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Notícias
04
abr
2014
(GERAL)
Negócio de shiitake começa com R$ 3.000 em tora de eucalipto
O cogumelo shiitake é cultivado no Brasil desde os anos 90, e hoje são colhidas cerca de 1.500 toneladas por ano no país
Com um investimento inicial de R$ 3.000, é possível começar a produzir shiitake, cogumelo de origem asiática que brota em toras de eucalipto. Este aporte equivale a 500 toras e rende, após 16 meses, a média de 320 kg de cogumelo por colheita.
Segundo o pesquisador da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Daniel Gomes, cultivar cogumelos, especialmente o shiitake, é indicado para pequenos e médios produtores que já têm espaço adequado para o cultivo, como uma área de mata, por exemplo.
"É uma atividade em expansão. Ainda não temos números desse crescimento, mas percebemos um aumento no cultivo, principalmente no interior de São Paulo", afirma Gomes.
O produtor Carlos Abe, da Fazenda Guirra, em São Francisco Xavier (SP), cultiva shiitake desde a década de 90. Ele colhe uma tonelada do cogumelo por mês e também dá cursos sobre a atividade.
Segundo ele, além de providenciar as toras de eucalipto, o produtor de shiitake precisa ter na propriedade uma área com muita umidade e pouca luz, condições ideais para o desenvolvimento do cogumelo.
As toras, diz Abe, devem ter um metro de comprimento, sem rachaduras ou cortes. Com o uso de uma furadeira, são feitos buracos de até 2,5 cm de profundidade em volta das toras, mantendo-se a distância de 18 cm entre um furo e outro.
Os furos feitos na madeira receberão as sementes de shiitake, que são vendidas em uma mistura de serragem, farelo de milho e adubo. Preenchidos com a mistura, os buracos são vedados com um impermeabilizante feito com breu (substância escura, extraída da resina de plantas) e parafina.
As toras são então empilhadas em local úmido e com pouca luz para o fungo se desenvolver. O produtor Carlos Abe coloca as toras no meio de uma mata fechada, mantendo-as bem sombreadas.
As toras ficam ali por um período de oito a 12 meses, e então são mantidas imersas em água gelada por 12 horas. Há produtores que utilizam caixas d'água nesse processo, baixando a temperatura da água com o uso de gelo.
As toras são então batidas algumas vezes contra o chão ou uma pedra, um choque mecânico que também ajuda na frutificação. Em seguida, as madeiras são levadas para um galpão, onde são mantidas na posição vertical, inclinadas sobre traves de metal.
O shiitake começa a frutificar de cinco a sete dias após a retirada das toras da água; a colheita é feita até dez dias após o choque térmico (na água gelada) e mecânico.
Depois disso, as toras retornam para a mata, e, em cerca de três meses, podem ser outra vez mergulhadas em água para haver nova produção. Segundo Carlos Abe, as toras podem frutificar por até três vezes; depois disso, é preciso providenciar novos pedaços de madeira e semeá-los.
Brasil produz cerca de 1.500 toneladas de shiitake por ano
O shiitake tem origem na Ásia e é produzido no Brasil desde os anos 90. Aqui, só perde em volume para o champinhom, também chamado de cogumelo-de-paris.
As estimativas da ANPC (Associação Nacional dos Produtores de Cogumelos) indicam que o país produz pouco mais de 12 mil toneladas de cogumelos por ano. Desse total, 8 mil toneladas seriam de champinhom e 1.500 toneladas, de shiitake.
A bandeja de 200 gramas de shiitake custa de R$ 15 a R$ 25 ao consumidor final, e a de champinhom fresco, de R$ 10 a R$ 12.
Com um investimento inicial de R$ 3.000, é possível começar a produzir shiitake, cogumelo de origem asiática que brota em toras de eucalipto. Este aporte equivale a 500 toras e rende, após 16 meses, a média de 320 kg de cogumelo por colheita.
Segundo o pesquisador da Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Daniel Gomes, cultivar cogumelos, especialmente o shiitake, é indicado para pequenos e médios produtores que já têm espaço adequado para o cultivo, como uma área de mata, por exemplo.
"É uma atividade em expansão. Ainda não temos números desse crescimento, mas percebemos um aumento no cultivo, principalmente no interior de São Paulo", afirma Gomes.
O produtor Carlos Abe, da Fazenda Guirra, em São Francisco Xavier (SP), cultiva shiitake desde a década de 90. Ele colhe uma tonelada do cogumelo por mês e também dá cursos sobre a atividade.
Segundo ele, além de providenciar as toras de eucalipto, o produtor de shiitake precisa ter na propriedade uma área com muita umidade e pouca luz, condições ideais para o desenvolvimento do cogumelo.
As toras, diz Abe, devem ter um metro de comprimento, sem rachaduras ou cortes. Com o uso de uma furadeira, são feitos buracos de até 2,5 cm de profundidade em volta das toras, mantendo-se a distância de 18 cm entre um furo e outro.
Os furos feitos na madeira receberão as sementes de shiitake, que são vendidas em uma mistura de serragem, farelo de milho e adubo. Preenchidos com a mistura, os buracos são vedados com um impermeabilizante feito com breu (substância escura, extraída da resina de plantas) e parafina.
As toras são então empilhadas em local úmido e com pouca luz para o fungo se desenvolver. O produtor Carlos Abe coloca as toras no meio de uma mata fechada, mantendo-as bem sombreadas.
As toras ficam ali por um período de oito a 12 meses, e então são mantidas imersas em água gelada por 12 horas. Há produtores que utilizam caixas d'água nesse processo, baixando a temperatura da água com o uso de gelo.
As toras são então batidas algumas vezes contra o chão ou uma pedra, um choque mecânico que também ajuda na frutificação. Em seguida, as madeiras são levadas para um galpão, onde são mantidas na posição vertical, inclinadas sobre traves de metal.
O shiitake começa a frutificar de cinco a sete dias após a retirada das toras da água; a colheita é feita até dez dias após o choque térmico (na água gelada) e mecânico.
Depois disso, as toras retornam para a mata, e, em cerca de três meses, podem ser outra vez mergulhadas em água para haver nova produção. Segundo Carlos Abe, as toras podem frutificar por até três vezes; depois disso, é preciso providenciar novos pedaços de madeira e semeá-los.
Brasil produz cerca de 1.500 toneladas de shiitake por ano
O shiitake tem origem na Ásia e é produzido no Brasil desde os anos 90. Aqui, só perde em volume para o champinhom, também chamado de cogumelo-de-paris.
As estimativas da ANPC (Associação Nacional dos Produtores de Cogumelos) indicam que o país produz pouco mais de 12 mil toneladas de cogumelos por ano. Desse total, 8 mil toneladas seriam de champinhom e 1.500 toneladas, de shiitake.
A bandeja de 200 gramas de shiitake custa de R$ 15 a R$ 25 ao consumidor final, e a de champinhom fresco, de R$ 10 a R$ 12.
Fonte: UOL
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