muitas coisas, inclusive para a construção de casas, fabricação de móveis, artesanato, sacaria, varas de pescar, tecidos para roupas e até para a alimentação, por meio do broto”, detalhou Antônio Salgado.
Ao ser indagado sobre o financiamento para o plantio de bambu, que passou a ser feito por instituições como o Banco do Brasil, Antônio Salgado disse que se trata de um processo natural, embora um pouco tardio. Para ele, o Brasil poderia está em outro patamar com o bambu caso a cultura não tivesse sido tratada simplesmente como uma praga. “Sempre existiu bambu no Brasil e outras espécies foram trazidas por portugueses, africanos e japoneses”, disse Salgado.
Uma das principais vantagens do bambu, que é uma gramínea, é a sua rápida colheita em relação a espécies madeireiras: apenas 30 meses. Outro fator importante é o rebrotamento, ou seja, a espécie não precisa ser replantada. “O bambu segura bem o solo e evita a erosão. Sem dúvida, seria uma boa solução para as áreas degradadas do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. O mercado é promissor, mas é preciso estudá-lo, assim como o processo de logística. Quem considera o bambu uma praga, é porque não sabe utilizá-lo”, avaliou Salgado.
Uma das novidades para este ano que o pesquisador Antônio Salgado está preparando é o lançamento do seu livro. Intitulado “Bambu com sal: aqui, agora, lá e então”. Modesto, Salgado disse que não se trata de um trabalho científico, mas sim uma obra “técnica e filosófica”. O livro será lançado nos próximos meses e será composto por 33 itens, 68 subitens e 500 fotografias de bambu – todas com explicações detalhadas. Residente em Indaiatuba, no interior de São Paulo, Antônio Salgado faz consultorias por todo o País. Ele se aposentou do Instituto Agronômico de Campinas como chefe da sessão de plantas fibrosas e pesquisador científico seis – o grau máximo.
A paisagem desértica do Vale do Paraíba pode ser modificada rapidamente com o plantio de bambu. Pelo menos é o que defende o engenheiro agrônomo e mestre Antônio Salgado, que estuda o bambu e outras plantas fibrosas celulósicas há mais de 50 anos. Para o pesquisador, trata-se de uma solução rápida, de baixo custo e lucrativa para os produtores rurais, pelo fato de a demanda por bambu está aumentando a cada ano.
O bambu tem centenas de utilidades econômicas. Pode ser usado para a fabricação de celulose e papel, além de sacarias industriais, que no Brasil vem se destacando nas embalagens de cimento. Há poucas semanas, Antônio Salgado esteve realizando uma série de consultorias na região Nordeste. Ele informou que há fazendas nos Estados da Paraíba e Pernambuco com o plantio de bambu voltado para a produção de papel e celulose. Outra parte da plantação é utilizada para embalagens. Já no Maranhão, o plantio é voltado para biomassa nas indústrias, inclusive na fábrica da Ambev. No Piauí, a biomassa é usada nas indústrias de cerâmicas.
Grandes grupos empresariais brasileiros já desenvolvem plantios de destaque. De acordo com Antônio Salgado, o grupo João Santos tem mais de 35 mil hectares de bambu – tudo voltado para a fabricação de sacos de cimento. “O bambu serve para muitas coisas, inclusive para a construção de casas, fabricação de móveis, artesanato, sacaria, varas de pescar, tecidos para roupas e até para a alimentação, por meio do broto”, detalhou Antônio Salgado.
Ao ser indagado sobre o financiamento para o plantio de bambu, que passou a ser feito por instituições como o Banco do Brasil, Antônio Salgado disse que se trata de um processo natural, embora um pouco tardio. Para ele, o Brasil poderia está em outro patamar com o bambu caso a cultura não tivesse sido tratada simplesmente como uma praga. “Sempre existiu bambu no Brasil e outras espécies foram trazidas por portugueses, africanos e japoneses”, disse Salgado.
Uma das principais vantagens do bambu, que é uma gramínea, é a sua rápida colheita em relação a espécies madeireiras: apenas 30 meses. Outro fator importante é o rebrotamento, ou seja, a espécie não precisa ser replantada. “O bambu segura bem o solo e evita a erosão. Sem dúvida, seria uma boa solução para as áreas degradadas do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. O mercado é promissor, mas é preciso estudá-lo, assim como o processo de logística. Quem considera o bambu uma praga, é porque não sabe utilizá-lo”, avaliou Salgado.
Uma das novidades para este ano que o pesquisador Antônio Salgado está preparando é o lançamento do seu livro. Intitulado “Bambu com sal: aqui, agora, lá e então”. Modesto, Salgado disse que não se trata de um trabalho científico, mas sim uma obra “técnica e filosófica”. O livro será lançado nos próximos meses e será composto por 33 itens, 68 subitens e 500 fotografias de bambu – todas com explicações detalhadas. Residente em Indaiatuba, no interior de São Paulo, Antônio Salgado faz consultorias por todo o País. Ele se aposentou do Instituto Agronômico de Campinas como chefe da sessão de plantas fibrosas e pesquisador científico seis – o grau máximo.
Fonte: Painel Florestal
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