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Notícias
24
mar
2014
(GERAL)
Abimci reativa comissão para normalizar madeira serrada
Para Paulo Roberto Pupo, superintendente executivo da Abimci, a padronização dos produtos vai aumentar o consumo de madeira no País
Em 2013, um dos três principais setores da economia brasileira foi o de base florestal. No ano anterior, do saldo total da balança comercial nacional, 35% se referem a produtos do setor, e a expectativa com relação ao número de 2013 é que o percentual tenha subido ainda mais.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), a exportação de produtos de base florestal mostrou pequena melhora, o que certamente também mostrará um melhor desempenho dos produtos madeireiros. Mas o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, alerta: o principal mercado ainda é o interno. “Esse grande mercado não é normalizado. Por isso, precisamos padronizar os produtos e criar normas para melhorar ainda mais o setor”, explica.
Para garantir que a proposta de normalização saia do papel, a Abimci, entidade gestora do CB-31 que cuida das comissões de produtos madeireiros, reativou, neste mês, a comissão de estudos que trata da madeira serrada dentro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Isso é um grande progresso, porque dentro da norma de desempenho da construção civil, que é a NBR 15.575, existe a necessidade de que todo produto ou componente construtivo seja normalizado. Se não temos produtos conformes, não haverá crescimento do uso da madeira na construção. Padronizando os produtos, certamente, vai aumentar o consumo de madeira e conseguiremos inserir os produtos madeireiros no escopo de financiamento junto a órgãos oficiais, como BNDES, Caixa Econômica Federal e demais agentes financiadores”, garante Pupo.
Na avaliação do executivo, a reativação da comissão de estudos é um grande avanço e vai proporcionar um amplo debate entre o setor produtivo, a sociedade e o mercado comprador, com a elaboração de normas técnicas que atendam a norma de desempenho da construção civil, tanto para produtos de uso estrutural ou mesmo aparente. "É oferecendo ao mercado produtos dentro de normas técnicas atualizadas e revisadas que teremos o grande avanço nesse segmento, como já acontece com pisos, chapas e portas e kits porta pronta de madeira”, ressalta Pupo.
Daniel Berneck, diretor da Berneck S/A e presidente da comissão de estudos, afirma que o mercado florestal precisa se acostumar a ter normas. Segundo ele, cabe à comissão direcionar o mercado para que a madeira seja mais consumida na construção civil. “Nosso objetivo é a comercialização da madeira. Precisamos de uma norma que englobe todas as utilizações desse material construtivo. Assim, vamos padronizar o produto, como acontece nos Estados Unidos. Sem a padronização e a normalização, não há confiança para usar a madeira estrutural”, comenta.
Sobre esse assunto, Guilherme Stamato, diretor executivo da Stamade, de São Carlos (SP), comenta que muitas empresas estão evitando utilizar a madeira serrada na construção, por conta de problemas que já aconteceram e porque não existe uma forma de controle de qualidade, já que não há norma específica para isso. “O problema não é a madeira. Não temos normalização e, consequentemente, não temos empresas que sigam as normas. A parte de comercialização precisa definir dimensões, defeitos, limites para defeitos.Precisamos ouvir os fornecedores também, porque não podemos criar algo que eles não possam se adequar”, reforça.
Para a comissão avançar, a sugestão de Stamato é que sejam estabelecidas quatro normas: classificação visual, classificação mecânica não-destrutiva, caracterização físico-mecânico e ensaios de peças estruturais com a viga de tamanho original. “Com isso, vamos ‘carimbar’ nossa madeira e poderemos incentivar ainda mais o consumo, porque será possível garantir a qualidade”, completa.
Em 2013, um dos três principais setores da economia brasileira foi o de base florestal. No ano anterior, do saldo total da balança comercial nacional, 35% se referem a produtos do setor, e a expectativa com relação ao número de 2013 é que o percentual tenha subido ainda mais.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), a exportação de produtos de base florestal mostrou pequena melhora, o que certamente também mostrará um melhor desempenho dos produtos madeireiros. Mas o superintendente executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, alerta: o principal mercado ainda é o interno. “Esse grande mercado não é normalizado. Por isso, precisamos padronizar os produtos e criar normas para melhorar ainda mais o setor”, explica.
Para garantir que a proposta de normalização saia do papel, a Abimci, entidade gestora do CB-31 que cuida das comissões de produtos madeireiros, reativou, neste mês, a comissão de estudos que trata da madeira serrada dentro da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Isso é um grande progresso, porque dentro da norma de desempenho da construção civil, que é a NBR 15.575, existe a necessidade de que todo produto ou componente construtivo seja normalizado. Se não temos produtos conformes, não haverá crescimento do uso da madeira na construção. Padronizando os produtos, certamente, vai aumentar o consumo de madeira e conseguiremos inserir os produtos madeireiros no escopo de financiamento junto a órgãos oficiais, como BNDES, Caixa Econômica Federal e demais agentes financiadores”, garante Pupo.
Na avaliação do executivo, a reativação da comissão de estudos é um grande avanço e vai proporcionar um amplo debate entre o setor produtivo, a sociedade e o mercado comprador, com a elaboração de normas técnicas que atendam a norma de desempenho da construção civil, tanto para produtos de uso estrutural ou mesmo aparente. "É oferecendo ao mercado produtos dentro de normas técnicas atualizadas e revisadas que teremos o grande avanço nesse segmento, como já acontece com pisos, chapas e portas e kits porta pronta de madeira”, ressalta Pupo.
Daniel Berneck, diretor da Berneck S/A e presidente da comissão de estudos, afirma que o mercado florestal precisa se acostumar a ter normas. Segundo ele, cabe à comissão direcionar o mercado para que a madeira seja mais consumida na construção civil. “Nosso objetivo é a comercialização da madeira. Precisamos de uma norma que englobe todas as utilizações desse material construtivo. Assim, vamos padronizar o produto, como acontece nos Estados Unidos. Sem a padronização e a normalização, não há confiança para usar a madeira estrutural”, comenta.
Sobre esse assunto, Guilherme Stamato, diretor executivo da Stamade, de São Carlos (SP), comenta que muitas empresas estão evitando utilizar a madeira serrada na construção, por conta de problemas que já aconteceram e porque não existe uma forma de controle de qualidade, já que não há norma específica para isso. “O problema não é a madeira. Não temos normalização e, consequentemente, não temos empresas que sigam as normas. A parte de comercialização precisa definir dimensões, defeitos, limites para defeitos.Precisamos ouvir os fornecedores também, porque não podemos criar algo que eles não possam se adequar”, reforça.
Para a comissão avançar, a sugestão de Stamato é que sejam estabelecidas quatro normas: classificação visual, classificação mecânica não-destrutiva, caracterização físico-mecânico e ensaios de peças estruturais com a viga de tamanho original. “Com isso, vamos ‘carimbar’ nossa madeira e poderemos incentivar ainda mais o consumo, porque será possível garantir a qualidade”, completa.
Fonte: Assessoria
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