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Notícias
17
mar
2014
(MADEIRA E PRODUTOS)
Exploração ilegal de madeira cresce em Mato Grosso
Segundo estado da Amazônia Legal que mais desmata, o Mato Grosso teve mais da metade de sua produção madeireira explorada ilegalmente entre agosto de 2011 e julho de 2012. Um estudo do instituto Imazon mostra que 1.977,47 km² de florestas foram explorados no período, dos quais 54% não tiveram a necessária autorização da Secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema).
Na comparação com o período anterior, de agosto de 2010 a julho de 2011, a exploração ilegal aumentou 63%. O manejo autorizado cresceu apenas 23% — afirma Denis Conrado, pesquisador do Imazon responsável por cruzar os dados da Sema com os do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
Do total não autorizado, que corresponde a 1.066,63 km², 96,4% ocorreram em áreas privadas, devolutas ou sob disputa.
A exploração ilegal atingiu 28,5 km² em terras indígenas. O Parque Indígena do Xingu foi o segundo mais afetado, atrás apenas da Terra Indígena Arara do Rio Branco, que respondeu por 47% do total. O estudo identificou 34,78 km² autorizados em dois planos de manejo que se sobrepõem a terras indígenas.
As maiores áreas de exploração ilegais foram encontradas nos municípios de Marcelândia, União do Sul, Aripuanã, Nova Maringá e Itanhangá.
Em 2010, Marcelândia foi atingida por um grande incêndio, que destruiu pelo menos 11 serrarias e 60 casas. Iniciado no lixão do município, o fogo foi levado pelo vento e teve como combustível grande quantidade de resíduos deixados amontoados pelas serrarias.
A exploração florestal tem grande impacto na economia do município, onde operam 79 serrarias, madeireiras e laminadoras. Em 2013, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Marcelândia exportou praticamente toda sua produção de madeira para a Bélgica.
R$ 266 milhões em autuações
A extração ilegal de madeira degrada a floresta, deixando-a mais rala. Esse tipo de ação não integra a pesquisa de desmatamento da Amazônia, monitorado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que identifica o corte raso — ou seja, quando todas as árvores são derrubadas, e a terra fica aberta para ocupação por gado ou produção agrícola. Em geral, antes de desmatar, são retiradas primeiro as árvores cuja madeira é de interesse comercial.
Em 2013, o sistema Deter — Detecção de Desmatamento em Tempo Real, do Inpe, emitiu 845 alertas para o Mato Grosso, atingindo uma área de 1.002,37 km². Nesse caso, são identificadas áreas desmatadas por corte raso, acima de 25 hectares.
Nos últimos dez anos, o Mato Grosso suprimiu 34.214km² de Floresta Amazônica. Foram 1.149 km² apenas no período entre agosto de 2012 e julho de 2013, o que correspondeu a 19,66% do total desmatado na Amazônia Legal — um incremento de 52% em relação ao período anterior. O estado também liderou as autuações, com R$ 266 milhões em multas. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 68% do desmatamento ocorrem em áreas onde a fiscalização é competência dos estados, e os 32% restantes são de âmbito federal — áreas de proteção federais, terras indígenas e assentamentos da reforma agrária.
Na comparação com o período anterior, de agosto de 2010 a julho de 2011, a exploração ilegal aumentou 63%. O manejo autorizado cresceu apenas 23% — afirma Denis Conrado, pesquisador do Imazon responsável por cruzar os dados da Sema com os do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
Do total não autorizado, que corresponde a 1.066,63 km², 96,4% ocorreram em áreas privadas, devolutas ou sob disputa.
A exploração ilegal atingiu 28,5 km² em terras indígenas. O Parque Indígena do Xingu foi o segundo mais afetado, atrás apenas da Terra Indígena Arara do Rio Branco, que respondeu por 47% do total. O estudo identificou 34,78 km² autorizados em dois planos de manejo que se sobrepõem a terras indígenas.
As maiores áreas de exploração ilegais foram encontradas nos municípios de Marcelândia, União do Sul, Aripuanã, Nova Maringá e Itanhangá.
Em 2010, Marcelândia foi atingida por um grande incêndio, que destruiu pelo menos 11 serrarias e 60 casas. Iniciado no lixão do município, o fogo foi levado pelo vento e teve como combustível grande quantidade de resíduos deixados amontoados pelas serrarias.
A exploração florestal tem grande impacto na economia do município, onde operam 79 serrarias, madeireiras e laminadoras. Em 2013, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Marcelândia exportou praticamente toda sua produção de madeira para a Bélgica.
R$ 266 milhões em autuações
A extração ilegal de madeira degrada a floresta, deixando-a mais rala. Esse tipo de ação não integra a pesquisa de desmatamento da Amazônia, monitorado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que identifica o corte raso — ou seja, quando todas as árvores são derrubadas, e a terra fica aberta para ocupação por gado ou produção agrícola. Em geral, antes de desmatar, são retiradas primeiro as árvores cuja madeira é de interesse comercial.
Em 2013, o sistema Deter — Detecção de Desmatamento em Tempo Real, do Inpe, emitiu 845 alertas para o Mato Grosso, atingindo uma área de 1.002,37 km². Nesse caso, são identificadas áreas desmatadas por corte raso, acima de 25 hectares.
Nos últimos dez anos, o Mato Grosso suprimiu 34.214km² de Floresta Amazônica. Foram 1.149 km² apenas no período entre agosto de 2012 e julho de 2013, o que correspondeu a 19,66% do total desmatado na Amazônia Legal — um incremento de 52% em relação ao período anterior. O estado também liderou as autuações, com R$ 266 milhões em multas. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, cerca de 68% do desmatamento ocorrem em áreas onde a fiscalização é competência dos estados, e os 32% restantes são de âmbito federal — áreas de proteção federais, terras indígenas e assentamentos da reforma agrária.
Fonte: O Globo
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