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Notícias
10
mar
2014
(GERAL)
Estudo vai analisar principais tipos de árvores na Amazônia Central
Captar informações e montar um inventário de espécies que dará suporte às demais implantações do manejo madeireiro. Esse é o intuito de uma das vertentes do projeto "Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central", desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Fundo Amazônia. O estudo analisará áreas da floresta para verificar a dinâmica florestal e quais são as principais espécies presentes naqueles locais.
Foram instaladas áreas de estudos aleatórias nas florestas alagáveis da Reserva Mamirauá - levando em consideração se a área alaga muito (várzea baixa) ou alaga pouco (várzea alta). Com isso, inicia-se uma série de análises sobre as espécies que ocorrem nessas parcelas. As árvores são medidas na altura de 1,30 metros e entram no registro as que têm o diâmetro mínimo de tronco de 10 cm. No fim, as parcelas são somadas e os pesquisadores conhecem as espécies que tem o maior Índice de Valor de Importância (veja como esse valor é calculado abaixo).
"Com esses dados, a gente vai gerar uma lista de espécies que seriam as de maior importância ecológica, as que têm função importante dentro do ambiente, em termos de estoque, produtividade. Após identificar essas espécies, vem outro componente que é a reposição florestal. O projeto de reposição florestal quer colocar as espécies que são importantes para o ambiente e ajudar a acelerar esse processo de sucessão natural", explicou a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Auristela Conserva.
Além das informações para o manejo, o projeto consegue determinar o estoque de carbono destas florestas alagáveis da região do médio Solimões. "Podemos calcular o estoque de carbono das áreas de estudo, mas isso é algo que vai variando, porque as árvores crescem e morrem. As árvores perdem folhas, produzem frutos, e tudo isso implica em alterações nesse estoque de carbono", comentou a pesquisadora.
A Redução das Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) foi proposta em 2008, na Conferência de Poznán, na Polônia. A ideia parte do pressuposto que as florestas são importantes fontes de absorção de gás carbônico e que o desmatamento por meio de queimadas é o principal fator de emissões em alguns países em desenvolvimento. Apesar da proposta na conferência, estimativas precisas sobre o assunto ainda são escassas. As informações sobre a dinâmica florestal, coletadas pelo Instituto Mamirauá, dariam apoio aos pesquisadores para ações mais precisas na manutenção da biodiversidade e redução das emissões de carbono.
"A intenção é ter meios de prever a resposta da floresta. [...] Essa questão de mais CO2 na atmosfera, como a floresta responde? Ela consegue captar todo esse CO2 e virar mais matéria, produzir mais biomassa? Ou chega um ponto que a floresta não consegue mais responder. A intenção é que, com o passar do tempo, a gente tenha dados para fazer modelos e prever como ela irá responder", elucidou a pesquisadora Mariana Ferreira.
Foram instaladas áreas de estudos aleatórias nas florestas alagáveis da Reserva Mamirauá - levando em consideração se a área alaga muito (várzea baixa) ou alaga pouco (várzea alta). Com isso, inicia-se uma série de análises sobre as espécies que ocorrem nessas parcelas. As árvores são medidas na altura de 1,30 metros e entram no registro as que têm o diâmetro mínimo de tronco de 10 cm. No fim, as parcelas são somadas e os pesquisadores conhecem as espécies que tem o maior Índice de Valor de Importância (veja como esse valor é calculado abaixo).
"Com esses dados, a gente vai gerar uma lista de espécies que seriam as de maior importância ecológica, as que têm função importante dentro do ambiente, em termos de estoque, produtividade. Após identificar essas espécies, vem outro componente que é a reposição florestal. O projeto de reposição florestal quer colocar as espécies que são importantes para o ambiente e ajudar a acelerar esse processo de sucessão natural", explicou a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Auristela Conserva.
Além das informações para o manejo, o projeto consegue determinar o estoque de carbono destas florestas alagáveis da região do médio Solimões. "Podemos calcular o estoque de carbono das áreas de estudo, mas isso é algo que vai variando, porque as árvores crescem e morrem. As árvores perdem folhas, produzem frutos, e tudo isso implica em alterações nesse estoque de carbono", comentou a pesquisadora.
A Redução das Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) foi proposta em 2008, na Conferência de Poznán, na Polônia. A ideia parte do pressuposto que as florestas são importantes fontes de absorção de gás carbônico e que o desmatamento por meio de queimadas é o principal fator de emissões em alguns países em desenvolvimento. Apesar da proposta na conferência, estimativas precisas sobre o assunto ainda são escassas. As informações sobre a dinâmica florestal, coletadas pelo Instituto Mamirauá, dariam apoio aos pesquisadores para ações mais precisas na manutenção da biodiversidade e redução das emissões de carbono.
"A intenção é ter meios de prever a resposta da floresta. [...] Essa questão de mais CO2 na atmosfera, como a floresta responde? Ela consegue captar todo esse CO2 e virar mais matéria, produzir mais biomassa? Ou chega um ponto que a floresta não consegue mais responder. A intenção é que, com o passar do tempo, a gente tenha dados para fazer modelos e prever como ela irá responder", elucidou a pesquisadora Mariana Ferreira.
Fonte: ExpressoMT / adaptado por CeluloseOnline
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