Voltar
Notícias
19
fev
2014
(MEIO AMBIENTE)
Projeto Curupira visa recuperar 2,5 mil hectares de florestas
Recuperar e utilizar 2.500 hectares de áreas degradadas para o plantio de 3 milhões de árvores destinadas para a fabricação de laminados para exportação, beneficiando 500 pequenos produtores rurais e pequenos empreendedores de Porto Velho.
As metas ambiciosas são do Projeto Recriando a Floresta Curupira IV e V, viabilizado em Porto Velho graças a uma parceria firmada entre a Federação da Micro e Pequena Empresa (Feempi), Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Embrapa Minas Gerais (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
O apoio dos vários parceiros garante a estrutura necessária para o sucesso e rentabilidade do projeto. “O Curupira tem o objetivo de criar renda mensal fixa que o pequeno produtor não tem e uma aposentadoria digna que o governo não dá”, resume o presidente do Simpi, Leonardo Sobral.
O fechamento das parcerias para estas duas etapas do Projeto Curupira é o resultado dos bons frutos já colhidos em três experiências anteriores de plantio de árvores para a produção de madeira, que já beneficia mais de 40 produtores do estado. O pequeno produtor entra com a área e o trabalho, que é remunerado mensalmente. No período de abate das árvores – de seis anos, no caso do plantio do Paricá, previsto no projeto- o lucro é 100% do pequeno produtor mas ela já poderá encontrar parceiros que posam adiantar a compra da madeira no mercado futuro.
O Curupira IV e V será implantado no Projeto de Assentamento Joana D’Arc, nos distritos de Jacy-Paraná, Mutum-Paraná , Extrema , Nova Califórnia e na localidade de União Bandeirantes. O plantio das arvores será consorciada com a pecuária de leite e de corte já desenvolvida nas pequenas propriedades. “O projeto vai possibilitar a recriação da floresta e o melhoramento dos níveis de produção de leite e carne. Também vai contribuir para o reconhecimento do mercado internacional, que vê a carne produzida na Amazônia como sendo um fator de desmatamento”, explica o pesquisador da Embrapa Paulo Moreira.
Pinho cuiabano
Conhecido como pinho cuiabano ou paricá, a espécie Shizolobium amazonicum foi escolhida para o plantio do Curupira IV e V porque é uma árvore nativa da Amazônia, de rápido crescimento (chega a crescer 50 cm por mês durante os primeiros 24 meses) e dela se extrai lâminas sem manchas, diferente do que ocorre com o eucalipto, considerado lamina de 2ª linha. “Com estas características, a paricá é matéria prima de primeira qualidade para reviver ou reabrir as pequenas indústrias de laminados localizadas no entorno de Porto Velho, hoje fechadas por falta de matéria prima, e também deverá atrair indústrias de MDF e de compensado para o município”, explica Leonardo Sobral.
“Por estarmos em Porto Velho e termos toda a estrutura de uma capital e um porto exportador, temos condições de lançar um laminado competitivo no mercado internacional e não esquecendo que este é um produto considerado top para exportação”, acrescenta ele.
Parcerias
Na parceria que viabilizou o projeto, a Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Velho (Semagric) vai contribuir com a preparação do solo (destoca, aplicação de calcário e fertilizante) e o secretário, Leonel Bertolin, será um dos coordenadores. A coordenação também contará com engenheiros florestais que atuam na Sedam e ainda vão viabilizar o licenciamento ambiental e fornecer sementes. O pesquisador da Embrapa Paulo Moreira fará parte da coordenação, juntamente com a representante da Feempi, Roberta Barros, encarregada do acompanhamento e monitoramento do trabalho, juntamente com o grupo técnico.
Sustentabilidade com lucratividade
O Curupira está implantado hoje em três propriedades de Rondônia. Uma delas conta com o financiamento de um empresário francês da indústria de tênis Taygra, Alexandre Salaun, que apostou na ideia, entusiasmado com a possibilidade de investir em um produto ambientalmente e socialmente sustentável, portanto com grande aceitação no mercado, e que ao mesmo tempo oferece alta produtividade.
