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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Móveis alavancam as vendas do comércio
As vendas do comércio varejista do Paraná cresceram em agosto pelo décimo mês consecutivo e com porcentuais acima da média nacional.
Móveis e eletrodomésticos e veículos são os setores que estão alavancando as vendas do comércio paranaense. Em agosto, o volume de vendas do varejo do Paraná teve expansão de 7,72% quando comparado a igual mês do ano passado. Nos primeiros oito meses do ano, o comércio do Paraná cresceu 11,57%, contra uma média nacional de 9,45%. Em 12 meses, o aumento das vendas no estado foi de 8,76%, também acima dos 5,83% verificados no país. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o economista do IBGE Nilo Lopes de Macedo, o Paraná está entre os seis estados que mais têm contribuído para os resultados positivos apresentados pelo comércio nacional. Ele explica que estes resultados estão sendo impactados pelos bens de consumo duráveis, que dependem do comportamento da renda e do emprego. “Como no Paraná o nível de emprego está crescendo acima da média nacional e está havendo uma recuperação da renda dos trabalhadores, setores que vendem produtos de maior valor acabam se destacando”, justifica.
Embora nos últimos três meses os porcentuais de venda do comércio tenham registrado desaceleração (15,65% em junho, 12,10% em julho e 7,72% em agosto), Nilo Macedo não acredita que a tendência daqui para frente seja de queda. Segundo o economista do IBGE, o crescimento das vendas neste período foi muito centrado na concessão de crédito.
O efeito sazonal também deve ser levado em conta, segundo Nilo Macedo. Agosto é um período marcado pelo esforço do consumidor em quitar dívidas para ganhar fôlego para as compras de fim de ano.
O assessor econômico da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Luiz Vamberto de Santana, cita a queda das taxas de juros verificada este ano como um dos pontos fundamentais para o incremento das vendas, principalmente de móveis, eletrodomésticos e veículos. “Juro menor estimula o consumidor a assumir compromissos futuros”, observa.
Outro fator apontado por Santana que contribuiu para o crescimento das vendas de agosto foi a contratação da mão-de-obra temporária para as campanhas eleitorais. “Partidos e candidatos fizeram contratações temporárias já a partir de agosto. Foi mais dinheiro que passou a circular no comércio, favorecendo também a venda de combustíveis e de impressos gráficos”, informa.
A queda do dólar registrada este ano também está ajudando as vendas do comércio, segundo Santana. “No ano passado o dólar bateu R$ 3,50. Hoje a moeda americana está cotada na casa de R$ 2,80, reduzindo os preços dos produtos que utilizam componentes importados”, acrescenta.
O assessor econômico da Fecomércio prevê vendas maiores para o fim de ano, pois como o perfil de endividamento dos consumidores é menor do que em 2003, uma parcela maior do 13.º salário será utilizada para compras.
Fonte: Gazeta do Povo – 25/10/2004
Móveis e eletrodomésticos e veículos são os setores que estão alavancando as vendas do comércio paranaense. Em agosto, o volume de vendas do varejo do Paraná teve expansão de 7,72% quando comparado a igual mês do ano passado. Nos primeiros oito meses do ano, o comércio do Paraná cresceu 11,57%, contra uma média nacional de 9,45%. Em 12 meses, o aumento das vendas no estado foi de 8,76%, também acima dos 5,83% verificados no país. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o economista do IBGE Nilo Lopes de Macedo, o Paraná está entre os seis estados que mais têm contribuído para os resultados positivos apresentados pelo comércio nacional. Ele explica que estes resultados estão sendo impactados pelos bens de consumo duráveis, que dependem do comportamento da renda e do emprego. “Como no Paraná o nível de emprego está crescendo acima da média nacional e está havendo uma recuperação da renda dos trabalhadores, setores que vendem produtos de maior valor acabam se destacando”, justifica.
Embora nos últimos três meses os porcentuais de venda do comércio tenham registrado desaceleração (15,65% em junho, 12,10% em julho e 7,72% em agosto), Nilo Macedo não acredita que a tendência daqui para frente seja de queda. Segundo o economista do IBGE, o crescimento das vendas neste período foi muito centrado na concessão de crédito.
O efeito sazonal também deve ser levado em conta, segundo Nilo Macedo. Agosto é um período marcado pelo esforço do consumidor em quitar dívidas para ganhar fôlego para as compras de fim de ano.
O assessor econômico da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Luiz Vamberto de Santana, cita a queda das taxas de juros verificada este ano como um dos pontos fundamentais para o incremento das vendas, principalmente de móveis, eletrodomésticos e veículos. “Juro menor estimula o consumidor a assumir compromissos futuros”, observa.
Outro fator apontado por Santana que contribuiu para o crescimento das vendas de agosto foi a contratação da mão-de-obra temporária para as campanhas eleitorais. “Partidos e candidatos fizeram contratações temporárias já a partir de agosto. Foi mais dinheiro que passou a circular no comércio, favorecendo também a venda de combustíveis e de impressos gráficos”, informa.
A queda do dólar registrada este ano também está ajudando as vendas do comércio, segundo Santana. “No ano passado o dólar bateu R$ 3,50. Hoje a moeda americana está cotada na casa de R$ 2,80, reduzindo os preços dos produtos que utilizam componentes importados”, acrescenta.
O assessor econômico da Fecomércio prevê vendas maiores para o fim de ano, pois como o perfil de endividamento dos consumidores é menor do que em 2003, uma parcela maior do 13.º salário será utilizada para compras.
Fonte: Gazeta do Povo – 25/10/2004
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