As metas ambiciosas são do Projeto Recriando a Floresta Curupira IV e V, viabilizado em Porto Velho graças a uma parceria firmada entre a Federação da Micro e Pequena Empresa (Feempi), Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Embrapa Minas Gerais (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
O apoio dos vários parceiros garante a estrutura necessária para o sucesso e rentabilidade do projeto. “O Curupira tem o objetivo de criar renda mensal fixa que o pequeno produtor não tem e uma aposentadoria digna que o governo não dá”, resume o presidente do Simpi, Leonardo Sobral.
O fechamento das parcerias para estas duas etapas do Projeto Curupira é o resultado dos bons frutos já colhidos em três experiências anteriores de plantio de árvores para a produção de madeira, que já beneficia mais de 40 produtores do estado. O pequeno produtor entra com a área e o trabalho, que é remunerado mensalmente. No período de abate das árvores – de seis anos, no caso do plantio do Paricá, previsto no projeto- o lucro é 100% do pequeno produtor mas ela já poderá encontrar parceiros que posam adiantar a compra da madeira no mercado futuro.
O Curupira IV e V será implantado no Projeto de Assentamento Joana D’Arc, nos distritos de Jacy-Paraná, Mutum-Paraná , Extrema , Nova Califórnia e na localidade de União Bandeirantes. O plantio das arvores será consorciada com a pecuária de leite e de corte já desenvolvida nas pequenas propriedades. “O projeto vai possibilitar a recriação da floresta e o melhoramento dos níveis de produção de leite e carne. Também vai contribuir para o reconhecimento do mercado internacional, que vê a carne produzida na Amazônia como sendo um fator de desmatamento”, explica o pesquisador da Embrapa Paulo Moreira.
Pinho cuiabano
Conhecido como pinho cuiabano ou paricá, a espécie Shizolobium amazonicum foi escolhida para o plantio do Curupira IV e V porque é uma árvore nativa da Amazônia, de rápido crescimento (chega a crescer 50 cm por mês durante os primeiros 24 meses) e dela se extrai lâminas sem manchas, diferente do que ocorre com o eucalipto, considerado lamina de 2ª linha. “Com estas características, a paricá é matéria prima de primeira qualidade para reviver ou reabrir as pequenas indústrias de laminados localizadas no entorno de Porto Velho, hoje fechadas por falta de matéria prima, e também deverá atrair indústrias de MDF e de compensado para o município”, explica Leonardo Sobral.
“Por estarmos em Porto Velho e termos toda a estrutura de uma capital e um porto exportador, temos condições de lançar um laminado competitivo no mercado internacional e não esquecendo que este é um produto considerado top para exportação”, acrescenta ele.
Parcerias
Na parceria que viabilizou o projeto, a Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Velho (Semagric) vai contribuir com a preparação do solo (destoca, aplicação de calcário e fertilizante) e o secretário, Leonel Bertolin, será um dos coordenadores. A coordenação também contará com engenheiros florestais que atuam na Sedam e ainda vão viabilizar o licenciamento ambiental e fornecer sementes. O pesquisador da Embrapa Paulo Moreira fará parte da coordenação, juntamente com a representante da Feempi, Roberta Barros, encarregada do acompanhamento e monitoramento do trabalho, juntamente com o grupo técnico.
Sustentabilidade com lucratividade
O Curupira está implantado hoje em três propriedades de Rondônia. Uma delas conta com o financiamento de um empresário francês da indústria de tênis Taygra, Alexandre Salaun, que apostou na ideia, entusiasmado com a possibilidade de investir em um produto ambientalmente e socialmente sustentável, portanto com grande aceitação no mercado, e que ao mesmo tempo oferece alta produtividade.
Fonte: Painel Florestal - Amazônia da Gente
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















